2 de December de 2021

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Outro ex-ministro da Saúde irá depor sobre a Covid-19 no Brasil

Outro ex-ministro da Saúde irá depor sobre a Covid-19 no Brasil

Brasília, 5 mai (Prensa Latina) O oncologista Nelson Teich será hoje o segundo ex-ministro da Saúde brasileiro a depor perante a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que indaga sobre a gestão do governo Jair Bolsonaro diante da Covid-19.
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Seu depoimento foi remarcado para esta quarta-feira depois que ontem o fez o ex-ministro do setor e médico Luiz Henrique Mandetta, que prolongou por quase oito horas sua apresentação.

A emissora de televisão CNN Brasil garante que Teich, com apenas 29 dias no cargo, deve ser questionado sobre negociações com farmacêuticas e vacinas, já que foi durante sua gestão que o governo deu início a tal processo.

Entre os questionamentos, destaca a emissora, está, por exemplo, o questionamento do plano que Teich, ao sair da pasta, recomendou ao governo federal e nunca foi executado.

A CNN lembra que o roteiro do palestrante prevê pelo menos 36 perguntas ao ex-ministro, embora o tema principal, porém, deva ser a hidroxicloroquina, principal motivo de seu abandono do cargo.

Em seu discurso de despedida, Teich disse em 15 de maio de 2020: ‘A vida é feita de escolhas e eu escolhi ir embora. Digo que fiz o meu melhor durante o tempo que estive aqui.’

Durante seu depoimento, Mandetta acusou ontem o ex-militar de descartar as recomendações para enfrentar a pandemia, formuladas por especialistas e pela Organização Mundial de Saúde.

Ele observou que o ex-capitão do Exército executou um programa de negação com consequências catastróficas.

Ele confessou que Bolsonaro defendeu o uso de cloroquina para tratamento precoce contra a Covid-19, mesmo sem evidências científicas.

E aparentemente, segundo Mandetta, o governante deve ter outras fontes de informação, pois o uso da droga não foi recomendado pelo ministério.

‘Lembro que o presidente sempre questionou a questão relacionada à cloroquina como válvula de tratamento precoce, embora sem evidências científicas’, disse o ex-ministro (janeiro de 2019 a abril de 2020).

Para Mandetta, enquanto a pasta se reunia para discutir ações contra a pandemia, Bolsonaro havia formado uma espécie de ‘comitê paralelo’ no qual Carlos Bolsonaro, seu filho, atuava.

O CPI foi criada para investigar a atuação do Poder Executivo na pandemia e fiscalizar a aplicação dos recursos federais pelos estados e municípios.

O Brasil acumula até o momento 411.588 mortes e 14.856.088 infectados pelo coronavírus SARS-CoV-2, causador do Covid-19.

ga / ocs / hb

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