1 de December de 2021

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Governo angolano vai privatizar mais de 100 empresas este ano

Governo angolano vai privatizar mais de 100 empresas este ano

Luanda, 21 Abr (Prensa Latina) O governo angolano vai privatizar mais de 100 empresas em 2021, entre as quais o Banco do Comércio e Indústria (BCI), cujas acções serão vendidas em bolsa, confirma hoje um relatório institucional.
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O secretário de Estado das Finanças e do Tesouro, Ottoniel Santos, disse à agência noticiosa angolana (Angop) que o plano inclui pelo menos 113 activos: 40 no primeiro trimestre, 60 no segundo e outros 13 no terceiro trimestre do ano.

Conforme anunciado, a equipe técnica associada ao programa de privatizações (Propriv) ofereceu ontem a sua aprovação a um projeto de decreto presidencial com vista à incorporação de cinco bens recuperados pelo Estado e que serão transferidos para a esfera privada, no pressuposto de estimular a economia nacional.

Até ao momento, informou, existem 15 entidades interessadas na compra do BCI, que vai ser leiloado na Bolsa de Valores de Luanda como um bloco indivisível constituído por 100 por cento das suas ações.

Por ativos, o BCI é o décimo terceiro maior banco do país e o resultado da sua venda poderá definir as diretrizes para a saída de outras grandes empresas do domínio do Estado.

‘Esta é a primeira privatização no setor financeiro e o seu resultado será muito importante para compreender todas as que se seguirem’, disse o ministro da Coordenação Econômica, Manuel Nunes Junior, em recente entrevista à Bloomberg News.

Segundo analistas, o Propriv é o maior plano do gênero na história de Angola e até o momento registra a venda de 39 entidades públicas ou com participação estatal de um total de 195 previstas até ao final de 2022.

Nunes Junior confirmou que o executivo vai vender também as ações do Banco de Investimento de Angola (BAI), maior instituição de crédito privada por ativos, e da Sociedade Nacional de Seguros de Angola.

Por seu turno, o Instituto de Gestão de Ativos e Participações do Estado (Igape) comunicou que a privatização total do BCI terá lugar após uma recapitalização de 30 bilhões de kwanzas (cerca de 46 milhões de dólares) do seu acionista, o Estado.

O Banco está presente nas 18 províncias do país, tem uma rede de distribuição de 82 balcões e 31 postos de abastecimento, e a injeção financeira pelo Estado deu-se através da emissão especial de Obrigações do Tesouro, detalhou o Igape.

Num fórum recente com empresários espanhóis, Nunes Júnior explicou que a privatização parcial da petrolífera nacional Sonangol, da companhia aérea TAAG e da produtora de diamantes Endiama só ocorrerá após a conclusão dos respectivos processos de consolidação e reestruturação financeira.

Para 2021 está prevista a passagem para mãos privadas de entidades dos ramos de telecomunicações, hotelaria, turismo e prestação de serviços, afirmou.

Entre os ativos vendidos até à data encontram-se grandes empresas agrícolas, fábricas instaladas na Zona Econômica Especial Luanda-Bengo, ativos imobiliários da Sonangol e participações minoritárias nas cervejarias Cuca, Ngola e Eka.

mem / mjm / hb

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