28 de November de 2021

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Protesto no Brasil frente às 400 mil mortes por Covid-19

Protesto no Brasil frente às 400 mil mortes por Covid-19

Brasília, 30 de abril (Prensa Latina) A organização não governamental (ONG) Rio de Paz distribuirá hoje 400 sacos de óbito na famosa praia de Copacabana, no estado do Rio de Janeiro, em memória das mais de 400 mil mortes por Covid -19.
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Na convocatória intitulada ‘Quem são os responsáveis e os cúmplices ?’ a ONG, filiada ao Departamento de Informação Pública das Nações Unidas, destacou que a manifestação também repudia a forma como o governo federal enfrenta a grave crise sanitária provocada pela pandemia.

Os organizadores explicaram na rede social Twitter que os chamados 400 sacos de óbito serão montados junto com a reprodução da bandeira nacional.

A cada hora, especificaram, os manifestantes farão uma dramatização que simbolizará o sepultamento daqueles, cujas vidas teriam sido preservadas se o poder público brasileiro não tivesse agido com despreocupação e incompetência.

‘O governo federal cometeu crimes injustificáveis ​​que custaram milhares de vidas. Foi negligente com o processo de aquisição da vacina, minimizou a gravidade da pandemia e não incentivou a adoção de medidas restritivas’, disse Antonio Carlos Costa, presidente do Río de Paz.

Acrescentou que o governo também ‘promoveu o tratamento precoce sem comprovação científica comprovada, não coordenou o combate à pandemia em todo o país e entregou a gestão do Ministério da Saúde a gestores não especializados’.

Para Costa, o presidente Jair Bolsonaro errou por falta de dar o exemplo e empatia, comportando-se como se ‘um vírus traiçoeiro não se propagasse pelo país, contaminando, incapacitando e matando’.

Em suma, garantiu o ativista, estamos testemunhando o surreal, que não seria tolerado por cidadãos de nações livres e desenvolvidas. ‘Houve cumplicidade de grande parte da população’, frisou.

Até o momento, o Brasil acumula 401.186 mortes e 14.590.678 desde o início da pandemia em fevereiro de 2020.

Com 79.671 mortes até esta quinta-feira, o gigante sul-americano também bateu o recorde de um mês que foi de 66.673 em março.

A segunda semana de abril foi a mais catastrófica, com mais de quatro mil mortes em 24 horas durante dois dias.

Diante dos números crescentes e alarmantes, uma comissão parlamentar foi instaurada no Senado para apurar a atuação do Poder Executivo frente à calamidade sanitária.

A criação da diretoria foi solicitada pelo senador da oposição Randolfe Rodrigues, que argumentou que a intenção é ‘apurar as ações e omissões do governo federal para enfrentar a pandemia no Brasil’.

oda / ocs / cm

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