28 de November de 2021

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A pandemia de Covid-19 fará com que o beijo desapareça?

A pandemia de Covid-19 fará com que o beijo desapareça?

Hanói, 13 abr (Prensa Latina) Hoje é o Dia Internacional do Beijo e milhões de pessoas não estão tão interessadas em celebrá-lo - haverá tempo - mas temem que a pandemia de Covid-19 o apague da face da Terra.
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A ameaça é real: há algum tempo as pessoas se beijam menos, ajustamos as máscaras e batemos os punhos ou cotovelos para substituir o insubstituível.

O que é bom … contanto que o SARS-CoV-2 esteja à espreita. O que é inaceitável é a proposta de certos extremistas que sugeriram em alguns países uma espécie de decreto anti beijo para bani-la como prática social para todo o sempre.

Como li em algum lugar, há lugares onde o beijo não é conhecido nem no cinema. Os esquimós e algumas tribos da África e da Polinésia, por exemplo, esfregam o nariz quando querem se beijar.

Práticas semelhantes parecem corroborar a tese de que o beijo não é um reflexo inato, mas um costume adquirido em determinado momento da evolução sociocultural do homem, especificamente o europeu.

Do chamado Velho Mundo, o beijo teria se espalhado para o resto do planeta graças aos tenazes esforços que Erik el Rojo, Marco Polo, Colón, Hernán Cortés, Cook, Amundsen e outros descobridores, exploradores, viajantes, missionários fizeram a este respeito, vendedores ambulantes e viajantes de todos os matizes.

Os estudiosos do beijo argumentam que ele tem origem na amamentação, no contato da boca do bebê com o seio da mãe, e que seu conteúdo erótico só emergiu muito mais tarde. Como evidência, eles alegam que nas primeiras línguas celtas não havia uma palavra para isso.

Que antigas línguas celtas se perderam!

Com tudo e como é praticado, o beijo tem pouquíssimos sinônimos. Os dicionários dificilmente o reconhecem os do ósculo, kissico e buz.

Tais nomes extravagantes não o impediram de ser um objeto de estudo apaixonado por estomatologistas, filósofos, trabalhadores manuais e intelectuais, desempregados ocasionais, preguiçosos habituais, pobres, ricos e todos aqueles que andam, falam e se beijam na Terra.

Se os poetas ganharam a reputação de fazê-lo com mais sucesso do que qualquer outra pessoa, é porque é muito fácil versificar com uma palavra que rima com todas as outras. Porque beijo, mesmo que não pareça, bate até com saliva.

Quem cita vários comportamentos de animais para argumentar sua inteligência (a dos animais, é claro), costuma esquecer o beijo.

Os periquitos e outros pássaros não se beijam com o bico, os macacos com nariz e até as formigas com as antenas? O famoso besologista dominicano Juan Luis Guerra já dizia na época: até os peixes beijam gostando de roçar o nariz no vidro do aquário.

E é que se nos atermos aos fatos, não há animal que seja suficiente para desistir do beijo.

Por isso, neste Dia Internacional, batemos cotovelos, punhos e taças por tempos melhores por aquele insubstituível sinal de afeto.

Um beijo para todos. Digital, claro!

jha/asg/kl

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