30 de November de 2021

NOTICIAS

Protestos contra o governo continuam no Chile

Protestos contra o governo continuam no Chile

Santiago do Chile 23 Abr (Prensa Latina) Ônibus queimados e confrontos com as forças policiais são o saldo hoje de uma terceira noite e madrugada de protestos em cidades chilenas em rejeição à política do governo de Sebastián Piñera.
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on telegram
Share on email

Conforme relatado pelos Carabineros, nos bairros de Villa Francia e La Pintana, nesta capital, dois ônibus do transporte público foram queimados, após serem interceptados por grupos de pessoas que protestavam contra a decisão do governo de levar um projeto ao Tribunal Constitucional ( TC) legislativo com amplo apoio popular.

O Tenente-Coronel Rodrigo Soto, da Prefeitura de Santiago Oriente, informou que as delegacias das comunas (municípios) de Peñalolén e Ñuñoa também foram atacadas por manifestantes, com pelo menos quatro detidos.

Da mesma forma, o site emol.cl relatou duas tentativas de saque a uma empresa de gás na comuna de El Bosque e a um supermercado em San Bernardo, as quais foram impedidas pela intervenção da polícia, embora nenhuma pessoa tenha sido detida nesses eventos.

Tal como aconteceu nas noites anteriores, altos cacerolazos foram ouvidos por muito tempo em diferentes pontos desta capital, onde grupos de vizinhos também saíram às ruas e incendiaram barricadas, apesar do toque de recolher prevalecente devido à pandemia, para expressar seu descontentamento com a política governamental.

Os protestos e a agitação geral se multiplicaram desde a tarde desta terça-feira o Executivo apresentou no TC a exigência de impedir a aprovação de um projeto legislativo para uma terceira retirada dos fundos de pensão, que tem o apoio majoritário da população.

A iniciativa foi aprovada na véspera pelo Senado e hoje espera-se que seja endossada também pela Câmara dos Deputados, com a qual poderá entrar em vigor, mas agora terá que aguardar o julgamento do TC, o que pode demorar semanas.

A decisão do governo foi rejeitada por toda a oposição e até mesmo dentro das fileiras do partido no poder, alguns de cujos líderes pediram ao presidente Sebastián Piñera para reverter a exigência e até mesmo patrocinar uma terceira retirada de fundos.

O uso de suas próprias economias pelos contribuintes para enfrentar a difícil situação econômica agravada pela crise da saúde é visto como a única saída para milhões de chilenos que não tiveram acesso a ajuda governamental tardia e insuficiente.

mem/rc/jcfl

minuto por minuto
NOTAS RELACIONADAS
ÚLTIMO MINUTO

© 2016-2021 Prensa Latina
Agência Latino-americana de Notícias

Rádio – Publicações – Vídeos – Notícias a cada minuto.
Todos os Rigts Reservados.

Rua E No 454, Vedado, Havana, Cuba.
Telefones: (+53) 7 838 3496, (+53) 7 838 3497, (+53) 7 838 3498, (+53) 7 838 3499
Prensa Latina © 2021.