Rio de Janeiro, 30 de junho de 2008
                     
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Fidel Castro: Os direitos humanos, o esporte e a paz

Havana, 23 jun (Prensa Latina) O líder da Revolução cubana, Fidel Castro, afirmou que nunca torturamos ninguém, nem privamos alguém da vida por métodos extrajudiciais.

Em um artigo especial para a publicação digital Cubadebate, divulgado ontem, titulado Os direitos humanos, o esporte e a paz, Fidel Castro pergunta: “Será que não foi calúnia a afirmação, milhões de vezes repetidas, que em Cuba se tortura e se violam os direitos humanos?”.

“Se a Europa toma medidas diplomáticas contra Cuba alegando defender esses direitos, por que não adotam essas medidas contra os Estados Unidos pelo genocídio de Bush no Iraque e as milhares de pessoas presas sem julgamento e torturadas durante anos ali e em qualquer parte do mundo?”, assevera.

“Chamou-me a atenção –aponta- que nenhuma de minhas amigas, as agências de informação, dissessem uma palavra no sábado sobre a grande avaliação que a UNESCO fez sobre a educação em Cuba que, apesar das ações dos Estados Unidos, ultrapassa os níveis atingidos pelos demais países da região, como se isso não tivesse nada a ver com o respeito aos direitos humanos”.

A Prensa Latina transmite a seguir o texto na íntegra:

Reflexões do companheiro Fidel:

Os direitos humanos, o esporte e a paz

Especial para Cubadebate

Chamou-me a atenção que nenhuma de minhas amigas, as agências de informação, dissessem uma palavra no sábado sobre a grande avaliação que a UNESCO fez sobre a educação em Cuba que, apesar das ações dos Estados Unidos, ultrapassa os níveis atingidos pelos demais países da região, como se isso não tivesse nada a ver com o respeito aos direitos humanos.

Todas insistiam em qualificar a Reflexão como uma diatribe contra a Europa. Um despacho da agência chinesa XINJUA não o interpreta dessa forma. Transcreve os argumentos com fidelidade.

Utilizei os serviços de INTERNET para analisar a palavra diatribe. Resposta: “Discussão ou escrito violento e injurioso contra pessoa ou coisa”.

Peço definição de injúria. Resposta: “Fato ou dito contra razão e justiça”.

Será que não foi calúnia a afirmação, milhões de vezes repetidas, que em Cuba se tortura e se violam os direitos humanos? Nunca torturamos ninguém, nem privamos alguém da vida por métodos extrajudiciais.

Se a Europa toma medidas diplomáticas contra Cuba alegando defender esses direitos, por que não adotam essas medidas contra os Estados Unidos pelo genocídio de Bush no Iraque e as milhares de pessoas presas sem julgamento e torturadas durante anos ali e em qualquer parte do mundo?

É curioso que um órgão da imprensa espanhola, que sem dúvida é diametral e abertamente oposto ao socialismo, menciona o reconhecimento da UNESCO aos resultados do sistema educacional de Cuba, e inclui textualmente minha afirmação: “Nenhum país onde os direitos humanos sejam sistematicamente violados atingiria tão elevados níveis de conhecimentos”.

Enquanto escrevo esta Reflexão, às três da tarde, vejo pela televisão a partida de futebol entre Espanha e Itália. Estão zero a zero depois de uma hora de jogo. O Rei da Espanha contempla satisfeito o desafio. Não terminou ainda. São, sem dúvida, temíveis equipes. Há que reconhecê-lo.

Peço para sintonizar a televisão para ver a partida de futebol entre a equipe olímpica de Cuba e uma forte seleção das universidades dos Estados Unidos. Ontem pela noite, observei o choque entre as equipes olímpicas de boxe de Cuba e da França. Os atletas que representam esta são excelentes, como os boxeadores cubanos. Nosso público, bem instruído em questões esportivas, é imparcial, respeitoso e objetivo. Houve paz, hinos e bandeiras içadas, apesar do afã dos europeus e dos ianques para subornar e comprar atletas cubanos.

Agradeço a todos os mencionados por haverem fornecido matéria prima para esta Reflexão.

Talvez nos próximos dias dedique este tempo a outras atividades.

Fidel Castro

Junho 22 de 2008 4 e 20 p.m.

fgg/ale/cc

 

 

 

 

 

Unidade ocupa agenda de partidos de esquerda na Venezuela

Caracas, 23 jun (Prensa Latina) O reforço da unidade estratégica para impulsionar o processo revolucionário na Venezuela ocupa hoje a agenda dos partidos que apóiam ao presidente Hugo Chávez, integrados na Aliança Patriótica.

Depois das recentes críticas do governante venezuelano, as organizações tratam de se sobrepor às diferenças para conseguir objetivos comuns que não estão unicamente relacionados com a vitória nas eleições regionais do próximo novembro.

Chávez questionou ao Partido Pátria para Todos, integrante do referido agrupamento, por apresentar como candidato a governador do estado Táchira um militar em função.

Anteriormente a Aliança Patriótica anunciou consenso para levar candidatos unitários a nove dos 23 estados do país, um processo que continuará nesta semana.

Em entrevista com a Prensa Latina, o integrante do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) Víctor Chirinos indicou que é de vital importância a união entre todas as forças revolucionárias.

O também presidente do grupo venezuelano do Parlamento Latino-americano explicou que se cada organização se apresentar às referidas eleições com sua própria decisão tal proceder conduziria à fragmentação.

Conseguir a divisão entre os revolucionários, denunciou, é o que tenta sempre o governo estadunidense no afã de manter sua hegemonia.

“O imperialismo norte-americano não descansa um momento para atirar sua zarpa contra os processos de libertação”, recordou o deputado, que acrescentou que o PSUV jogará o papel histórico em benefício das classes mais necessitadas da Venezuela.

Na opinião de Chávez uma limitação da esquerda venezuelana no século XX foi a incapacidade dos dirigentes para consolidar a unidade.

O que fizeram foi sempre dividir ao povo numa atitude contra-revolucionária ao invés de unificar as forças populares para derrotar a direita, expressou o estadista.

lac/das/cc

 

 

 

 

ONG francesa chama a protestar contra retenção de indocumentados

Paris, 23 jun (Prensa Latina) A organização não governamental francesa Movimento contra o Racismo e pela Amizade entre os Povos (MRAP) chamou uma manifestação amanhã como protesto contra os Centros de Retenção Administrativa (CRA) de indocumentados.

A convocação ocorre depois do incêndio que ocorreu ontem no CRA de Vincennes, localizado nas cercanias da capital ao leste, que deixou um saldo de aproximadamente 20 feridos leves e grandes estragos na instalação.

Também cerca de 50 confinados fugiram, informaram as autoridades.

Segundo fontes do lugar, o fogo foi provocado pelos próprios internos como desacordo pela morte de um tunísio no sábado passado, vítima de um ataque cardíaco, o qual seria expulsado de acordo com a decisão de uma corte de apelações de Paris.

Num comunicado, a MRAP assegura que esta e outras mortes respondem à política obsessiva e desumana que criminaliza a imigração.

Em sua convocação para amanhã, a organização mostra sua solidariedade com a expressão de rebeldia que ocorreu no centro e insta ao protesto a todos aqueles que considerem aos CRA uma vergonha para a República.

Chamamos todas as organizações que recusam a política de criminalização da imigração bem como a imunda obsessão de cifras do Ministério do Interior, das quais são conseqüências os últimos acontecimentos de Vincennes.

lac/mbz/cc

 

 

 

 

Presidente do Uruguai no México com agenda integracionista

México, 23 jun (Prensa Latina) O presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, inicia hoje uma visita oficial ao México com uma agenda orientada ao reforço dos vínculos bilaterais e ao impulso da integração latino-americana.

Durante a jornada desta segunda-feira, Tabaré Vázquez se reunirá com seu homólogo mexicano, Felipe Calderón, depois da cerimônia de boas-vindas no Palácio Presidencial.

O mandatário uruguaio, quem chegou ao país acompanhado por sua esposa, por vários ministros de seu gabinete e por uma delegação de aproximadamente 80 empresários e dirigentes sindicais, traz como objetivo fortalecer as relações comerciais, culturais e científicas entre ambas as nações.

“O Uruguai acredita em uma integração com projeção latino-americana”, destacou nesta capital José Korzeniak, embaixador do Uruguai no México.

A agenda do chefe de Estado uruguaio contempla a assinatura de vários convênios de cooperação em matéria econômica, educativa, científica e cultural.

Tabaré Vázquez, que permanecerá aqui até a próxima quarta-feira, será recebido também pelo chefe de Governo do Distrito Federal, Marcelo Ebrard, e por outras autoridades governamentais e empresariais.

Acompanham ao governante sul-americano os ministros de Relações Exteriores, Gonzalo Fernández; Economia e Finanças, Danilo Astori; Pecuária, Agricultura e Pesca, Ernesto Hagáis; Desenvolvimento Social, Marina Arismendi, e Saúde Publica, Maria Julia Muñoz.

O México é a terceira escala de um giro que começou pelo Panamá e que incluiu ademais Cuba, de onde chegou na noite de sábado.

ale/tpa/cc

 

 

 

 

Explode bomba próximo a campo libanês de refugiados palestinos

Beirute, 23 jun (Prensa Latina) Uma carga de dinamite explodiu nos arredores do maior campo de refugiados palestinos no Líbano, Ain el Helue, localizado nos arredores da cidade sul de Sidón, informaram hoje meios de imprensa.

O incidente soma-se ao aumento das tensões no interior deste país árabe, onde desde ontem ocorrem confrontos armados nos arredores da setentrional cidade de Trípoli.

Segundo os meios, a bomba explodiu no bairro de Taamir e deixou cinco feridos.

Entre os feridos pela detonação encontra-se o Iman Yassin, da organização de base confessional muçulmana sunita Yund el Chams, dois de seus guarda-costas, uma mulher e uma menina.

O chefe de uma formação palestina assentada no acampamento de refugiados Ain al Helue morreu depois de ser ferido por disparos há apenas duas semanas.

Jalal Hasanine era líder de Osbat al Ansar, um dos agrupamentos políticos palestinos presentes nesse campo onde habitam entre 70 mil e 80 mil pessoas.

Desde então, a tensão aumentou no lugar, onde um contingente armado sob controle do Al Fatah foi convocado para manter a segurança.

O presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmud Abbas, instou recentemente aos refugiados residentes neste país árabe a manter-se à margem dos intensos confrontos.

O presidente palestino advertiu a seus cidadãos do perigo que representa para eles se envolver nesse conflito nacional e declarou à imprensa que seu governo continua preocupado com os acontecimentos no país dos cedros.

ln/mt/cc

 

 

 

 

Exército nigeriano lança operação contra irregulares

 Lagos, 23 jun (Prensa Latina) O Exército nigeriano enviou comandos especiais à zona do Delta do Niger a fim de acabar com os ataques contra instalações petrolíferas, informou hoje uma fonte militar.

A operação militar denominada “Devolver a esperança”, é acometida pela Força Operacional Mista com o objetivo de prender ou eliminar aos indivíduos responsáveis por sabotagens contra a indústria do petróleo.

Os soldados atuam dentro das orientações dadas pelo presidente Umaru Yar’Adua, que avariou assim sua promessa de resolver mediante negociações a situação existente no Delta do Niger.

Yar’Adua declarou que seu governo não tolerará mais atos criminosos de qualquer natureza, depois que levantou a bandeira de uma política de pacificação.

O Movimento para a Emancipação do Delta do Niger (MEND), o mais importante dos grupos opositores armados, reclama que a partilha dos imensos recursos do petróleo seja eqüitativa.

Uma das principais companhias extratoras do ouro negro, a Chevron, suspendeu as operações na zona de Warri, depois de um ataque a suas instalações.

Nessa localidade produzem-se 180 mil barris diários.

lac/arc/cc

 

 

 

 

Insistem no México em referendo sobre soberania petroleira

México, 23 jun (PL) A idéia de um referendo nacional no próximo mês para decidir o futuro do petróleo mexicano recobra força hoje em setores da oposição.

O ex-candidato presidencial Andrés Manuel López Obrador insistiu ontem na realização de um plebiscito em 27 de julho em defesa da soberania energética.

Advertiu que será iminente a mobilização do povo mexicano se não prospera a consulta popular ou se, no caso de realização, o governante Partido Ação Nacional e o Partido Revolucionário Institucional desconhecem seu veredicto por lhe resultar adverso aos seus propósitos privatizadores.

“Se perdem a consulta que esqueçam da privatização, porque não vamos permití-la”, destacou ao se reunir com brigadistas dos estados de Puebla, Veracruz e Oaxaca.

O líder opositor, que concluiu um percurso pelo sul e sudeste mexicanos reiterou a convocação de uma concentração no Zócalo capitalino no próximo 29 de junho em defesa do petróleo.

Por sua vez a Universidade Nacional Autônoma do México realizará a partir desta segunda-feira e durante toda a semana um debate universitário em torno da reforma energética proposta pelo Executivo, com a participação de pesquisadores e especialistas dessa instituição.

Os intercâmbios, segundo fontes da alta casa de estudos, estarão enfocados à apresentação de alternativas que impeçam a entrega do petróleo mexicano às transnacionais estrangeiras.

ln/tpa/cc

 

 

 

 

Aumenta emprego com crescimento econômico brasileiro

Brasília, 23 jun (PL) À medida que a economia cresce e se consolida, aumenta também o emprego em importantes setores, confirmou hoje o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo uma recente pesquisa apresentada por Lula em seu programa semanal Café com o Presidente, nos primeiros cinco meses do ano criou-se mais de um milhão de postos de trabalho.

Este é um dado extremamente importante para a sociedade brasileira sobretudo para os trabalhadores e para a juventude que chega à idade trabalhista e busca emprego, significou.

Disse que o compromisso do Governo é continuar trabalhando pelo crescimento econômico e contribuir com a formação e qualificação da juventude, porque o mercado exige cada vez melhores profissionais.

Insistiu que se deve trabalhar para criar mais empregos formais e que exista menos informalidade, garanta-se a previdência social e se possa pagar melhor aos aposentados.

O mandatário brasileiro disse que quando o povo tem dinheiro se transforma em consumidor, o comércio cresce, a indústria tem que produzir mais para cobrir a demanda e tudo melhora.

Acrescentou que também melhora o salário com o crescimento econômico porque os trabalhadores podem realizar com mais vantagens as negociações coletivas com os empregadores.

Insistiu que se deve continuar trabalhando com seriedade para manter a inflação controlada dentro das metas estabelecidas e recordou que a nível mundial esse índice disparou devido ao aumento do preço dos alimentos.

Explicou que por isso o Governo quer aumentar a produção de alimentos no país, porque quanto mais se produza mais segurança alimentar terá o brasileiro e mais estabilidade terá com esses preços.

Lula afirmou que o Brasil tem mais oportunidades de produzir alimentos e aumentar suas exportações.

ln/rr/cc

 

 

 

 

Europa recrudescerá sanções econômicas contra Irã

Luxemburgo, 23 jun (PL) Pese à persistência do Irã na defesa do caráter pacífico de seu programa nuclear, a União Européia (UE) planeja aprovar hoje novas sanções econômicas contra esse país para pressioná-lo a suspender o enriquecimento de urânio.

Os ministros europeus da Pesca e Agricultura, reunidos nesta capital, prevêem a aprovação de medidas que afetam, sobretudo, ao banco comercial iraniano Melli, com sucursais em Londres, Hamburgo e Paris, assinalaram aqui fontes comunitárias.

Tais restrições também aumentam a lista de entidades e pessoas sem direito ao visto de entrada à UE, o que fez parte das restrições exigidas há meses pelos Estados Unidos, que acusa ao Teerã de tentar o desenvolvimento da arma nuclear.

A aplicação de um acordo estabelecido em maio passado pelo bloco europeu, foi postergada para evitar contradições na visita realizada ao Irã no dia 14 deste mês pelo Alto Representante da UE para a Política Exterior e Segurança Comum, Javier Solana.
Solana apresentou à República Islâmica uma oferta do chamado grupo dos seis (Rússia, China, França, Grã-Bretanha, Estados Unidos e Alemanha) para supostas negociações, mas a imprensa local afirma que o Teerã não deu ainda nenhuma resposta ao respeito.

O governo iraniano afirma que como signatário do Tratado de Não Proliferação possui o direito de empregar a energia atômica com fins pacíficos e de produzir urânio como combustível para suas plantas nucleares.

Washington pressionou para que o Organismo Internacional de Energia Atômica (OIEA) levasse o caso iraniano ao Conselho de Segurança da ONU, cujo órgão impôs sanções econômicas ao Teerã, em 2006.

A própria OIEA reconheceu que carece de provas sobre a existência de um suposto plano para desenvolver armas de destruição em massa na nação asiática.

ln/to/cc

 

 

 

 

 

Denunciam financiamento externo a opositores na Nicarágua

Manágua, 23 jun (PL) O Instituto Republicano Internacional (IRI) financia as atividades dos partidos e grupos opositores ao governo do presidente Daniel Ortega na Nicarágua, denúncia hoje a publicação Bolsa de Notícias.

"IRI financia com 80 mil dólares marcha contra governo" é o título de uma reportagem do tablóide ao expor que essa entidade costeará uma marcha de protesto contra o governo no próximo 27 de junho em Manágua.

Fontes de organizações não governamentais citadas pelo jornal indicaram que os membros do Movimento pela Nicarágua, são os encarregados de canalizar o dinheiro para a ação contra o governo popular.

Na semana passada integrantes e simpatizantes do Movimento da Renovação Sandinista (MRS) e o Partido Conservador (PC) realizaram uma marcha contra o Conselho Supremo Eleitoral para protestar seu inabilitação para as eleições municipais por não cumprirem com as leis estabelecidas.

A Bolsa de Notícias indica que esse movimento não foi muito numeroso pese a uma intensa propaganda realizada por seus organizadores, incluindo ao candidato a prefeito de Manágua, Eduardo Montealegre.

Em uma roda de imprensa e café da manhã com correspondentes estrangeiros nesta capital, o dirigente opositor Edmundo Jarquín reconheceu que a mesma era auspiciada pelo IRI, organização com sede em Washington que responde à política mais conservadora de setores estadunidenses.

Por outra parte, uma fonte que pediu o anonimato, disse à Prensa Latina que as autoridades têm em suas mãos informação sobre um importante setor do país que serve de ponte para distribuir fundos provenientes do exterior para desestabilizar ao governo constitucionalmente eleito.

ln/lb/cc

 

 

 

Governo zimbabuense chama para prosseguir com campanha eleitoral

Harare, 23 jun (Prensa Latina) O governo do Zimbábue pediu aos seus partidários que continuem a campanha para o segundo turno das eleições presidenciais da sexta-feira, apesar do anúncio da saída das eleições do opositor Morgan Tsvangirai.

Em sua edição de hoje, o estatal The Herald recolheu declarações do ministro de Justiça, Patrick Chinamasa, relacionadas  às ameaças do chefe opositor de retirar-se da consulta.

Segundo o titular, esta é a "décima vez que Tsvangirai" realiza a mesma manobra, a qual não será levada a sério pela União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Patriótica (ZANU-PF), do presidente Robert Mugabe.

Essa ameaça "está caduca. Seguiremos adiante com nossa campanha para conseguir a vitória na sexta-feira", assegurou Chinamasa, que é porta-voz do ZANU-PF.

Por sua vez, a rádio sul-africana SAFM informou nesta segunda-feira o chamado do governo Zimbábue ao opositor Tsvangirai, do Movimento para a Mudança Democrática (MDC), a reconsiderar sua saída da disputa presidencial próximo de ser celebrado o segundo turno dessa consulta.

O vice-ministro de Informação, Bright Matonga, citado pela rádio, indicou que seria lamentável a decisão do opositor de sair destas eleições convocadas para a próxima sexta-feira.

"Peço a ele e ao seu partido que reflitam duas vezes e tomem parte neste processo democrático", declarou o servidor público zimbabuense.

Nesse âmbito, a Comissão Eleitoral nacional informou não ter recebido nenhuma notificação da saída do chefe do MDC e que continuavam os preparativos para a votação.

"Os políticos podem dizer qualquer coisa, a qualquer e em qualquer momento, mas certas coisas têm que ser feitas de forma oficial", declarou o presidente da Comissão, George Chiweshe.

ln/mt/lcss

 

 

 

 

 

 

Crise política tailandesa em aumento

Bangkok, 23 jun (Prensa Latina) A crise política da Tailândia aumenta hoje com o empurrão da oposição, que mantém cercada a sede do governo, resistido a desistir do cerco enquanto se dispõe a encarar uma moção de censura no Senado.

Depois de crescentes tensões desde a sexta-feira última, quando uma manifestação da opositora aliança pela Democracia atingiu essa sede oficial, o premiê Samak Sundarajev declarou neste domingo que não cederá para os que pedem sua renúncia.

Samak afirmou que enfrentará na quarta-feira, o debate no Parlamento para liquidar a ameaça de derrubar seu executivo.

A Administração ainda é estável e a situação no país normal, assegurou.

Por sua vez, o gabinete aceitou uma demanda programada para hoje e manhã sobre sua atuação desde fevereiro, quando assumiu o poder, no entanto seu único adversário no legislativo, o Partido Democrático (PD), espera apresentar ao dia seguinte a moção contra Samak e sete de seus ministros.

Observadores locais apontam que estão surgindo fissuras na dirigente coalizão de seis partidos liderada pelo Popular do Povo de Samak.

Segundo o diário The Nation, o porta-voz do Chart Thai, Sonthiya Sawasdee, disse que se o premiê caisse proporia o líder desse agrupamento, Banhan Silapa-archa, para substituí-lo.

Entre tanto, uma sondagem realizada pela Universidade de Assunção e a pesquisadora ABAC indicou nesta segunda-feira que a opinião pública está dividida entre quem consideram adiantado para o governo e os partidários do debate e a moção de censura.

Aproximadamente 49,7% de um total de 2.837 pessoas de Bangkok consideraram que é muito cedo para julgar um executivo de mal quatro meses de mandato, outro 22,4 difere em matizes, enquanto 27,9 disseram que o momento é o correto.

A sua vez, o chefe do exército, general Anupong Paochinda, descartou qualquer tentativa de invocar a Lei de Emergência e a Ata de Segurança Interna para dispersar as manifestações da aliança com o argumento de que a hostilidade deve ser resolvida por meios políticos.

sus/lcss

 

 

 

 

 

 

Suspendem viagens de companhia de barco naufragado nas Filipinas

Manila, 23 jun (Prensa Latina) O governo filipino suspendeu hoje as operações da empresa proprietária do barco que naufragou com 750 passageiros a bordo, em frente à costa do arquipélago e do qual foram resgatados até a data 32 sobreviventes.

O Princess of the Stars afundou a cerca de três quilômetros da ilha Sibuyan, no último sábado, por causa do tufão Fengshen, que com ventos superiores a 195 quilômetros por hora cruzou o território do centro e sul do país sul-asiático.

O cruzamento da tormenta tropical causou a morte de 155 pessoas, incluídas 101 na província de Iloilo, onde uma inundação submergiu localidades inteiras.

Em declarações à imprensa em Manila, a subsecretaria de Transportes Elena Bautista responsabilizou o naufrágio do Princess of the Stars à companhia proprietária do navio, Sulpicio Lines.

Bautista anunciou que, até um novo aviso estão suspensas todas as viagens previstas pela empresa e sentenciou que "Definitivamente, Sulpicio Lines é a responsável" pelo acidente.

Enquanto, barcos da guarda costeira apoiados por naves aéreas lutavam contra fortes ventos e elevadas ondas em busca a mais sobreviventes em torno do barco e esperavam poder entrar em seu interior.

A presidenta Glória Macapagal Ribeiro, ordenou a seu gabinete durante um vídeo-conferência dos Estados Unidos a combater aos comerciantes sem escrúpulos que especulam com os preços dos bens básicos nas zonas afetadas pelo tufão.

Macapagal Ribeiro prometeu às vítimas ajuda oficial e que proporá ao Parlamento que qualifique a especulação do preço do arroz como delito de sabotagem da economia e que inclua na declaração do estado de calamidade uma cláusula que imponha um teto ao preço deste grão.

O temporal ocasionou nesta capital cortes no fornecimento elétrico e arrancou árvores em amplas zonas da área metropolitana, os colégios permanecem fechados.

Segundo o Instituto de Meteorologia, "Fensghen" afasta-se hoje da ilha de Luzón, no norte de Filipinas, em direção ao sul da China a uma velocidade de 15 quilômetros por hora.

ln/mne/lcss

 

 

 

 

 

Bush e democratas chocam-se devido a medidas para combater crise energética

Washington, 23 jun (Prensa Latina) O presidente George W. Bush e o Partido Democrata mantêm hoje sérias divergências sobre as medidas a serem aplicadas para enfrentar a crise energética vivida pelos Estados Unidos.

Ainda que ambas as partes concordem sobre a necessidade de buscar uma solução, as ações a seguir distanciam às partes.

Enquanto a Casa Branca defende só por levantar todo tipo de restrições à exploração e perfuração de poços tanto na plataforma marinha do país como em terra firme, a oposição reclama medidas mais amplas.

Os planos de Bush de acabar com a proibição de construir instalações petroleiras em águas territoriais e áreas federais, entre elas abrir as reservas naturais à exploração, levantaram duras críticas dos democratas e grupos ecologistas.

O governante só busca favorecer às grandes companhias do setor e carece de idéias para solucionar a crise, denunciou a legisladora Hilda Solís.

Segundo a congressista, as empresas petroleiras têm acesso a cerca de 30 milhões de hectares nos Estados Unidos que não foram explorados.

Para a representante, a política energética não pode se basear só na extração de petróleo, mas na busca de fontes alternativas e renováveis, além da economia.

O diário californiano La Opinión fustigou duramente na semana passada a estratégia do Executivo, a qual, estimou, está motivada pelos vínculos do governo com as multinacionais.

O matutino recordou que há 27 anos o Congresso fixou uma moratória para impedir a exploração de petróleo na costa norte-americana, o qual considerou uma sábia idéia, mesmo que agora o governante queira sepultá-la.

A estratégia do aspirante republicano à Casa Branca, Jonh McCain, é similar à do chefe de Estado.

No entanto, seu oponente, o democrata Barack Obama, recusa essa idéia e defende terminar com uma exceção legislativa que beneficia às companhias petroleiras, porque, estimou, favorecem a especulação e por tanto elevam os preços do petróleo.

ale/rob/lcss

 

 

 

 

 

Cai registro oficial de desempregados na Rússia

Moscou, 23 jun (Prensa Latina) O número de desempregados na Rússia totalizou ao fechamento de maio cerca de 4 milhões e 800 mil pessoas que representa 6,4% da População Economicamente Ativa (PEA), informou hoje o Comitê Nacional de Estatísticas.

A cifra foi reduzida em 169 mil desempregados com relação a abril, quando o indicador registrou 6,6% do PEA, destaca a fonte oficial.

No quarto mês ocorreu também uma queda do desemprego em nível de país ao redor de 3,3%, ao totalizar então quatro milhões e 969 mil desempregados oficiais.

Somente cerca de 70% está registrado em agência de emprego.

Comparado com igual período de 2007 o parâmetro, no entanto, aumentou em 4,2%, segundo o comitê de Estatísticas.

De maneira geral produziu-se no passado ano uma baixa de 10%.

Ao fechamento de abril a PEA da Rússia ascendia a pouco mais de 75 milhões de pessoas, ao redor de 535 da população total do país.

A crise demográfica propõe um sério problema no mercado trabalhista russo pelo déficit de mão-de-obra, sobretudo masculina e juvenil.

Outro tema atual proposto pelas autoridades competentes está relacionado com uma necessária e urgente modificação do sistema de capacitação de profissionais jovens.

ln/oda/lcss

 

 

 

 

 

 

Continua na Bolívia investigação contra bando de narcotraficantes

La Paz, 23 jun (Prensa Latina) A Força Especial de Luta Contra o Narcotráfico (FELCN) da Bolívia continua hoje com uma investigação sobre um bando de comerciantes de drogas que operava no leste do país.

As autoridades confiscaram do grupo de 15 indivíduos bolivianos e brasileiros cerca de cinco toneladas de substâncias controladas sólidas e mais de nove mil elementos líquidos.

Após dois meses de investigação conseguiu-se desarticular uma organização internacional de narcotraficantes, confirmou à imprensa o comandante nacional da FELCN, René Sanabria.

Segundo explicou a autoridade, o agrupamento tinha uma estrutura definida para cristalizar entorpecentes comprados e armazenados no Peru.

Depois de terminar esse trabalho -que dá maior pureza à cocaína e aumenta seu valor em 40%- o produto era enviado para o Brasil para ser comercializado ali e no mercado internacional.

Sanabria explicou que os narcotraficantes contavam com três fábricas de refinação no oriente boliviano, uma delas com uma pista clandestina de aterrissagem.

ln/fmv/lcss

 

 

 

 

 

Persistem combates no norte do Líbano

Beirute, 23 jun (Prensa Latina) Os confrontos armados entre seguidores da maioria parlamentar e a oposição que sucederam a um perigoso reaparecimento da violência continuaram hoje no norte do Líbano.

Fontes policiais informaram que os combates iniciados no domingo nos bairros de Bab al Tebaneh e Yabal Mohsen, no norte da cidade de Trípoli, causaram cinco mortos e 44 feridos.

Essas ações, que põem em risco todo o processo para a reconciliação política, enfrentam a grupos de confissão  muçulmana sunita, que apóiam a maioria parlamentar, com membros da comunidade alauita, leais ao opositor Hezbolá (Partido de Deus).

Segundo as fontes, entre as baixas há um militar e um policial que patrulhavam as zonas do conflito, aonde as forças de segurança foram para deter a escalada de violência.

As ações, qualificadas de intensas - foram empregadas metralhadoras pesadas e lança-granadas-, obrigaram à população a buscar refúgio em zonas afastadas desse cenário.

Meios de imprensa concordaram que as tentativas oficiais para finalizar os combates só conseguiram estabelecer uma calma momentânea, que é interrompida com assiduidade.

Apesar das gestões para atingir um entendimento realizadas ontem com a presença do clérigo sunita (mufti) Malek Chaar, a situação tende a continuar deteriorando-se, toda vez que a troca de acusações supera o diálogo negociador.

Os próprios meios opinam que esses combates supõem um perigoso aumento da tensão neste país árabe, onde ainda não se conseguiu formar um governo de coalizão por falta de consenso.

O gabinete de compromisso foi um dos recentes acordos da maioria e a oposição para sair da crise política desatada no final de novembro passado, quando não se conseguiu eleger a um sucessor do presidente.

lac/mt/lcss

 

 

 

 

 

Aumentam ataques a dependências governamentais no nordeste iraquiano

Bagdá, 23 jun (Prensa Latina) Um ataque com morteiros causou 10 mortos e 14 feridos em um Conselho de Salvação no nordeste da província iraquiana de Diyala, onde também um atentado explosivo estremeceu um complexo de escritórios governamentais, foi informado hoje.

Os disparos de morteiros destruíram um posto de controle viário do Conselho de Salvação na localidade de Al Adhim, nos arredores de Baquba, a capital provincial.

Segundo a polícia, o ataque ocorreu ontem à noite e vários dos feridos estão internados em estado de grave.

Os Conselhos de Salvação são destacamentos das comunidades treinados e financiados pelas tropas estadunidenses para enfrentar as iraquianas contra as forças da resistência à ocupação.

No teatro de operações militares, esses grupos apóiam o governo do premiê Nuri al Maliki e a sua doutrina de aumentar a violência em zonas civis para debilitar seu respaldo à insurgência.

Também em Diyala, uma mulher explodiu uma bomba que carregava na frente de uma sede oficial, com a qual causou 16 mortos e mais de 30 feridos, a maioria burocratas e polícias.

A explosão aconteceu ao redor das 13:00 hora local, de acordo com testemunhas, quem afirmaram que um grande número de ambulâncias foi ao lugar para atender e retirar os feridos.

Nessa mesma província iraquiana registrou-se nesta segunda-feira que três soldados das tropas governamentais morreram pela explosão de uma mina terrestre ativada por seu veículo no norte da localidade de Miqdadiya.

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Decretam estado de prevenção em município guatemalteco

Guatemala, 23 jun (Prensa Latina) O presidente da Guatemala, Álvaro Colom, decretou a partir de hoje o estado de prevenção no município de San Juan Sacatepequez, depois dos distúrbios protagonizados por pessoas opostas à construção ali de uma fábrica de cimento.

A medida limita algumas garantias constitucionais, entre elas as reuniões ou manifestações públicas, a livre locomoção e o direito a portar armas.

Segundo o primeiro mandatário, o objetivo da disposição é recobrar a governabilidade e a paz na aldeia San Antonio Las Trojas, onde um grupo de habitantes colocou barricadas para impedir a ação das forças de ordem.

A situação na zona é confusa e -segundo diferentes versões sem confirmar- os manifestantes tomaram como reféns quatro pessoas e supostamente uma delas morreu de forma ainda não esclarecida.

Desde domingo a aldeia encontra-se rodeada por um contingente de mais de 300 policiais e soldados, com equipamentos anti-distúrbios e gás lacrimogêneo, que poderiam entrar hoje no lugar.

A Procuradoria dos Direitos Humanos expressou seu temor pelo que pode ocorrer se as forças de segurança entrarem na aldeia.

Em San Juan Sacatepequez, localizado no departamento de Guatemala onde está localizada a capital, existe um conflito desde 2007 pela rejeição de várias comunidades à instalação ali de uma planta da empresa Cimentos Progresso.

Segundo os moradores, a cimenteira contaminará as águas e afetará os cultivos de flores para a exportação, o que é um rendimento econômico para a região.

A rejeição à construção da fábrica originou os distúrbios deste fim de semana que levaram às autoridades a implantar ali o estado de prevenção durante 15 dias.

Trata-se da segunda vez que o governo recorre a esta medida desde 7 de maio, quando decretou uma disposição similar para pôr fim a uma greve dos trabalhadores do transporte pesado que pediam a ampliação dos horários para entrar na capital.

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Deputado venezuelano acusa a oposição de defender corruptos

Caracas, 23 jun (Prensa Latina) A oposição venezuelana outorga caráter político às inabilitações para ocupar cargos públicos com o fim de apoiar servidores públicos corruptos nas próximas eleições regionais, denunciou hoje o deputado Augusto Montiel.

Em um debate na televisora local Canal-i com o dirigente opositor Carlos Ocáriz -que defende a tese que as inabilitações  constituem uma perseguição política- Montiel afirmou que se trata de uma decisão puramente administrativa.

Explicou que são muito claras as causas que impedem a cerca de 400 pessoas de participarem nas eleições regionais do próximo novembro, porque cometeram atos ilícitos com o mau manejo de recursos, atuação penalizada na Lei da Controladoria.

A modo de exemplo citou o caso de Leopoldo López, atual prefeito do município capitalino Chacao e aspirante à Prefeitura Maior de Caracas, que utilizou recursos de Petróleos da Venezuela (PDVSA) para financiar seu partido Primeiro Justiça.

Destacou que López foi inabilitado há cinco anos, quando foi detectada irregularidade, mas agora quer apresentar-se como uma decisão adotada no contexto das eleições de prefeitos e governadores do próximo 23 de novembro.

Assim mesmo recordou que na relação de pessoas às quais são proibidas de desempenhar cargos públicos se incluem tanto servidores públicos opositores como do governo.

Em sua opinião, tornar óbvias as inabilitações significa que não a corrupção não seria penalizada e seria um golpe ao princípio da transparência no uso dos recursos do erário público.

As instituições -disse- estão tratando de funcionar enquanto a oposição quer impedí-las para que os corruptos não tenham que dar contas por suas irregularidades.

Tanto Montiel como Ocáriz estimaram que avança, ainda que com dificuldades, a busca de candidatos unitários da oposição e de que apóiam o presidente Hugo Chávez.

Montiel considerou possível, apesar de alguns desencontros, conseguir a unidade na Aliança Patriótica que apóia o mandatário a partir do exemplo democrático dado pelo Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV).

Recordou que essa organização, formada por convocação de Chávez, selecionou seus candidatos em eleições nas bases, e a isso se soma a experiência de outros agrupamentos que na Venezuela percorreram juntos nove anos de governo.

Ocáriz, por sua vez, indicou que a oposição está buscando os melhores candidatos e espera suas determinações mediante pesquisas e em algumas partes por consenso para respeitar lideranças.

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Chanceler cubano inicia visita a Angola

Luanda, 24 jun (Prensa Latina) O ministro de Relações Exteriores de Cuba, Felipe Perez Roque, começou hoje uma visita oficial de dois dias a Angola, convidado por seu homólogo angolano, João Bernardo de Miranda.

Em declarações exclusivas à Prensa Latina, Pérez Roque destacou que sua estadia neste país obedece aos intercâmbios entre as chancelarias das duas nações e aos laços existentes.

"Os povos angolano e cubano têm uma relação muito especial, pois seus laços são estabelecidos desde a luta pela independência e a defesa da soberania deste país africano", destacou Pérez Roque.

Também porque em território angolano, destacou, se produziu a vitória na batalha de Cuito Cuanavale, que marcou o início do fim do apartheid na África do Sul.

O ministro apontou que na atualidade se verifica uma nova etapa na relação entre os dois Estados depois da histórica visita a Cuba do presidente angolano, José Eduardo dos Santos.

Durante sua visita, o chefe da diplomacia cubana tem previsto encontrar-se com o presidente da Assembléia Nacional, Roberto de Almeida, e com seu anfitrião Bernardo de Miranda.

Hoje o chanceler cubano visitou a província de Benguela, 400 quilômetros ao sul daqui, enquanto para amanhã em seu segundo e último aqui percorrerá o Pólo Industrial do município satélite capitalino de Viana.

Pérez Roque viajará nesta quarta-feira para o Egito, onde participará em uma reunião de chanceleres da União Africana.

O chefe da diplomacia cubana pronunciará um discurso em nome do Movimento de Países Não Alinhados, agrupamento que Cuba preside desde a cúpula celebrada em Havana em 2006.

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Cresce na Bolívia apoio a referendo revocatório

La Paz, 24 jun (Prensa Latina) Apesar da rejeição dos governadores da Meia Lua estendida a um referendo revocatório de mandato popular, programado para o dia 10 de agosto próximo, novas vozes apóiam hoje na Bolívia a realização dessas eleições.

De acordo com o vice-ministro do Interior, Rubén Gamarra, a decisão ontem do denominado Conselho Nacional Democrático (CONALE) de desconhecer essa votação é outra manobra para frear o atual processo de mudança.

Gamarra opinou que as máximas autoridades de Pando, Beni, Santa Cruz e Tarija, onde realizaram consultas autonômicas, estimadas ilegais pelo executivo, agora tentam boicotar esse processo.

Por sua vez, o porta-voz presidencial Iván Canelas, disse à Prensa Latina que a postura dos governadores se trata de outra manipulação política.

Canelas anunciou que exigirá o cumprimento do revocatório e pediu às autoridades departamentais que não tenham medo do veredicto do povo, que finalmente decidirá quem fica e quem sai de suas funções.

Também o deputado Antonio Franco, da aliança opositora Poder Democrático Social (PODEMOS) chamou os governadores se submeterem ao referendo e acatar a lei da Nação.

A julgamento do vice-ministro de coordenação com os movimentos sociais, Sacha Llorenti, “se é que existe vontade democrática e franqueza com a cidadania, ninguém deveria desconhecer essas consultas ratificadas pelo parlamento”.

A lei sobre o revocatório foi sancionada pelo Congresso a proposta de partidos da oposição como o PODEMOS, em 8 de maio passado, e promulgada quatro dias depois pelo presidente Evo Morales.

Segundo essa norma, para manter seus postos as atuais autoridades bolivianas não podem receber uma cifra de votos  contra superior aos votos favoráveis obtidos quando foram eleitos para suas atuais funções (dezembro de 2005).

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Impulsionam programa de imunização nacional na Venezuela

Caracas, 24 jun (Prensa Latina) Um programa de ampla imunização nacional será ativado nesta semana na Venezuela com a participação ou ajuda de instituições estatais junto a grupos comunitários, e um custo aproximado de 142,7 milhões de dólares.

O governo do presidente Hugo Chávez propôs-se a vacinar gratuitamente mais de 11 milhões e 94 mil crianças, jovens e adultos de todo o país contra doenças como a poliomielite, hepatite, gripe ou gripe viral, difteria, e tétano.

A vice-ministra de Redes de Saúde Coletiva, Nancy Pérez, confirmou que autoridades e médicos implementarão um esquema que contempla doze vacinas, incluídas doses tradicionais e outros medicamentos preventivos especiais.

Pérez explicou que o procedimento preventivo se porá em marcha ao longo do território nacional em centros de saúde, escritórios comerciais, e até em lugares de entretenimento familiar como parques.

A servidora pública destacou que o Estado estará a cargo dos custos em benefício da população, e que o kit básico de vacinas poderia custar em clínicas privadas mais de 600 dólares.

Com relação ao antídoto do neumococo, Pérez explicou aos repórteres que estão estudando condições técnicas e logísticas gerais para mais adiante aplicar também essa imunização em toda a nação.

Especificamente a respeito da parotidite [caxumba], a vice-ministra informou que o Estado comprou umas 100 mil vacinas para serem aplicadas proximamente, sobretudo, em adultos.

O governo venezuelano investiu milhões de dólares para garantir que o Programa Ampliado de Imunizações proteja a todo o grupo familiar, isto é tanto a população infantil como a de adultos, comentou a especialista.

Um reporte ministerial recordou que é uma prioridade da administração nacional, através das vacinas, prevenir, controlar, e erradicar doenças tradicionalmente comuns em outras regiões do continente.

Na Venezuela, calcula-se que a criança recebe em seu primeiro ano de vida duas ou três doses preventivas mensais, o que se traduz em cerca de 25 em seus primeiros 12 meses de vida.

Até 1998 neste país existia um sistema de vacinação assentado em um orçamento de 1,5 milhões de dólares, durante o mandato de Chávez essa cifra multiplicou-se para 30, aproximadamente.

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Senado estadunidense discutirá lei para espionagem doméstica

Washington, 24 jun (Prensa Latina) O Senado estadunidense discutirá hoje uma lei que outorga à administração do presidente George W. Bush novos poderes para espiar os cidadãos, projeto criticado por legisladores e grupos defensores dos direitos civis.

A iniciativa, aprovada na semana passada pela Câmara de Representantes, também inclui a proteção legal daquelas companhias do setor das telecomunicações que ajudam ao governo em seu trabalho de vigilância doméstica.

Segundo a União Norte-americana para as Liberdades Civis (ACLU), trata-se de uma legislação anti-constitucional, a qual só beneficia poderosas empresas.

Estamos diante de um presente mal disfarçado para as grandes financiadoras de campanhas eleitorais, assegurou a diretora da ACLU, Caroline Fredrickson.

Por sua vez, o representante democrata por Nova York, Jerrold Nadler, considerou o projeto como uma ferramenta para afastar da vista pública as ações ilegais cometidas por autoridades da comunidade de inteligência estadunidense.

As agências federais fortaleceriam com esta lei suas faculdades para interceptar conversas telefônicas e e-mails, inclusive sem necessidade de contar em determinadas circunstâncias com o aval de uma corte.

No último ano, Bush pressionou o Congresso para a aprovação de um instrumento jurídico que substitua à Lei de Vigilância de Inteligência Estrangeira, sancionada em 1978 e conhecida por FISA, suas siglas em inglês.

Durante esse período, o presidente ameaçou várias vezes vetar qualquer documento oposto a seus interesses, em particular no concernente à proteção das companhias de telecomunicações.

Sobre algumas de ditas entidades pendem ao menos 40 demandas, relacionadas com acusações de violar os direitos individuais das pessoas.

Ontem, especialistas previram a aprovação nesta terça-feira da polêmica legislação, apesar de adiantarem a possibilidade de debates em torno do tema da imunidade legal para tais empresas.

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Congresso paraguaio analisará demissão de presidente

Assunção, 24 jun (Prensa Latina) O Congresso paraguaio se reunirá hoje em uma sessão extraordinária que prevê analisar a renúncia do presidente da República, Nicanor Duarte, a qual dividiu critérios tanto na oposição como no interior do governismo.

O titular da instituição, Miguel Abdón Saguier, informou que o Senado deverá estudar a decisão nesta terça-feira e que não presidirá a reunião por ordem do diretório de seu partido, o Liberal Radical Autêntico, o qual se nega a aceitar a demissão do mandatário.

Duarte apresentou sua renúncia ao cargo faltando ao menos dois meses para a sua conclusão, com o propósito de assumir uma bancada como senador efetivo em 1º de julho próximo, segundo esclareceu.

Os legisladores opositores da aliança política que conduz o presidente eleito, Fernando Lugo, qualificaram de ilegal a pretensão do chefe do Executivo, e alegaram que a Constituição reserva aos ex-presidentes o posto de senador vitalício, com voz, mas sem voto.

Assim, afirmaram que o renuciante busca evitar eventuais ações contra ele por supostos fatos de corrupção durante seu governo, sem se referir a assuntos específicos.

Se o pleno confirmar Duarte como senador, este seria favorecido pela imunidade parlamentar de seu novo cargo.

No entanto, se a demissão não for aceita, o mandatário terá que seguir à frente do Executivo até 15 de agosto, data prevista para o transpasso de comando.

Além dos liberais, membros do Pátria Querida, País Solidário e Encontro Nacional opõem-se à decisão do chefe de Estado.

Por outra parte, membros do Partido Colorado, agrupamento que governa o país há 61anos, também afirmaram que não assistirão à sessão parlamentar.

No lugar do titular do Congresso assistirá o presidente da Câmara de Deputados, Oscar Salomón, que apontou que de Deputados o quorum está praticamente garantido.

No entanto, disse que se não forem conseguidos os votos necessários no Senado se lançará para convocar outra sessão extraordinária nesta semana.

O Congresso conta com 80 deputados e 45 senadores. Para que tenha sessão é necessária a presença da metade mais um dos legisladores.

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UE e OPEP buscarão causas de altos preços do petróleo

Bruxelas, 24 jun (Prensa Latina) O presidente da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), Chakib Jelil, se reunirá hoje aqui com líderes do maior bloco europeu a fim de analisar a alta dos preços petroleiros, informaram fontes oficiais.

Durante o encontro ministerial, a União Européia (UE) e o também ministro argeliano de Energia, buscarão as causas que expliquem o incessante aumento do valor do petróleo.

Segundo organizadores, a agenda se centrará em um estudo da OPEP sobre o impacto que exercem os mercados financeiros nos preços dos combustíveis e a volatilidade do setor.

Assim mesmo, a UE apresentará as conclusões de um relatório sobre a refinação do chamado ouro negro.

No momento, as partes prevêem debater sobre as atividades captura e armazenamento de carbono e a criação de um futuro centro tecnológico de energia em comum.

As conversas, que acontecerão até quinta-feira 26, se inscrevem oficialmente no marco do acordo e do diálogo entre a OPEP e a UE, destacou um comunicado do ministério argeliano de Energia.

O grupo europeu importa na atualidade 50% de seus recursos energéticos e considera que a OPEP continuará sendo sua principal fonte de abastecimento nos próximos 30 anos.

Esta é a quinta reunião do tipo, informou um comunicado emitido pela UE, mas diante da conjuntura internacional e dos protestos em toda a Europa contra o encarecimento dos combustíveis, adquire relevância, explicaram analistas.

Em um panorama onde o maior produtor de petróleo do mundo, a Arábia Saudita, acaba de anunciar que aumentará em grandes dimensões sua extração, o petróleo Brent do mar do Norte, continua acima dos 135 dólares o barril.

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Raúl Castro recebe alto dirigente chinês

Havana, 24 jun (Prensa Latina) O presidente cubano, Raúl Castro, recebeu He Guoqiang, membro do Comitê Permanente do Bureau Político e Secretário da Comissão Central de Controle Disciplinar do Comitê Central do Partido Comunista da China.

De acordo com uma nota oficial, Raúl Castro recebeu ontem o dirigente asiático, que se encontra na nação caribenha para uma visita de amizade, à frente de uma delegação partidária.

O presidente cubano e He analisaram o desenvolvimento das relações bilaterais, que qualificaram de excelentes e reafirmaram a decisão de ambos os partidos de continuar fortalecendo-as.

Ambos destacaram o alto nível atingido nas relações econômico-comerciais e a vontade de ambos governos de  potencializá-las, citou o documento.

Durante o diálogo, o dignitário antilhano reiterou as condolências pelas perdas humanas do terremoto em Sichuán e destacou a capacidade de resposta demonstrada pelas autoridades chinesas na assistência aos danificados.

Por sua vez, He foi portador de uma mensagem do presidente Hu Jintao dirigido à direção do país, na qual também deu votos pela recuperação da saúde do líder da Revolução, Fidel Castro.

Ao finalizar o encontro, ambos os dirigentes presenciaram a assinatura de um convênio de Cooperação Econômica e Técnica entre os dois governos.

Durante a jornada, o visitante chinês depositou flores ao Herói Nacional José Martí.

Posteriormente tiveram conversas oficiais na sede do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba com José Ramón Machado Ventura, membro do Buró Político e primeiro vice-presidente.

A delegação chinesa visitou também a cooperativa de produção agropecuária Niceto Pérez, do município havaneiro de Güira de Melena.

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Uruguaios internacionalizam campanha contra Lei de Caducidade

Montevidéu, 24 jun (Prensa Latina) A Coordenadora Nacional pela Anulação da Lei de Caducidade convocou aos uruguaios residentes no estrangeiro para mobilizarem-se contra a norma, que impede o julgamento de violadores dos direitos humanos durante a época ditatorial.

A tal efeito, a organização convocou os uruguaios no exterior para intensificarem na sexta-feira o recolhimento de assinaturas a fim de avançar no propósito de reunir as necessárias para convocar uma consulta popular sobre o derrogamento da também chamada Lei de Impunidade.

Essa data, coincidente com o 35º aniversário do golpe de estado que abriu um dos períodos mais nefastos na história do país, será proclamado pela Coordenadora o "Dia pela Anulação da Lei de Caducidade".

A organização espera que a convocação tenha especial repercussão em países como Argentina, Espanha, México, Suécia, França, Suíça, Bélgica e outros com uma alta concentração de imigrantes uruguaios.

Na própria nação sul-americana aspira-se a dar um impulso especial à campanha, iniciada em passado 4 de setembro e que já conta com a adesão de mais de 110 mil cidadãos.

Para convocar para uma consulta popular para derrogar a norma, a Coordenadora deve reunir 251 mil e 847 assinaturas -10% do padrão eleitoral - e apresentá-las ao Tribunal Eleitoral antes de 30 de abril de 2009.

Os promotores -membros da Associação de Mães e Familiares de Detentos Desaparecidos e de outras organizações defensoras dos direitos humanos, incluída a central operária nacional - confiam em chegar à cifra necessária antes do fim do ano.

Uma recente pesquisa revelou que em um hipotético plebiscito sobre a derrogação da lei, 37% dos uruguaios votaria a favor e 25% contra, enquanto o resto afirmou não ter formado uma opinião ainda ou preferiu não opinar.

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Infrutífera busca de pescadores de barco japonês naufragado

Tóquio, 24 jun (Prensa Latina) Forças navais e aéreas continuam hoje a busca de 13 pescadores japoneses desaparecidos do barco naufragado ontem ao leste de Cabo de Inudo, na província de Chiba, informou a agência de notícias Kyodo.

Nos trabalhos de salvamento participam cinco patrulhas, três aviões de resgate e 34 navios pesqueiros que estavam na área do acidente a uns 350 quilômetros ao leste de Tóquio.

O barco Suwa Maru Nº 58 transportava 20 pescadores quando o acidente aconteceu, deles três resgatados ontem e os cadáveres de mais quatro recuperados.

A Guarda Costeira investiga as causas do acidente, mesmo que meios de imprensa afirmem que o barco afundou depois de ser golpeado pelas fortes ondas no mar.

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Parlamento argentino debate imposto presidencial para vendas do agro

Buenos Aires, 24 jun (Prensa Latina) Com o objetivo de emitir um ditame o mais breve possível, o Parlamento argentino debate hoje pelo segundo dia consecutivo o projeto de lei de impostos a exportações agrícolas enviado pela presidenta Cristina Fernández.

Fontes legislativas confirmaram que na primeira jornada de discussão foi escutado o reclamo das autoridades da chamada mesa de enlace das quatro principais patronais agrárias, que chegaram à sala da Câmara Baixa depois de se reunir com a chefe de Estado na Casa Rosada.

Os dirigentes Eduardo Buzzi, Alfredo De Angeli (Federação Agrária), Hugo Biolcatti (Sociedade Rural), Mario Llambías (Confederação Rural) e Fernando Gioino (Coninagro) coincidiram em seus discursos diante do corpo de legisladores em seu pedido de suspender a resolução 125, norma que modificou o esquema de retenções e desatou o prolongado conflito no campo.

Segundo Buzzi, durante o encontro com a dirigente não foi abordada a possibilidade de suspender essa medida, mas lhes transmitiu que no Parlamento "não terá obstáculos para o debate" sobre os níveis de impostos às exportações agrícolas e o fundo de redistribuição social aplicado pelo governo com a renda extraordinária obtida por esse conceito.

No passado 11 de março, as autoridades estabeleceram um novo modelo de encargos móveis à venda, sujeitando seu aumento ou diminuição à evolução dos preços internacionais.

A presidenta explicou recentemente o destino que dará sua administração aos rendimentos resultantes dos tributos à exportação de grãos e anunciou um chamado Programa de Redistribuição Social para construir hospitais, moradias e estradas.

A iniciativa supõe o envio do dinheiro procedente do novo esquema de impostos à criação de hospitais públicos, e à construção de moradias e de estradas rurais.

"O Estado não quer fechar as contas fiscais, quer fechar a conta social. Tenho a obrigação como presidenta de dar esse gesto institucional", sentenciou a mandatária.

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Continuam no Chile mobilizações contra Lei de Educação

Santiago do Chile, 24 jun (Prensa Latina) A polêmica Lei Geral de Educação aprovado na Câmara de Deputados deve passar agora pelo Senado, enquanto isso os estudantes continuam hoje suas mobilizações contra a iniciativa.

Depois de analisar seus próximos passos, integrantes do Comitê Político do Governo opinaram que o trâmite no Senado será "bem mais fácil" que na câmara baixa.

Para sua aprovação, a lei requer de 22 votos no Senado.

Ainda que o Governo poderá contar ou "como o fez na Câmara de Deputados - com os votos da oposição de direita, persistem dúvidas sobre a posição de alguns senadores do dirigente Acordo, que reclamam um maior compromisso com a educação pública.

Pese a que o Governo tenha assinado um acordo para enviar ao Parlamento um projeto especial para tratar o fortalecimento da educação pública, o senador socialista Alejandro Navarro questionou que o Governo utilize urgências como uma forma de impedir uma discussão de fundo da LGE.

"Estão passando por cima do Parlamento. Jamais se havia utilizado o presidencialismo de maneira tão brutal a favor da aprovação de uma lei", assinalou.

O senador democrata cristão Mariano Ruiz-Esquide pediu ao Governo não apressar aos parlamentares para poder discutir como corresponde as leis, normas e regulamentos.

Igual chamado formulou aos professores e estudantes, que mantêm suas mobilizações.

Por sua vez, a ministra de Educação, Mónica Jiménez, alertou aos alunos, que mantêm ocupadas numerosas escolas em protesto pela LGE, que estão colocando em perigo sua participação nas Provas de Seleção Universitária (PSU), programadas para dezembro.

Os estudantes, depois da aprovação na Câmara de Deputados da LGE, voltaram a convocar mobilizações para hoje e manhã em Santiago para "frear a LGE no Senado.

A medida foi convocada pela Federação de Estudantes da Universidade do Chile (FECH), a Assembléia Coordenadora de Estudantes Secundários e Universitários (ACEUS) e a Assembléia Metropolitana de Estudantes Secundaristas.

ln/jl/cc

 

 

 

 

Vetam a metade dos aviões de aerolinha no Brasil

Brasília,24 jun (Prensa Latina) Uma inspeção da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) tirou de circulação a metade dos 12 cargueiros da empresa aérea privada Varig Log, informou-se hoje aqui.

As razões alegadas pela superintendência de segurança operacional do órgão regulador para adotar essa medida foram seguro obrigatório fora de validade e manutenção realizada em oficinas não autorizadas.

Também se soube que a VarigLog vinha oferecendo dados instáveis sobre sua frota, pois em abril dizia ter somente três aviões e atualmente diz dispor de quatro em operações e três em reparos, quando lhe contabilizaram 12.

A VarigLog, que surgiu há pouco mais de dois anos como conseqüência de uma compra de parte da Varig, conta com três sócios brasileiros e um estadunidense, envolvidos atualmente em uma disputa judicial e existem também reclamações por falta de pagamentos.

A ANAC negou que a inspeção fosse realizada como conseqüência desses problemas e explicou que todas as empresas aéreas recebem esse tipo de controle e que o parecer da superintendência será analisado hoje pela direção.

ln/rr/cc

 

 

 

 

Morre responsável de organização palestina Jihad Islâmica

Ramallah, 24 jun (Prensa Latina) Soldados israelenses mataram hoje um chefe da Jihad Islâmica na localidade cisjordana de Nablus, informou a própria organização palestina.

Segundo as fontes, junto com Tarek Jumea Abu Ali, responsável da organização insurgente, faleceu outro palestino identificado como Iyad Janfar, estudante universitário de 21 anos de idade.

Um porta-voz militar israelense afirmou que Abu Ali, a quem buscavam por envolvimento em atentados com carros bombas, e Janfar estavam armados e sustentaram uma troca de disparos com os assaltantes.

A Jihad Islâmica confirmou num comunicado que uma das vítimas cumpria responsabilidades na organização e prometeu responder a sua morte com uma ação que "chegará ao coração da entidade sionista".

Este é o primeiro ataque do exército de Israel à Margem Ocidental do Jordão desde que na passada quinta-feira entrou em vigor uma trégua na Faixa de Gaza entre as tropas de Tel Aviv e a Resistência Islâmica (Hamas).

Meios de imprensa palestinos indicaram que nesta terça-feira um obus de morteiro disparado da Faixa de Gaza atingiu o sul de Israel, mas sem causar estragos, o que foi a primeira ação contra o citado cesse de hostilidades.

A exceção desse fato, em seu sexto dia de vigência, a trégua é observada pelas duas partes.
Sami Abu Zuhri, porta-voz do Hamas, chamou nesta terça-feira a todos os grupos palestinos a se somarem ao cesse de hostilidades para "pressionar Israel a pôr fim a seus crimes na Cisjordânia".

Israel exige um aumento da vigilância na Cisjordânia, pelo qual nos últimos meses se deslocaram centenas de membros das forças de segurança palestinas, ainda que as tropas de Tel Aviv se arrogam o direito de penetrar nesse território quando desejam.

ln/mt/cc

 

 

 

 

República Dominicana submersa em demorados apagões

Santo Domingo, 24 jun (Prensa Latina) As longas suspensões do serviço elétrico de anos atrás voltaram à República Dominicana por obra e graça de dois danos e a falta de combustível, segundo as explicações da entidade pertinente.

Com um dos serviços elétricos mais caros do mundo, apesar dos subsídios oficiais, em matéria de fornecimento energético os dominicanos estão divididos em categorias segundo a zona em que residam e a assiduidade com que pagam suas contas.

Esse sistema permitiu prover eletricidade às zonas nas quais os usuários pagam suas contas e se abstêm de se pendurar nos fios para obter energia gratuita, conduta que só no ano passado causou a morte de 273 pessoas por choques elétricos.

A situação fez-se mais visível nesta semana durante a qual o distrito comercial na zona histórica permaneceu apagado durante até seis horas, situação que se repetiu em áreas residenciais com o conseguinte descontentamento por parte dos usuários.

A irritação aumenta por uma onda de calor que leva os termômetros até 35 graus Celsius (média) em algumas áreas sem o consolo do outono ou de um inverno propriamente dito, nesta ilha onde essas estações são apenas um conceito.

O organismo pertinente especificou que respectivos problemas em duas plantas geradoras e a falta de combustível em uma terceira são as causas diretas do déficit de 638 megawatts causadores das interrupções, que promete solucionar em breve prazo.

ln/msl/cc

 

 

 

 

Cúpula Rússia-União Européia palco para um novo acordo

Moscou, 24 jun (Prensa Latina) A cúpula Rússia-União Européia (UE) em Janti-Mansiiski, Sibéria, será o palco do lançamento das negociações para um novo acordo de associação bilateral, afirmou hoje uma fonte diplomática.