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PRINCIPAIS NOTÍCIAS - NOVEMBRO 2006

(01/11) Fórum de sociedade civil condenou bloqueio norte-americano a Cuba

(01/11) Rigoberta Menchú destacou resistência de Cuba frente ao bloqueio

(01/11) Presidenciáveis nicaragüenses na reta final

(01/11) Saída de governador da Oaxaca, única solução ao conflito

(01/11) Posições de princípios dão vida a Cúpula do Montevidéu

(01/11) Reatam negociações para assento no Conselho de Segurança da ONU

(03/11) Otimismo reinou na inauguração da Cúpula de Montevidéo

(03/11) Os olhos do mundo na Nicarágua

(03/11) Nikon tenta driblar o bloqueio estadunidense a Cuba

(03/11) Bush prossegue campanha em apoio a republicanos

(03/11) DISCURSO DO VICE-PRESIDENTE DO CONSELHO DE ESTADO DA REPÚBLICA DE CUBA, CARLOS LAGE DÁVILA, NA 16ª CÚPULA IBERO-AMERICANA DE CHEFES DE ESTADO E DE GOVERNO ( 3, 4 E 5 DE NOVEMBRO DE 2006)

(08/11) Paz e reconciliação, as novas bandeiras do sandinismo

(08/11) Reaparece a guerra suja na campanha eleitoral equatoriana

(08/11) Congresso boliviano analisa novos contratos petroleiros

(08/11) Democratas nos EUA demolem controle republicano absoluto

(08/11) Atentado suicida ocasiona 55 baixas a exército paquistanês

(13-11) Delegados de 27 países iniciaram atividades solidárias com Cuba

(13/11) Venezuela e Brasil favorecem consolidação de agenda bilateral

(13/11) Campanha eleitoral equatoriana define panorama político

(13/11) Mantido conflito em Oaxaca, México, por falta de consenso

(13-11) Candidatura de forte crítico de guerra contra Iraque é apoiada

(14-11) Organização caribenha qualifica o bloqueio a Cuba como criminoso

(14/11) México: Resistência social em Oaxaca é ampliada

(14/11) Espetacular seqüestro de mais de 100 pessoas no Bagdad

(14/11) Rumsfeld é questionado por atrocidades no Iraque e Guantánamo

(14/11) Confusões e anomalias poderiam repetir-se em eleições equatorianas

(15/11) Descobrem milionário esbanjamento em recursos dos EUA contra Cuba

(15/11) Contagem final confirma a Ortega como presidente eleito

(15/11) Afloram ofertas em encerramento da campanha eleitoral equatoriana

(15/11) Parlamento cubano convocou audiência sobre a ALBA

(15/11) Intensificam ações no México contra governador da Oaxaca

(21/11) Cuba exige justiça em caso do terrorista Luis Posada Carriles

(21/11) TELESUR pede transparência no caso de jornalista detido

(21/11) Cuba critica Conselho Segurança por inatividade frente a Israel

(21/11) Simpatizantes de Chávez cerram fileiras em fase final eleitoral

(21/11) Promessas e insultos lotam final de campanha eleitoral equatoriana

 

SEMANA

MAIS

 

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Articulo completo
Fórum de sociedade civil condenou bloqueio norte-americano a Cuba

Havana, 1 nov (PL) O IV Foro da Sociedade Civil contra o Bloqueio e a Anexação, condenou o recrudescimento do bloqueio norte-americano a Cuba e escutou ao chanceler Felipe Pérez Roque assegurar que haverá uma nova vitória da Ilha na ONU frente ao assédio dos Estados Unidos.

 O evento foi organizado pela Associação Cubana das Nações Unidas e contou com a assistência de representantes de 138 organizações não governamentais que, em sua declaração final, denunciaram como genocida ao governo do presidente George W.Bush.
 
 Um total de 10 painéis funcionaram durante as deliberações e neles se apresentaram exposições sobre diversos aspectos do tema e se realizaram intervenções especiais, sempre críticas do cerco econômico, comercial e financeiro exercido por Washington contra Cuba

Uma intervenção do presbítero Pablo Oden Marichal permitiu que fosse conhecida a sua denúncia sobre as numerosas tentativas do Escritório de Interesses dos Estados Unidos, nesta capital, para manipular às organizações religiosas e inclusive o sentimento dos devotos.

 Do mesmo modo, se manifestou Antonio Castañeda, presidente da Associação Cultural Yoruba, quem acusou a Washington de usar as autorizações de vistos para viajar a Cuba como elemento para influenciar pessoas desejosas de conhecer a história e as características desta crença.

 O escritor Enrique Ubieta se referiu ao rechaço dos Estados Unidos ao trabalho solidário cubano em outros países e assegurou que ações como as dos médicos da Ilha na Venezuela, no projeto Bairro Adentro, convertem a essas populações
em uma expressão da sociedade civil.

 O painel sobre as agressões da mídia contra Cuba, com Tubal Paéz, presidente da União de Jornalistas como moderador, denunciou as atividades ilegais dos meios utilizados para violar o espaço radioeletrônico local introduzindo propaganda subversiva.

Outro dos painéis se referiu aos sofrimentos e danos causados às mulheres cubanas pelo bloqueio que tenta render por fome à população e a firmeza das mulheres em sua resistência a esse ataque.

 A doutora e especialista Olga Miranda dissertou sobre as intenções do Plano Bush de reintegrar as propriedades nacionalizadas às transnacionais e à oligarquia derrotada pela Revolução para assim satisfazer pedidos da contra-revolução cravada na Florida.

 O historiador e escritor Fabián Escalante, o representante da União de Escritores e Artistas Jesus Arboleya e outros expositores se referiram ao perigoso anexo secreto do Plano Bush e seu significado real.

 Em realidade, disse Escalante, que somente falta divulgar desse Plano, depois de todas as medidas e proibições vigentes, é a agressão armada direta e mais ações terroristas contra Cuba, pelo qual se deduz esse é o conteúdo do famoso anexo.

 Escalante se referiu também ao assassinato político como uma arma utilizada pelos Estados Unidos e especialmente planejado desde 1958 no caso do presidente cubano, Fidel Castro, e outros dirigentes revolucionários, embora sempre caia em fracasso.

 De 1958 a 2000, de acordo com informações e documentos desclassificados, se planejaram 634 projetos da CIA para assassinar Fidel e hoje vemos como querem utilizar a mesma estratégia contra o presidente venezuelano, Hugo Chávez, e o boliviano Evo Morales, disse.

 Ao encerrar a reunião, Pérez Roque sublinhou que o povo cubano derrotará o bloqueio e construirá um país muito melhor para o desfrute das futuras gerações.

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PL-255

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Rigoberta Menchú destacou resistência de Cuba frente ao bloqueio
Por Carmen Esquivel

Guatemala, 1 nov (PL) A guatemalteca Rigoberta Menchú, Prêmio Nobel da Paz, comparou hoje a resistência do povo cubano frente ao bloqueio dos Estados Unidos com as culturas milenares que ainda estão vivas e contribuindo à humanidade.
"Os Estados Unidos não podem dobrar a vontade do povo cubano nem a sua Revolução e eu admiro profundamente essa capacidade de resistência", disse a dirigente indígena em declarações exclusivas a Prensa Latina.
Menchú repudiou o bloqueio que por mais de quatro décadas mantém os Estados Unidos contra a maior das Antilhas e o qualificou como uma prática de genocídio.
Afirmou que a pesar do cerco econômico, financeiro e comercial, Cuba não obedeceu jamais às regras norte-americanas, o que é uma honra para esse povo.
"Acredito que a resistência de Cuba se assemelha às culturas milenares, quando vinham os conquistadores e matavam seus líderes, destruíam sua memória e, entretanto, elas ainda estão vivas e contribuindo à humanidade", particularizou.
Menchú considerou que esse é um exemplo de que quando um povo está decidido a defender sua dignidade e sua autodeterminação, luta e morre por isso porque essa é sua convicção.
A Prêmio Nobel da Paz enviou uma saudação ao presidente Fidel Castro, com quem -disse- teve o prazer de compartilhar muitas reuniões em Havana e lhe desejou uma pronta recuperação.
O mandatário cubano convalesce de uma intervenção cirúrgica intestinal que foi praticada em julho passado, quando anunciou a delegação temporária de suas funções à frente do país.
Além de condenar o bloqueio contra Cuba, a líder indígena repudiou o muro que levantará os Estados Unidos em sua fronteira com o México para frear os imigrantes, e expressou sua convicção de que ele "um dia vai cair, e igualmente cairá o império".
"Os maias deixaram muito claro em seus códices que todos os impérios têm um momento para cair e eu espero que o norte-americano o faça logo porque está baseado na cultura da morte e sacrificou a muitos povos", concluiu Menchú.

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EcuadorPresidenciáveis nicaragüenses na reta final

Manágua, 1 nov (PL) Nas vésperas das eleições, os cinco candidatos à presidência do Nicarágua gastarão hoje seus últimos cartuchos para atrair os eleitores ainda indecisos.
A proibição de realizar qualquer tipo de atividade ou ato proselitista se fará efetiva a partir de manhã e estará vigente até que concluam as eleições no próximo domingo.
Daniel Ortega, o candidato da aliança Unidade, Nicarágua Triunfa que lidera a Frente Sandinista de Liberação Nacional (FSLN), pretende nesta quarta-feira percorrer em caravana toda Manágua, em sua "peregrinação" eleitoral por todo o país.
Diferentemente dos anos anteriores, o líder sandinista, que segundo as pesquisas, encabeça a intenção de voto, não realizará um ato maciço de fechamento de campanha.
O Movimento Renovador Sandinista (MRS), que leva como candidato o economista de centro-esquerda Edmundo Jarquín, anunciou um percurso com os aspirantes a deputados pelos populosos mercados de Manágua.
Essa força, integrada em sua grande maioria por antigos militantes do FSLN, fechou ontem à noite a campanha com um show do cantor Carlos Mejía Godoy, candidato à vice-presidência, nesta cidade.
Os dois partidos que formam a fragmentada direita local já fecharam suas campanhas oficialmente com atos a 140 quilômetros de distância um do outro, mas está previsto que aproveitarão até o último minuto de hoje para fazer campanha.
O Partido Liberal Constitucionalista, aliado do ex-presidente e agora réu por corrupção, Arnoldo Alemán (1997-2001), realizou no domingo passado um gigantesco ato em Manágua para respaldar a candidatura do José Rizo.
A Aliança Liberal Nicaragüense, cujos integrantes, Rizo acusou de "traidores" por dividir o voto da direita, fez-se forte nesse mesmo dia na Chinandega, a 140 quilômetros à noroeste desta capital, onde reuniu 15 mil seguidores de Eduardo Montealegre.
A lei eleitoral exige um mínimo de 35 por cento dos votos válidos e uma vantagem de cinco pontos sobre o segundo lugar para ser declarado ganhador dos comícios.
Nenhuma pesquisa concede semelhante margem a um dos candidatos, por isso é certo que todos sairão em busca  de conquistar os indecisos, que  estão entre oito e 15 por cento dos dois milhões 800 mil votantes.

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OaxacaSaída de governador da Oaxaca, única solução ao conflito
México, 1 nov (PL) As forças políticas, que integram a Frente Ampla Progressista, encabeçada pelo líder opositor Andrés Manuel López Obrador reiteraram que a saída do governador da Oaxaca é a única saída para o conflito que vive hoje esse estado mexicano.
Num encontro com o secretário de Governo, Carlos Abascal, dirigentes dos partidos da Revolução Democrática, do Trabalho e Convergência, coincidiram na necessidade de alcançar acordos que permitam transitar para uma solução pacífica para essa entidade.
Por sua parte, López Obrador  advertiu a véspera que a ocupação militar violenta dessa cidade aprofundou a crise política e social que se vive naquela região e em todo o país.
Em circunstâncias como a de Oaxaca, onde se enfrentam manifestantes e tanques, não podemos ficar calados, muito menos tomar partido a favor de quem enviou as forças policiais, acrescentou durante uma manifestação no Distrito Federal.
O conflito, que chegou a mais de cinco meses, é produto da decomposição e do abuso de poder que padeceu esse estado por várias décadas, por séculos, opinou López Obrador
É grande a lista de ofensas e crimes cometidos sob o poder dos governos do Partido Revolucionário Institucional na Oaxaca, mas o governador Ulises Ruiz, no pouco tempo que está no governo, superou a seus antecessores em cinismo e em maldade.
Pediu, além disso, não esquecer que Ruiz "chegou à administração estatal mediante a fraude eleitoral; submeteu os dissidentes sociais e políticos a uma sistemática e brutal repressão".
Em Oaxaca houve desaparecimentos forçados, perseguições, encarceramento e assassinatos, atacou-se aos meios de comunicação como o caso do periódico Notícias, atropelou-se os direitos humanos de todo um povo, denunciou.
Acrescentou que os abusos e delitos, cometidos à luz do dia, encheram a paciência dos oaxaqueños e alimentaram o protesto popular que se instalou nestes meses.
Que ninguém se engane, a violência na Oaxaca foi originada pela atitude criminosa de Ulises Ruiz, recalcou.
Enquanto isso, a Assembléia Popular dos Povos da Oaxaca (APPO), anunciou que não reatará o diálogo com o Governo enquanto se mantenha a ocupação da capital oaxaqueña pela Polícia Federal Preventiva (PFP).
Os dirigentes políticos Flavio Sosa, Florentino López e Zenen Bravo asseguraram que cada dia na cidade se multiplicam as barricadas e se demonstra que o povo quer a saída do mandatário local, Ulises Ruiz.
Bravo denunciou que a PFP está realizando detenções ilegais em diversas zonas da demarcação e preparam uma operação para deter responsáveis pela APPO.

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Posições de princípios dão vida a Cúpula do Montevidéu
Por Luis Enrique González, enviado especial
Montevidéu, 1 nov (PL) Posições de princípios ressoam hoje nos debates prévios a XVI Cúpula Ibero-americana, como salva-vidas deste mecanismo de acordo política e de cooperação econômica e social.
A defesa do multilateralismo e da soberania, a vigência dos princípios da Carta da ONU, a não intervenção em assuntos internos e o repúdio a medidas coercitivas contrárias ao Direito Internacional guiam as reflexões que devem dar vida à entrevista ao máximo nível.
Representantes de nações como Cuba, Venezuela e Bolívia nas reuniões de coordenadores nacionais e responsáveis por cooperação coincidiram na necessidade de consolidar o avanço em matéria de princípios durante as conferências anteriores.
Consultadas por Prensa Latina, as fontes asseguraram que as Cúpulas Ibero-americanas são o espaço para abordar as discussões econômicas, sociais e culturais, como instrumento de unidade e desenvolvimento apoiado no diálogo e na solidariedade.
Uma das posturas chave é a defesa da igualdade soberana dos estados e o respeito mútuo, assim como o rechaço à imposição de condições ou pretensões hegemônicas.
De acordo com projetos de documentos abordados hoje em Montevidéu, a cooperação é para as nações ibero-americanas uma condição necessária ao desenvolvimento.
A condenação ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto há quase meio século contra Cuba figura entre as propostas da rodada, assim como as recentes medidas do governo do George W. Bush para recrudescê-lo.
Ao mesmo tempo, a comunidade ibero-americana se propõe rechaçar todas as manifestações de terrorismo, e o financiamento e amparo a criminosos.
Nesse sentido, reclamará uma vez mais a Washington a extradição do terrorista internacional Luis Posada Carriles, responsável pelo atentado a um avião da Cubana de Aviação em 1976, com saldo de 73 civis mortos.
A pobreza, a fome, a desnutrição e a insalubridade devem ser resolvidas em primeira ordem a partir de esforços das autoridades e atores nacionais.
Os textos que passassem à análise dos chanceleres e logo ao visto bom dos mandatários insistem na urgente necessidade de complementar as ações próprias com a cooperação internacional, com enfoques por cima de interesses egoístas.
Diplomatas cubanos, enquanto isso, insistiram na necessidade de impulsionar o desenvolvimento sustentável mediante o respeito à diversidade dentro da unidade e do direito à livre determinação dos povos.
A Conferência Ibero-americana procura sua preservação nesta reunião do Montevidéu, com um sistema de funcionamento transparente e de natureza intergovernamental.
Porta-vozes da chancelaria uruguaia confirmaram que até a data, 17 Chefes de Estado, de Governo ou Vice-presidentes confirmaram sua presença na reunião, embora as 22 nações estarão representadas no segmento máximo previsto dos dias 3 a 5 deste mês.

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Reatam negociações para assento no Conselho de Segurança da ONU
Nações Unidas, 1 nov (PL) Os chanceleres da Venezuela e Guatemala chegarão hoje à Nova Iorque com a intenção de negociar novamente uma fórmula de compromisso para ocupar no Conselho de Segurança da ONU um assento pela América Latina e o Caribe.
Depois de concluir ontem 47 rodadas de votações nos últimos 15 dias, Venezuela se mostra triunfante por ter conservado suficiente apoio para impedir que os Estados Unidos consiga inclinar a balança a favor da Guatemala.
"Temos uma votação petrificada que dificilmente pôde ser trocada com todas as pressões e imposições feitas pela primeira potência do planeta", disse ontem à imprensa o embaixador da Venezuela, Francisco Árias Cárdenas.
Washington utilizou a candidatura do pequeno país centro-americano para tratar de impedir que o governo bolivariano liderado pelo presidente Hugo Chávez ingresse nessa alta instância da ONU.
"A Assembléia Geral nos permitiu avançar neste esforço com votações que demonstraram a força de nossos países para lutar por nossos direitos e impedir as imposições", expressou Árias Cárdenas.
Segundo o embaixador do Chile na ONU, Heraldo Muñoz, nem Venezuela nem Guatemala obterão a necessária maioria de dois terços e nestas condições "temos que chegar a uma alternativa política que somente pode ser decidida por esses dois países".
Funcionários diplomatas confirmaram que o chanceler da Venezuela, Nicolás Maduro, e seu homólogo da Guatemala, Gert Rosenthal, sustentarão hoje em Nova Iorque um novo contato com a mediação do Grupo da América Latina e o Caribe (GRULAC).
Será a quarta vez que ambos os países tentem chegar a um acerto que ajude a destravar as votações para ocupar o assento que deixará vacante Argentina no final deste ano.
Se nesta ocasião não se chegar a um acerto entre ambas as partes, então as votações serão reatadas esta tarde na Assembléia Geral.
O embaixador venezuelano recalcou que o governo do presidente Hugo Chávez Frite está disposto a procurar alternativas para destravar as votações e permitir que a Assembléia Geral prossiga o normal curso de suas tarefas.
"Esperamos que a reunião de hoje seja proveitosa e que nossa contraparte (Guatemala) contribua finalmente para propiciar uma saída negociada a este problema", disse.
O chanceler Maduro lamentou diante da imprensa nesta sede o que chamou "atitude zig-zag” da Guatemala durante esses contatos privados para procurar um terceiro candidato de compromisso para ser apresentado pelo GRULA diante da Assembléia Geral.
"Não é pela Venezuela que essa situação se mantém paralisada e não será pela Venezuela que a situação continuará paralisada no futuro", advertiu o embaixador Árias Cárdenas.
Vários países, entre eles República Dominicana, Uruguai e Equador, foram citados de maneira insistente como possíveis candidatos de compromisso para preencher em nome da América Latina e o Caribe a vaga no Conselho de Segurança.
Nas eleições do passado 16 de outubro para ocupar assentos não permanentes no Conselho de Segurança por um período de dois anos, África do Sul, Indonésia, Itália e Bélgica receberam os votos necessários para substituir Tanzânia, Japão, Dinamarca e Grécia.

Os outros cinco membros não permanentes são o Peru, República do Congo, Gana, Qatar e Eslováquia, os quais permanecerão em seus assentos até finais de 2007.

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Otimismo reinou na inauguração da Cúpula de Montevidéo

Montevidéo, 3 nov (PL) A XVI Cúpula Iberoamericana abriu hoje suas cortinas no teatro Solís da capital uruguaia sob as bandeiras do desejo de unidade e do otimismo no cumprimento dos compromissos assumidos pela comunidade desde 1991.

Muito é o que fizemos desde Guadalajara, México, mas muito é o que podemos fazer a serviço de um maior bem-estar de nossos povos e cidadãos, expressou o Rei da Espanha, Juan Carlos de Borbón, na jornada inaugural do encontro.

Reiteramos a decisão de trabalhar pela paz, o Direito Internacional, os propósitos e princípios da Carta da ONU, e desejamos, portanto, lutar contra o terrorismo, o tráfico de drogas e de seres humanos, pelo desenvolvimento econômico e pelo combate da pobreza.

A XVI Cúpula começa, agregou o rei, com uma mensagem de ilusão, de confiança e esperança, em que cada edição supõe mais um ano para a consolidação da comunidade regional.

O titular da Secretaria Geral Iberoamericana (SEGIB), Enrique Iglesias, assegurou que esta reunião serve de cenário para um diálogo franco e aberto direcionado a encontrar consensos e avaliar discensos, contribuindo para transformar as esperanças de um mundo melhor e necessário em realidade.

Iglesias assegurou que, depois de um ano de trabalho da SEGIB, existe um espaço real convertido em mecanismo de concertação, de apoio para o enfrentamento de desafios e para a solução de problemas de segurança, energéticos, econômicos e do desenvolvimento sustentável.

Tons similares foram dados pelas palavras do secretário geral das Nações Unidas, Kofi Annan, e as do presidente uruguaio, Tabaré Vázquez, que completaram os quatro oradores da jornada inaugural da Cúpula, antes de assistir à costumeira programação cultural.

Os dignátarios examinarão amanhã os documentos principais preparados desde a segunda-feira anterior pelos coordenadores nacionais, responsáveis de cooperação e chanceleres.

Há algumas horas, os chefes diplomáticos avalizaram os projetos de Declaração Final, do Compromisso de Montevidéo e de nove Comunicados Especiais.

Alguns dos pontos-chave dos documentos radicam na defesa do multilateralismo, no respeito da Carta das Nações Unidas, no rechaço às medidas coercitivas unilaterais e na necessidade de lutar contra todas as manifestações de terrorismo.

O rechaço ao bloqueio de Washington contra Cuba e a decisão dos Estados Unidos de construir um muro na fronteira com o México figuram entre os pronunciamientos mais destacados do encontro, junto à oposição às medidas discriminatórias no tema dos emigrantes.

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OaxacaOs olhos do mundo na Nicarágua

Manágua, 3 nov (PL) A possibilidade de que o líder sandinista Daniel Ortega recupere o poder perdido nas urnas há 16 anos hoje coloca a Nicarágua no centro do interesse da mídia mundial, frente às eleições do próximo domingo


Segundo o porta-voz do Conselho Supremo Eleitoral (CSE), Félix Navarrete, 422 jornalistas estrangeiros já estão acreditados em Manágua, contribuindo para a publicidade gratuita que a nação centro-americana tem recebido. De acordo com o porta-voz, as principais cadeias de televisão do mundo enviaram correspondentes a Manágua e a maioria das agências de notícias reforçou o pessoal de suas sucursais nesta capital.

Jornais influentes como The New York Times, Le Monde Diplomatique e El País também enviaram seus correspondentes em busca de notícia em primeira mão.No nível nacional, destacou Navarrete à Prensa Latina, se acreditaram 625 jornalistas de rádio, televisião e imprensa escrita.Na opinião do funcionário, o interesse da imprensa é apenas comparável com aquele experimentado em 1990, quando a Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN) perdeu nas urnas frente a uma coalizão de partidos de direita.Para recuperar o poder, Ortega deve derrotar os dois candidatos da direita, Eduardo Montealegre e José Rizo, o economista de centro-esquerda Edmundo Jarquín e o ex-guerrillero Edén Pastora, candidato por um partido evangélico.Tres mihões 652 mil 335 personas inscritas no registro eleitoral estão convocadas a votar para eleger o presidente, o vice-presidente, os 90 deputados da Assembléia Nacional e os 20 representantes do Parlamento Centroamericano. O CSE calcula que, desse total de inscritos, irão às urnas ao redor de dois milhões 850 mil pessoas, excluída uma margem de abstenção de 10 por cento e os mortos e emigrantes que não foram depurados das listas.Os eleitores poderão exercer o sufrágio nas 11 mil 274 juntas receptoras de votos que abrirão o dia da votação em todo o país, sendo fiscalizadas por mais de mil observadores internacionais e outros 16 mil locais.

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premioNikon tenta driblar o bloqueio estadunidense a Cuba

Por Yurien Portelles

Havana, 3 nov (PL) A empresa japonesa Nikon, que negou una câmera fotográfica ao menino cubano ganhador de um concurso internacional de pintura, pretende reparar seu erro de dobrar-se ao bloqueio estadunidense.

Em virtude do bloqueio de mais de 45 anos imposto pelos Estados Unidos a Cuba, a Nikon privou recentemente o menor Raysel Sosa Rojas de receber uma câmera digital, por conter componentes norte-americanos. O artista Jorge Jorge González, professor de pintura de Raysel, declarou à Prensa Latina que a Gerência da Nikon na Europa reconheceu em uma entrevista com um jornalista irlandês que esse incidente jamais deveria haver acontecido.Segundo as informações a que tevo acesso esta agência, a empresa japonesa tentará desculpar-se com o pequeno por tê-lo envergonhado na Argélia durante a cerimônia de premiação do concurso de pintura infantil sobre o meio-ambiente.Poucos dias depois, o presidente Fidel Castro recompensou o menor fazendo chegar-lhe, em um ato público na sua comunidade, uma câmera similar à que lhe havia sido negada em Argel.Agora querem entregar uma câmera "sem componentes ianques" e pedir desculpas, mas imagino que Cuba já não o aceite, apontou Jorge em alusão à referida entrevista, via correio eletrônico.Explicou que tudo parece indicar que, depois da denúncia do acontecido, as vendas da Nikon se reduziram devido à repulsa e ao boicote a seus produtos realizado por muita gente ao redor do mundo."Os protestos foram excelentes, apesar dos grandes meios de comunicação, como sempre, não os terem refletido", asseverou o professor, ao referir-se ao fato vergonhoso no qual o menino cubano se viu envolvido.Jorge preside a oficina de pintura "Colorindo meu bairro", situada no município capitalino de La Lisa, ao qual pertencem Raysel e um grupo de crianças que já receberam 189 prêmios nacionais e internacionais infantis.A entrevista concedida por ele à agência de notícias japonesa JIJI Press e sua denúncia publicada pela imprensa local motivou la chegada a Havana de mais de 1.200 mensagens de solidariedade.Em quase uma centena de casos, inclusive, aqueles que enviaram as cartas expressaram sua disposição de presentear o menino com uma câmera fotográfica, após rechaçar aquilo que definiram como uma política ridícula dos Estados Unidos contra a Ilha.

A Nikon se dobrou aos postulados ianques visando à manutenção de um mercado, mas o homem mais justo do mundo fez justiça, afirmou o professor do menino em alusão ao mandatário cubano.

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bushBush prossegue campanha em apoio a republicanos

Washington, 3 nov (PL) Na reta final da batalha pelo Congresso dos Estados Unidos, o presidente George W. Bush continua hoje sua campanha política para tentar manter os republicanos no comando do poder legislativo.O governante se dirige esta sexta-feira ao Missouri, onde o senador Jim Talent tem a difícil tarefa de enfrentar nas urnas a Claire McCaskill, candidata democrata de popularidade crescente com o eleitorado desse estado central. De acordo com o programa da Casa Branca, o primeiro mandatário logo viajará por Iowa, Colorado, Nebraska, Kansas, Arkansas e Florida, e pretende passar o dia da eleição em seu rancho de Crawford, Texas. Ontem, desde a localidade de Montana, ao sul do país, Bush emitiu uma alocução exaltada contra os democratas, a quem acusou de ser políticos brandos com o terrorismo e de pretender aumentar a taxa nacional de impostos. Tal afirmação provocou a ira do líder do Partido Democrata, Howard Dean, quem disse que Bush é pior que Richard Nixon, porque pelo menos o ex-presidente "era um sujeito competente", descreveram meios de imprensa. Uma nova pesquisa da agência Zogby pôs em perigo vários assentos republicanos no Senado, e evidenciou que os opositores do Salão Oval têm possibilidade real de retomar o controle da Câmara alta, algo em que ninguém apostaria há três semanas. Os democratas necessitam manter toda sua bancada e ganhar seis novos postos para arrebatar a maioria aos republicanos. Até agora o único ponto vulnerável para os do partido do asno está em Nova Jersey, sob o nome do senador Bob Menéndez.

No próximo dia 7 de novembro, cerca de 172 milhões de eleitores exercerão o sufrágio para renovar um terço do Senado, a totalidade da Câmara de Representantes e 36 governadores nos Estados Unidos.

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DISCURSO DO VICE-PRESIDENTE DO CONSELHO DE ESTADO DA REPÚBLICA DE CUBA, CARLOS LAGE DÁVILA, NA 16ª CÚPULA IBERO-AMERICANA DE CHEFES DE ESTADO E DE GOVERNO ( 3, 4 E 5 DE NOVEMBRO DE 2006)

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Excelências:

 

 

Emigrar é um direito que deve ser respeitado. A necessidade de emigrar, de abandonar a Pátria e a família para lhes garantir a alimentação, a saúde e a educação dos filhos, é injusto e cruel.

Enviar dinheiro às famílias é um nobre empenho que deve ser facilitado. Que uma nação tenha que viver das remessas é humilhante.

Que os países ricos adotem medidas cada vez mais restritivas, abusivas e xenófobas a respeito dos emigrantes, é algo moralmente inaceitável.

O muro na fronteira do México e as caçarias de emigrantes que ali têm lugar, é uma prova, se for necessária alguma, do desprezo que sentem os poderosos por todos aqueles que não o são, embora se  esses governos sejam seus aliados.

Junto a esta emigração existe uma outra não menos ultrajante. Os médicos, informáticos, professores, enfermeiras e outros profissionais e técnicos, são estimulados a emigrarem aos países ricos com todas as facilidades, oferecendo-lhes ordenados e condições que em nossos países não podem obter. Para eles não existem muros nem devoluções forçosas, todo o contrário, há planos e programas para captá-los. Por volta de 240 mil profissionais universitários latino-americanos emigraram no ano passado. Formá-los custou não menos de US$ 5 bilhões. Deveriam nos indenizar e proponho que exijamos isso.

Os emigrados cujos direitos hoje justamente defendemos são conseqüência do saqueio, da exploração e da desigual distribuição da riqueza.

Nada vai deter a emigração enquanto exista subdesenvolvimento e pobreza, enquanto continuem impondo aos países do Sul as atuais políticas econômicas neoliberais, enquanto não mude a atual ordem econômica internacional.

Existe uma verdade que quero dizer sem meias-tintas. Na maioria dos países desenvolvidos não existe vontade política, nem interesse econômico nem humano, para mudar esta situação. O Norte opulento e esbanjador usa e discrimina os imigrantes. O Sul é o fornecedor da matéria-prima do Norte, o armazém donde tira recursos de todo tipo, desde o mineral até o talento.

Apenas um exemplo que confirma estas palavras: Os objetivos e metas do Milênio, que constituíam apenas um modesto paliativo aos problemas atuais dos países subdesenvolvidos, não serão cumpridos. O mundo desenvolvido não tem tido nem sequer a intenção de fazer o mínimo esforço financeiro que se lhe pedia e bilhões de pessoas continuam vivendo sem terem acesso à alimentação, à saúde ou à educação.

O gasto em armamento e em guerras ultrapassa já o milhão de milhões de dólares; outro milhão de milhões se gasta em publicidade comercial que no tocante aos medicamentos, por exemplo, supõe que se multiplique até dez vezes seu  preço; a dívida ainda não é cancelada e a ajuda oficial ao desenvolvimento é cada vez mais condicionada: os assessores do Norte devem viver com luxos, as compras há que fazê-las nos países doadores, e se coopera cada vez menos na saúde e na educação, e cada vez mais na luta contra o narcotráfico, a governabilidade e o assessoramento em direitos humanos.

Longe de trabalhar para transformar a atual situação, os Estados Unidos certificam “a boa conduta em matéria de migração”. Boa conduta quer dizer deixar emigrar os profissionais, restringir a emigração dos que não o são e aceitar de volta aqueles que eles qualificarem de indesejáveis, após terem feito um curso de pós-graduação em delinqüência nas ruas e nos cárceres dos Estados Unidos.

Os Estados Unidos, que tanto dependeram e dependem dos imigrantes para seu desenvolvimento econômico, e a União Européia, que sempre foi um emissor de emigrantes, agora são os maiores perseguidores de emigrantes no mundo, os que aplicam as políticas mais restritivas.

A livre troca de mercadorias que se quer impor e o livre fluxo de capitais que se exigem são uma armadilha se não são acompanhados do livre trânsito de pessoas.

Nesta matéria, como noutras, se expressa a hipocrisia e a dupla moral do mundo em que vivemos.

Menção especial merece o tema migratório relacionado com Cuba.

Um latino-americano que vai viver nos Estados Unidos é um emigrante. Se for cubano então se diz que é um exilado político que foge do regime comunista.

Um latino-americano tem que esperar em seu país a permissão para emigrar para os Estados Unidos. Se for emigrante ilegal ele é devolvido. Se for cubano, e já se encontra nos Estados Unidos, em virtude da Lei de Ajuste, recebe logo a autorização de residência, de emprego, e após um ano, recebe automaticamente a residência permanente.

A administração Bush suspendeu as conversações migratórias, limitou novamente as remessas a US$ 300 trimestrais e restringiu as viagens a Cuba de cubanos emigrados a apenas uma vez em cada três anos, e tudo isto quando se tratar de familiares que sejam pais ou avós, filhos ou netos e irmãos; isto é, para Bush um primo ou uma tia não fazem parte da família.

O governo dos Estados Unidos acolhe e estende a impunidade em seu território a elementos terroristas que assassinaram, seqüestraram navios e aviões para emigrar, restringe a emigração legal e estimula a ilegal para usá-la como propaganda contra Cuba, embora morram, quem sabe quantos, nas águas do Estreito da Flórida.

Esta política mantida durante decênios tem como objetivo promover um dia um êxodo maciço que possa ser utilizado para intensificar a campanha anticubana e que, numa última instância, seja utilizada como pretexto para uma agressão militar.

Um plano financiado pelo Governo dos Estados Unidos tenta captar médicos e outros especialistas da saúde cubanos que prestam importantes serviços em diferentes países, mas choca com a férrea vontade de uma nova geração de profissionais formados pela Revolução e nossos programas de solidariedade não se detêm.

A Operação Milagre em apenas dois anos devolveu a visão a mais de 450 mil pessoas na América Latina e no Caribe e esses serviços tem sido gratuitos. Atualmente temos possibilidade de operar um milhão de pessoas cada  ano.

Embora nosso país com apenas seus próprios recursos não poderia prestar estes serviços, se o imperialismo tem sucesso em sua ofensiva contra os recursos econômicos de Cuba, diminuiria a capacidade de operar da visão, em 2007, um milhão de latino-americanos e caribenhos. Esta cifra não inclui os cubanos operados, que neste ano totaliza já quase 100 mil.

As novas concepções aplicadas na formação em massa e emergente de médicos da América Latina e de outras partes do mundo permitirão dispor anualmente, em muito pouco tempo, de mais de 10 mil médicos, não para que exerçam a  medicina privada, mas sim para que levem saúde e vida a milhões de pessoas.

A cooperação no setor da saúde permite hoje a Cuba e cada vez mais à Bolívia e à Venezuela, garantir a todos seus filhos. sem exceção, atendimento médico gratuito e de excelência.

Dois milhões 400 mil latino-americanos já foram alfabetizados em 11 países e milhares de especialistas cubanos trabalham como instrutores esportivos.

Os países latino-americanos sempre poderão contar com Cuba, bloqueada e agredida, mas jamais rendida, para lutar em favor dos nossos direitos, que como bem sabemos, não ganharemos de presente.

 

Muito obrigado.

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Paz e reconciliação, as novas bandeiras do sandinismo

Por Néstor Marín

Manágua, 8 nov (PL) A indiscutível vitória nas urnas do Daniel Ortega no Nicarágua constitui hoje o digno corolário de uma campanha eleitoral que fez da paz e a reconciliação as novas bandeiras de luta do sandinismo.
Desde que em julho passado soou o tiro de saída da corrida presidencial, a Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN) saiu à arena com uma imagem totalmente distinta.
Para espantar os fantasmas do passado causadores de suas três derrotas anteriores, o líder sandinista recorreu a um discurso conciliador, livre de revanchismo.
Atrás ficaram as arengas e as concentrações maciças de antigamente, para dar passo às peregrinações por bairros e cidades, onde Ortega oferecia, com voz pausada e freqüentes menções a Deus, detalhes de seu programa de governo.
Com linguagem clara e cifras contundentes, o ex-presidente (1984-1979) explicava que o neoliberalismo imposto pelos governos nicaragüenses durante os últimos 16 anos é o único culpado de que o Nicarágua seja hoje o segundo país mais pobre do continente.
"O FSLN é o único partido capaz de tirar o Nicarágua da pobreza", assegurava, ao pedir a simpatizantes e adversários que lhe dessem uma nova oportunidade de demonstrá-lo, sem ter que fazer frente às guerras e agressões do passado.
Os dois partidos da direita -Partido Liberal Constitucionalista (PLC) e Aliança Liberal Nicaragüense (ALN)-, enquanto isso, desgastaram-se em uma luta frontal pelos votos das fragmentadas fileiras liberais.
Às lutas intestinas pelo poder e ao transfuguismo político se somou uma campanha suja que fez estrago na imagem dos dois candidatos, que se dedicaram a se promoverem separadamente, como os únicos capazes de vencer a Ortega.
Tanto Eduardo Montealegre (ALN) como José Rizo (PLC), concentraram-se mais em convencer ao eleitorado de que era necessário derrotar a Ortega, que em explicar seus respectivos planos para acabar com a pobreza, que afeta a sandinistas e liberais igualmente.
Eleito finalmente presidente com menos de 40 por cento dos votos, Ortega enfrenta agora o desafio de cumprir, através da "paz e da reconciliação", todas suas promessas.
Consciente disso e fiel a sua palavra, o presidente eleito já estendeu a mão a seus adversários para trabalhar juntos pelo bem do país.
"Aqui não podemos estar falando de ganhadores e perdedores, mas de um processo em que todos devemos trabalhar juntos pelo bem da Nicarágua", afirmou Ortega, em sua primeira declaração após ser confirmado como vencedor.

Também exortou a todos "a dar a Nicarágua um sinal de estabilidade, de que por cima de nossas posições políticas está  em primeiro lugar esse compromisso de acabar com a pobreza".

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Reaparece a guerra suja na campanha eleitoral equatoriana


Quito, 8 nov (PL) A campanha eleitoral equatoriana entrou hoje numa nova etapa, caracterizada pela guerra suja e a confrontação entre os candidatos presidenciais Álvaro Noboa e Rafael Correa, em disputa nas eleições do próximo dia 26.
Os dois finalistas intensificaram seus ataques, mas a aparição de vídeos editados e declarações tergiversadas nos meios televisivos pressupõe o retorno de desagradáveis artimanhas neste segundo turno eleitoral.
Porta-vozes do movimento de Aliança País, de Correa, queixaram-se da baixeza do adversário Noboa, do partido Renovador Institucional (Prian), que utiliza a mentira e até tergiversa declarações de seu adversário para danificar sua imagem.
Até pessoas de poucos recursos são utilizadas em espaços publicitários para que falem mal do aspirante à presidência pela frente Aliança País, a qual deixa muito que desejar, afirmam as fontes.
Noboa, que visitou ontem a cidade da Ibarra, ao norte, na província da Imbabura, lançou-se contra seu competidor acusando-o de manter vínculos com a guerrilha colombiana por negar-se a considerar como terroristas a esse grupo insurgente.
Adiantou que após vencer a eleição proporá uma lei para impedir que os mandatários sejam derrocados e reiterou que processará os protagonistas dos protestos de abril do 2005 que propiciaram a queda do então presidente Lucio Gutiérrez.
O candidato do Prian irá nesta quarta-feira ao território central da Tungurahua, onde apesar de não realizar comícios, fará caminhada e dará de presente camisetas e cadeiras de rodas.
Caso vença as eleições, Noboa, considerado como o homem mais rico do Equador, tem o caminho assegurado com um Congresso a seu favor, pois seu partido acumula 28 bancos e a Sociedade Patriótica, agrupamento aliado, aparece com 24 assentos.
Seu adversário esteve ontem nas províncias orientais da Orellana, Napo, Tenha e Pastaza, onde se comprometeu a criar a Universidade estatal amazônica caso triunfe nas eleições de próximo dia 26.
Em Tenha, a capital do Napo, pronunciou-se por construir um aeroporto e nas demais províncias por criar estradas e melhorar o deteriorado estado das vias públicas.
Ratificou seus ataques contra Noboa, que -disse- mente para o povo com fantasiosas ofertas de construir 300 mil moradias em um ano e criar milhões de postos de trabalho.
O pretendente de Aliança País, de tendência política de esquerda, chamou à população a não se deixar enganar e vaticinou que "a dignidade vencerá o talão de cheques" nas urnas.
Em meio deste panorama, a Assembléia Permanente de Direitos humanos e o grêmio de Trabalhadores Del Oro anunciaram que cobrarão diante a Organização Internacional de Trabalho ao candidato Alvaro Noboa, pela demissão de 120 empregados.
Gustavo Rambay, presidente da Federação de Trabalho de Embarcações de Frutas Del Oro, assinalou que apresentarão uma demanda pelo afastamento sem indenizações de empregados da Exportadora Noboa.
Não existe justificação para que sejam jogados na rua trabalhadores sem receber suas compensações, denunciou o dirigente.

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Congresso boliviano analisa novos contratos petroleiros

La Paz, nov 8 (PL) Com um relatório do ministério de hidrocarbonetos, membros do Congresso boliviano iniciam hoje aqui deliberações com vistas a ratificar novos contratos assinados pelo executivo e 12 empresas petroleiras que operam no país.
Antes das sessões em plenária, a explicação sobre esses convênios será apresentada diante da Comissão de Desenvolvimento Econômico da câmara baixa, que preside o membro do governante Movimento ao Socialismo (MAS), Jorge Silva.
De acordo com o deputado, a partir desta quarta-feira o legislativo tem 15 dias para emitir um juízo sobre essas negociações e remetê-lo ao pleno para sua aprovação, modificação ou rechaço.
Os detalhes sobre as interioridades dos contratos também serão expostos aos parlamentares pelo Juan Carlos Ortiz, presidente da empresa estatal Jazidas Petrolíferas Fiscais Bolivianos (YPFB).
Também comparecerão peritos da equipe técnica que elaborou os contratos, cuja aprovação não deverá ter maiores tropeços, asseverou Silva.
Deste modo rechaçou denúncias do grupo opositor Poder Democrático Social (Podemos) sobre uma suposta falta de transparência em torno da assinatura de contratos com a francesa Total, a americana Vintage e as argentinas Maspetrol e Pluspetrol.
Silva esclareceu que em todo o processo se brindou ampla informação sobre as negociações com essas assinaturas e também com a brasileira Petrobrás, a hispano argentina Repsol, e a britânica British Petroleum, entre outras.
Ao entregar esses contratos ao Congresso, o presidente boliviano, Evo Morales, insistiu aos parlamentares a decidir à margem de interesses políticos ou partidários.
O mandatário solicitou então aos legisladores a pensar como país e assumir uma postura à altura do que espera toda a nação.
Em um breve discurso, o chefe de Estado também assinalou que uma aprovação acelerada dos contratos por parte do legislativo asseguraria que os investimentos petroleiros sejam executados e o país comece a receber maiores benefícios.
De acordo com estatística oficial, com a nacionalização dos hidrocarbonetos, decretada em maio passado, o Estado boliviano obterá ganhos anuais por mil 300 milhões de dólares frente os 230 milhões em igual etapa que obtinha antes de 2005.
O mandatário também sublinhou que agora o desafio é a industrialização do setor energético, que começará em 2007 e para o qual conta com o respaldo da colaboração internacional, em particular da Argentina e Venezuela.
Em recentes declarações a Prensa Latina, também o titular de hidrocarbonetos, Carlos Villegas, assegurou que os convênios assinados nos dias 27 e 28 de outubro passado consolidaram a política de afiançar o controle estatal de todos os recursos naturais.
No caso de petróleo e gás, adicionou, agora o desafio é aproveitar de maneira ótima os lucros derivados desses pactos a favor do governo central, os nove departamentos, os municípios e de todos os bolivianos.
Segundo Villegas, nesse caminho é vital a industrialização e adiantou o investimento de 800 milhões de dólares para a instalação de dois novelos separadores de líquidos no sulino departamento da Tarija e também na Santa Cruz, no oriente do país.
Depois da assinatura dos novos acordos, precisou o executivo desenhar uma política energética que ofereça perspectivas e horizontes ao país e a América Latina.
De acordo com fontes governamentais, na II Cúpula Sul-americana de Nações, em dezembro próximo, Bolívia apostará pela criação de uma comissão energética integrada por todos os estados e encarregada de atender esses temas na região.

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Democratas nos EUA demolem controle republicano absoluto

Washington, 8 nov (PL) Os democratas nos Estados Unidos arrebataram hoje a maioria na Câmara de Representantes ao Partido Republicano, que recebeu um voto de castigo pela impopular ocupação do Iraque e os escândalos de corrupção e sexo em suas fileiras.

A organização opositora ganhou além disso a maioria dos governos dos estados, em poder do atual Partido Republicano durante os últimos 12 anos, e pode também ter as rédeas do Senado.
Estas eleições, tal como prognosticaram os democratas, foram uma amostra do descontentamento dos norte-americanos com a gestão do presidente George W. Bush e com a postura dos co-partidários do governante no legislativo.
Nestas eleições foram submetidos ao escrutínio popular um terço do Senado (33 poltronas), 435 assentos da Câmara de Representantes e 36 cadeiras para governadores.
Os democratas deviam adicionar 15 bancos de representantes e pelo menos seis de senadores para alcançar a maioria no legislativo.
O balanço foi amplamente favorável na Câmara baixa, onde os informes preliminares concedem ao partido opositor 227 postos. Os republicanos só têm a seu favor 193.
O futuro controle do Senado continua ainda incerto, já que tanto democratas como republicanos tem a seu favor 49 bancos, quando faltam por definir os lugares disputados em Montana e Virginia.
Até agora, a contagem de votos nestes dois territórios se inclina à organização opositora, mas por muito estreita margem, o qual poderia dilatar os resultados, diante das previsíveis reclamações de uma recontagem de votos.
Ao conhecer os arrasadores resultados, o presidente Bush disse sentir-se "decepcionado", e anunciou que nesta quarta-feira oferecerá uma coletiva de imprensa para analisar as conseqüências que terá para sua Administração uma maioria democrata no Congresso.
Deputada-a opositora Nancy Pelosi, líder da minoria na Câmara baixa, prometeu impulsionar uma mudança na política dos Estados Unidos no Iraque, onde mais de 2.800 militares norte-americanos morreram e mais de 18 mil foram feridos.
Pelosi, uma das principais críticas do governo do Bush, poderia converter-se na primeira mulher a presidir a Câmara de Representantes na história da União, e ser a terceira figura na linha de sucessão de poder no país.
Segundo a Constituição americana, no caso de desaparecerem fisicamente ou serem destituídos o presidente e vice-presidente dos Estados Unidos, o Salão oval deverá ser ocupado pela máxima figura da Câmara baixa.
Pelosi, congressista por Califórnia, insistiu em que o governo deve pôr em prática um plano para retirar as tropas do Iraque.
Em correspondência com os vaticínios de várias pesquisas, na véspera os norte-americanos saíram para contra o domínio republicano no Congresso e na maioria dos governos.
Unido ao custo político da guerra no Iraque, o partido governamental padeceu o efeito de sucessivos escândalos sexuais e de corrupção, os quais turvaram a imagem de seus candidatos diante dos eleitores.
Diversas sondagens tinham antecipado que os republicanos pagariam bem caro pelos casos de corrupção dos representantes Tom Delay e Robert Ney, ambos implicados na ressonante causa do ex-lobista Jak Abramoff.
Nocivo também resultou o escândalo sexual do deputado pela Florida Mark Foley, que enviou luxuriosos "e-mails" a um ex-mensageiro do Congresso e a outros jovens.
Paradoxalmente, Foley co-dirigiu a comissão do Congresso para Meninos Desaparecidos e Explorados, e recentemente propôs uma lei para reduzir a pornografia infantil em Internet.
Tal foi a decepção dos eleitores da Flórida com a dúbia moral do congressista que deram seu voto ao democrata Tim Mahoney, em lugar do republicano Joe Negron, cujo nome substituía ao do Foley nos votos.

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Atentado suicida ocasiona 55 baixas a exército paquistanês
Islamabad, 8 nov (PL) Pelo menos 35 soldados morreram e mais de 20 ficaram feridos hoje durante um ataque suicida contra um forte militar na cidade do Dargai, área tribal do noroeste do Paquistão.
O porta-voz do Exército, general Shaukat Sultão, comunicou em Islamabad que o atentado ocorreu quando os efetivos se encontravam em treinamento fora da unidade militar, a 90 quilômetros do Peshawar, capital da Província da Fronteira do Noroeste.
Sultão explicou que "35 soldados morreram no ataque com explosivos e mais vinte foram feridos, alguns gravemente".
O militar de alta patente descreveu essa ação como “um ato terrorista e parece que foi cometido por um kamikaze (suicida). Nós continuamos nossa investigação”.
Este é um dos piores atentados contra o exército paquistanês desde que Islamabad se uniu aos Estados Unidos na "guerra contra o terrorismo" em 2001.
Até o momento ninguém reclamou a autoria do ataque, o primeiro desta classe na área, mas as autoridades culparam aos militantes islâmicos.
O sangrento acontecimento aconteceu em Dargai, na região do Malakand,  fronteira com o território tribal semi-autônomo do Bajaur, perto da fronteira com o Afeganistão.
Nesse lugar, o Exército matou em 30 de outubro a 80 pessoas no transcurso ao bombardear uma escola muçulmana (Madrasa) que supostamente era empregada como centro de treinamento para combatentes da resistência afegã.
Entretanto, os habitantes muçulmanos do Bajaur rechaçaram a versão oficial, e asseguraram em demonstrações que as pessoas na Madrasa eram estudantes de idades compreendidas entre os sete e 21 anos.
Isto foi denunciado por líderes da comunidade quando afirmaram que o exército encobriu um ataque da aviação dos Estados Unidos contra Madrasa onde morreram "estudantes e docentes".

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Delegados de 27 países iniciaram atividades solidárias a Cuba
Por Javier Rodriguez

Havana, 13 nov (PL) mais de 450 delegados de 27 países iniciaram aqui o XIV Encontro pela Cooperação e a Solidariedade das Prefeituras com Havana.
Os assistentes se reuniram no Palácio dos Capitães Gerais, na zona histórica desta capital, com o Historiador da Cidade, Eusebio Leal, que lhes deu as boas vindas.
Leal particularizou que o Encontro, no qual participam prefeitos, vereadores e dirigentes de grupos de solidariedade, é presidido pelo espírito de cooperação e foi iniciado justamente no lugar onde se conservam os símbolos da cultura cubana.
Em vocês estão representados todos os povos, todas as estirpes, toda a raça humana, e estamos felizes que tenham vindo celebrar conosco o 487º aniversário da fundação de Havana, afirmou.
Os visitantes efetuaram um percurso por lugares principais da chamada Havana Velha, acompanhados de historiadores e diretores de museus, para conhecer detalhes da história da cidade.
O programa de atividades inclui uma cerimônia de condecoração, no Memorial José Martí, a prefeitos e outros delegados destacados nas tarefas de cooperação com Havana.
Igualmente, sessões solenes nas assembléias municipais (governos locais) do Poder Popular na província, percorridos por entidades de interesse histórico, econômico e social, e assinatura de distintos acordos de cidades-irmãs.
A sessão plenária será no Palácio das Convenções onde, além das intervenções das delegações estrangeiras, Ricardo Alarcón, presidente do Parlamento cubano pronunciará o discurso de encerramento.
Em declarações a Prensa Latina, Jean Jacques Karman, vice-presidente da Assembléia do Conselho Geral do Saint Denis, cidade de um milhão 150 mil habitantes, situada perto de Paris, mostrou sua satisfação por participar das deliberações.
Vim a Cuba para aprender e também para conhecer a verdadeira realidade do país e transmiti-la a meus concidadãos, explicou.
Adicionou que em sua cidade existem vários grupos de solidariedade com a Ilha e anúncio que no próximo ano se efetuarão ali quatro debates públicos sobre a educação, o esporte e a cultura na nação antilhana, entre outros temas.
Por sua parte, Giorgio Oldrini, prefeito do Sesto São Giovanni, cidade italiana de 84 mil habitantes, não ocultou sua alegria de voltar para Cuba depois que, em anos anteriores, desempenhasse-se aqui o papel de correspondente do jornal L´Unitá.
Destacou a atividade dos coletivos de apoio à ilha caribenha, tanto em sua cidade como em outros municípios de Melam envolvidos em projetos de cooperação com similares habaneros, incluindo a ajuda a centros escolares e de saúde locais.
Voltar para Cuba é sempre uma experiência muita querida e temos a possibilidade de encontrar administradores de outras partes do mundo e coordenar atividades, ressaltou.
Finalmente, Valentín Albite, vice-presidente da Associação de Amizade Galego-Cubana "Francisco Villamil", um combatente na guerra independentista, destacou como com o passar do tempo se manteve a atividade solidária cubana.
O testemunho de apoio à Revolução cubana está aí, no povo, e não na visão imperialista, sentenciou.

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Venezuela e Brasil favorecem consolidação de agenda bilateral

Caracas, 13 nov (PL) Venezuela e Brasil, duas das principais economias na região latino-americana, avançam hoje para a consolidação de uma ampla agenda bilateral que contempla temas de cooperação econômica, política, financeira e cultural.

Como parte das ações a favor da complementação, os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, inauguram nesta segunda-feira a II ponte sobre o rio Orinoco, construído com a assistência de empresas do gigante sul-americano.
Depois da abertura oficial dessa obra, considerada entre as mais importantes peças de engenharia no continente e que levará por nome de Ponte Orinoquía, ambos os mandatários participarão da colocação do primeiro piloto de um terceiro sistema desse tipo.
Deste modo prevêem assistir a um ato de certificação das reservas em um dos poços onde trabalha as empresas estatais Petróleo Brasileiro S.A (Petrobrás) e Petróleos da Venezuela (Pdvsa) na reserva petrolífera de Orinoco.
Em uma jornada de intensa atividade, Chávez e Lula intercambiarão também aspectos de interesse comum em matéria de comércio, política e integração, entre outros.
Igualmente, esperam-se discussões sobre a agenda regional, com ênfase na próxima Cúpula Sul-americana -convocada para o 8 e 9 de dezembro na Cochabamba (Bolívia)- e a do Mercado Comum do Sul (Mercosul) em inícios do vindouro ano.
A II Ponte sobre o Orinoco, localizada perto de Porto Ordaz (estado Bolívar) tem uma longitude de três mil e 156 metros e sua construção necessitou de investimentos próximos aos mil 240 milhões de dólares.
No início de janeiro de 2000, as autoridades venezuelanas atribuíram a obra à empresa brasileira Construtora Norberto Odebrecht, a qual por sua vez utilizou os serviços de 470 subcontratistas.

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Campanha eleitoral equatoriana define panorama político


Quito, 13 nov (PL) A 13 dias do segundo turno eleitoral, o panorama político equatoriano aparece hoje definido, diante das posições assumidas pelos antigos partidos, as organizações sociais e grêmios trabalhistas.
Candidatos se queixam de campanha suja
A cúpula roldosista (PRE), do exilado ex-presidente Abdalá Bucaram, os social-cristãos (PSC) do ex-mandatário León Frebes Cordero, assim como dirigentes de Sociedade Patriótica declararam seu aberto apoio ao candidato e magnata bananeiro Alvaro Noboa.
Este respaldo selou o fim de semana último nos percursos realizado por Noboa, do partido Renovação Institucional (Prian), em Manabí e na província do Guayas, onde se reuniram com líderes destes agrupamentos.
Os recém eleitos deputados do PSC Clemente Vásquez, e roldosista Bruno Poggi foram os encarregados de receber ao pretendente do Prian no Manabí.
Estes personagens se somaram ao percurso realizado pelo aspirante presidencial, de tendência política de direita, pelas localidades de Porto López e Paján.
Em cada um destes povoados, Noboa entregou cadeiras de rodas, microcréditos e computadores, em sua tentativa de captar mais adeptos nessa província, onde ganhou no primeiro turno eleitoral.
No Guayaquil, localizada a 410 quilômetros ao sudoeste da Quito, o magnata bananeiro esteve acompanhado do deputado eleito do PRE Jimmy Jairada e do presidente do PSC, Pascal do Cioppo.
Anteriormente, nesta capital lhe uniu Leonardo Escobar da Sociedade Patriótica (SP), embora posteriormente os líderes desse agrupamento desmentiram qualquer aproximação com Noboa.
Para o candidato do Prian, este apoio não "tem perseguição nem problemas com a lei" e advogou por que abrir os braços a todos os equatorianos interessados em contribuir com seu voto.
Seu adversário de Aliança País Rafael Correa destacou ontem que este respaldo demonstra que seu competidor pertence à oligarquia velha e corrupta que levou à miséria o Equador.
"Noboa representa o mesmo do mesmo"; esse partidocracia que pretende seguir no governo e manter o controle da nação, sem se importar com os interesses da maioria (o povo), adicionou.
Até o momento, os agrupamentos políticas Pachakutik (indígena), o Movimento Popular Democrático e Esquerda Democrática anunciaram seu respaldo à candidatura do representante de Aliança País.
Outras organizações sociais, populares, camponesas e grêmios deram seu apoio a Correa e anunciaram a necessidade de se criar uma frente nacional diante das tentativas da oligarquia mafiosa, personificada por Noboa, chegar à Presidência do país.
Em um comunicado, a Coordenadora Nacional Camponesa chama à população a unir-se contra o magnata bananero, que privatizar&aacut