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PRINCIPAIS NOTÍCIAS - MARÇO 2007

(29/03) Fidel Castro alerta para perigo de converter alimentos em combustível

(29/03) Aumenta tensão no Congresso equatoriano

(29/03) Rússia insiste na retirada urgente de tropas do Iraque

(29/03) Cuba denuncia em Genebra plano anexionista estadunidense

(29/03) Povos indígenas defendem a terra e recusam o neoliberalismo

(29/03) ARTIGO DE FIDEL: Idéia sinistra, converter alimentos em combustíveis

(29/03) Voto crucial sobre o Iraque no Senado estadunidense

(29/03) Governo chileno toma medidas especiais diante de comemoração

(28/03) Linha Aérea brasileira GOL comprou a VARIG

(27/03) Chávez insiste no chamado ao partido unido de esquerda

(26/03) Cerimônia Maia abre Cúpula Indígena na Guatemala

(26/03) Títulos da PDVSA incentivam economia venezuelana

(26/03) Iniciam gestões para descongelar recursos norte-coreanos

(26/03) Primeiro município boliviano será declarado como livre do analfabetismo

(26/03) Chegou à Rússia presidente Hu Jintao

26/03) Consulta popular marca Constituinte boliviana

(26/03) Graduados angolanos em Cuba lembram datas históricas

(25/03) Irã afirma que sanções da ONU são parte do problema

(25/03) Sexta-feira Santa: dia D para o Irã, alerta presidente Chávez

(25/03) Indígenas do continente se encontram na Guatemala

(25/03) Fundo da ALBA atrai países da América Latina e Caribe

(25/03) Marcharão nos EUA pelo aniversário de manifestação pró-imigrante

(25/03) EUA e Coréia do Sul iniciam grandes manobras militares

(25/03) Irã qualifica resolução da ONU como ilegal e injustificável

(25/03) Rússia faz questão de saída negociada depois de resolução contra Irã

(24/03) Brasileiros manifestam solidariedade a Cuba

(23/03) Desfalque e gambiarra no Iraque com selo estadunidense

(22/03) Hillary Clinton ou Barack Obama, uma difícil escolha

(21/03) O BID: transformar-se para sobreviver

(20/03) Iraque: Pessimismo quatro anos após iniciada a guerra

(20/03) Processo injusto nos EUA contra Os Cinco, afirma jurista

(20/03) Congresso equatoriano transformado em fervedouro político

(20/03) Prosseguem negociações na Argentina para Banco do Sul

(20/03) Presidenta do Chile inicia programa oficial no México

(20/03) Venezuela procura preço justo para o gás natural

 

 

principais
SEMANA
maismes

 

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.Fidel Castro alerta para perigo de converter alimentos em combustível

Havana, 29 mar (PL) O presidente cubano, Fidel Castro, fustigou hoje "a idéia sinistra de converter os alimentos em combustível", que ficou definitivamente estabelecida como linha econômica da política exterior dos Estados Unidos.

Leia o artigo de Fidel: "Condenados a morte prematura por fome e sede mais de 3 bilhões de pessoas no mundo"

“Penso que reduzir e, além disso, reciclar todos os motores que consomem eletricidade e combustível é uma necessidade fundamental e urgente de toda a humanidade”, assinalou o líder da Revolução Cubana num artigo publicado em sua edição desta quinta-feira pelo jornal Granma.

A tragédia, porém, não consiste em reduzir esses gastos de energia, mas na idéia de converter os alimentos em combustível - adverte no texto, que titula "Condenados a morte prematura por fome e sede mais de 3 mil milhões de pessoas no mundo".

“Não se trata de uma cifra exagerada; ao contrário, é cautelosa”, assegura Fidel Castro, fazendo também referências à reunião do presidente George W. Bush com fabricantes estadunidenses de automóveis, no dia 26 de março.

Nesse sentido, cita um comunicado de imprensa segundo o qual os participantes no encontro discutiram medidas para apoiar a produção de veículos a combustível alternativo e as tentativas para desenvolver o etanol a partir da grama ou da serragem.

"Ainda que o Presidente [Bush] fale de produzir combustível a partir de grama ou serragem, qualquer um compreende que são frases absolutamente carentes de realismo", pontualiza o artigo. Alerta, dessa maneira, ao fato de que, caso se aplique estas receitas aos países do Terceiro Mundo, muitas pessoas, dentre as massas famintas do planeta, deixarão de consumir milho. "Ou algo pior: se derem financiamento aos países pobres para produzir etanol do milho ou de qualquer outro tipo de alimento, não restará uma só árvore para defender a humanidade da mudança climática", sublinha.

O Presidente cubano explica que com uma tonelada de milho pode-se produzir apenas 109 galões de etanol, ou seja, se requerem 320 milhões de toneladas do grão para produzir 35 bilhões de galões de etanol.

No caso de Cuba, diz que "as terras dedicadas à produção direta de álcool podem ser bem mais úteis para o povo na produção de alimentos e na proteção do médio ambiente". Destaca também que todos os países do mundo, ricos e pobres, poderiam poupar milhões de dólares em investimento e combustível apenas trocando as lâmpadas incandescentes por fluorescentes, algo que se levou a cabo em todos os lares da Ilha.

"Isso - sublinha - significaria fôlego para resistir à mudança climática sem matar de fome às massas pobres do mundo".

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.Aumenta tensão no Congresso equatoriano

Quito, 29 mar (PL) Deputados suplentes e do bloco de minoria insistem hoje em sessionar no Congresso equatoriano, apesar da decisão do líder desse órgão, Jorge Cevallos, de suspender as atividades até a próxima terça-feira.

Tal decisão foi adotada ontem, depois que o Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) destituiu o juiz da 15ª jurisdição de Guayas, Juan José Ramírez, por falhar a favor da restituição de 57 legisladores despedidos.

Os parlamentares suplentes e dos agrupamentos de esquerda e progressistas pretendem declarar-se em reunião permanente, e instaram o chefe do Congresso, Jorge Cevallos, a reinstalar o trabalho parlamentar.

Cevallos suspendeu a sessão de ontem, depois de aceitar a falha de Ramírez, que ordenou a restituição dos legisladores cessados. Com 28 votos dos suplentes e 31 dos grupos de minorias, do Movimento Popular Democrático, Pachakutik, Roldosista, Socialista e Esquerda Democrática, estes deputados esperam se autoconvocar e adotar várias medidas.

Estes congressistas reprovaram ontem o presidente do Legislativo e se instalaram em comissão para tratar o tema, alegando que Cevallos abandonou seu cargo ao retirar-se abruptamente, sem verificar se tinha quórum.

Jimmy Jairala, do Partido Roldosista (PRÉ), manifestou que o bloco de suplentes quer trabalhar e não o deixam, fato pelo que criticou os parlamentares destituídos.

“Os 57 cessados pelo TSE insistem em regressar a seus assentos, desestabilizando o trabalho do Congresso, que não pôde aprovar nenhuma resolução desde a semana passada”, asseverou.

Neste contexto, o chefe da bancada do Pachakutik, Ramsés Torres, assinalou que a resolução do TSE foi acertada, porque declara inexeqüível o pronunciamento do juiz de Guayas e afirma o afastamento dos 57 legisladores. Pormenorizou que trabalharão porque o devem ao povo "e não a duas ou três pessoas que crêem ser donas do país".

Torres afirmou que o presidente do Congresso deve retomar nesta quinta-feira a direção da sessão, cumprindo com sua responsabilidade diante do país. Caso contrário – advertiu - os legisladores tomarão decisões precisas contra Cevallos, como propor sua destituição.

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.Rússia insiste na retirada urgente de tropas do Iraque

Moscou, 29 mar (PL) O presidente russo, Vladimir Putin, insistiu hoje numa urgente retirada das tropas de ocupação do Iraque e na abertura de um diálogo de acordos com todas as forças políticas desse país.

Leia: Voto crucial sobre Iraque no Senado estadunidense

O desenrolar dos últimos acontecimentos no Iraque preocupa seriamente - sustenta Putin numa missiva dirigida aos participantes da cúpula da Liga Árabe que sessiona na Arábia Saudita.

O mandatário insta, entre outras iniciativas, a acelerar o processo de consenso nacional para evitar uma desintegração que arraste a nação árabe a uma guerra civil de grande envergadura - afirma uma nota do serviço de imprensa do Kremlin.

Nesse sentido, é essencial para Moscou que se precise com clareza os prazos de permanência das tropas de ocupação estrangeira na nação do Golfo Pérsico. Isso é primordial para conseguir, segundo a missiva presidencial, um amplo diálogo do qual participem todas as forças políticas iraquianas, grupos étnicos e religiosos.

Um recente relatório da chancelaria russa caracteriza a situação nesse país como “crítica e à beira de uma guerra fratricida de grande magnitude, com conseqüências imprevisíveis para essa região”.

A política dos Estados Unidos e das forças de coalizão conduziu Bagdá a um beco sem saída, com um saldo para o povo árabe de cerca de 600 mil vítimas fatais, ainda que segundo dados estadunidenses a cifra seja de apenas 57 mil - critica o relatório.

No entanto, a essência do problema não está na aritmética - sustenta o Ministério de Exteriores de Rússia - mas em reconhecer que as medidas da aliança encabeçada por Washington não levarão a resultados positivos. O documento afirma que a aventura militar da Casa Branca e de seus aliados no Iraque catalizou novos elementos de conflitos, cuja influência destrutiva pode se estender além da região do Golfo Pérsico.

Moscou promove, desde 2003, a iniciativa de incorporar outros estados vizinhos com grande influência e autoridade regional, como a Síria e o Irã, ao processo de paz no Iraque. Tal proposta segue na agenda da diplomacia russa sobre o Oriente Médio, como um enfoque real e alternativo à política unilateral que os Estados Unidos impõem com respeito a essa zona, segundo indicam os autores de trabalho veiculado no site da Chancelaria.

A Rússia propôs, no começo de março, a realização de uma conferência internacional para a solução do conflito iraquiano, sob a premissa de enfoques coletivos.

Sobre esse tema, o chanceler russo Serguei Lavrov sublinhou que “mesmo que a proposta tenha partido de Moscou, queremos deixar claro que se trata de desenhar enfoques coletivos, e não de apoiar a recente iniciativa proposta pelos Estados Unidos a favor de mais dinheiro e mais soldados”.

Integram a coalizão de ocupação, junto a Washington e Londres, tropas de cerca de 30 nações do mundo.

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.Cuba denuncia em Genebra plano anexionista estadunidense

Genebra, 29 mar (PL) Cuba denunciou hoje, ante a plenária do Conselho de Direitos Humanos, a acelerada aplicação pelos Estados Unidos do denominado Plano Bush para a anexação da ilha.

O delegado cubano Rodolfo Reis disse que isso representa o recrudescimento da política de hostilidade, agressões e bloqueio desenvolvida pela atual administração estadunidense. Ressaltou em sua intervenção que se trata de um agressivo programa, dirigido à destruição da ordem constitucional referendada pelo povo cubano e ao restabelecimento do regime de controle neocolonial imposto a Cuba em 1902.

“O propósito é acelerar o que chamam de “mudança de regime” em nosso país e, entre as tarefas estratégicas, aparecem o incremento do recrutamento, organização e financiamento dos mercenários em sua política anti-cubana”, acrescentou.

Igualmente, Reis assinalou como instrumentos para a aplicação desse projeto estadunidense a promoção de campanhas político-diplomáticas contra Cuba nos diferentes foros internacionais, inclusive o próprio Conselho de Direitos Humanos.

“Os Estados Unidos financiam e comprometem atores internacionais, como as supostas organizações não governamentais Liberal Internacional e Internacional Democrata de Centro, pagas para fazer este Conselho reconhecer mercenários da máfia terrorista de Miami”, reforçou.

Também adotam medidas para aumentar as ações de bloqueio e guerra econômica e o que chamam de “socavar os planos de sucessão do regime”, descrevendo requisitos a cumprir pelo governo fantoche que pretendem impor-nos - disse.

Reis explicou que, em julho de 2006, se fizeram mais evidentes as intenções agressivas do Plano, quando foram qualificadas como secretas muitas das medidas adotadas, alegando razões de segurança nacional e a necessidade de garantir sua efetiva aplicação.

Os Estados Unidos ficaram, assim, com as mãos livres para a execução das mais sujas disposições contra o povo cubano e a história é eloqüente testemunha deste tipo de ações encobertas, que foram desde uma agressão militar direta a tentativas de magnicídio - afirmou.

Somam-se, agora, agências federais para aperfeiçoar a aplicação do bloqueio e maximizar seu efeito extraterritorial, e dar apoio à guerra radioelétrica, através da aprovação de uma verba de 80 milhões de dólares adicionais para o biênio e de outros 20 milhões anuais a partir do ano de 2008.

Recordou que os EUA procuram devolver propriedades expropriadas e estatizadas a corporações multinacionais estadunidenses, representantes da antiga oligarquia criola, a maior parte com cidadania estadunidense.

“Engana-se quem pretende, desde Washington e Miami, fazer com que Cuba retroceda a um passado de despejos, desesperança e despojos; [engana-se quem] pensa que isso seria possível sem enfrentar uma luta de resistência de milhões de cubanos até a última gota de sangue”, agregou.

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.Povos indígenas defendem a terra e recusam o neoliberalismo

Guatemala, 29 mar (PL) A luta pela terra e pelo território, a rejeição ao neoliberalismo e aos Tratados de Livre Comércio (TLC) com os Estados Unidos são hoje os temas predominantes da Cúpula Indígena que sessiona em Iximché.

Vários oradores coincidiram na necessidade de fazer a reforma agrária e de aprofundar o conceito de território, que não é apenas uma demarcação geográfica, mas também todo o meio espiritual, cultural e econômico onde habitam as comunidades.

"Trata-se de retomar o enfoque da vida de nossos ancestrais de que o ser humano é parte da natureza e de que esta não pode ser ofendida ou saqueada, como estão fazendo as multinacionais", disse à Prensa Latina o líder indígena guatemalteco Daniel Pascual.

Os problemas da terra e do território nas Américas do norte, centro e sul foram objeto de amplas análises nos painéis da III Cúpula Indígena, iniciada na segunda-feira em Iximché, a 75 quilómetros da capital guatemalteca.

Representantes de diversos povos denunciaram, ademais, que a maioria dos Estados não reconhece plenamente as nacionalidades indígenas, seu sistema jurídico e suas próprias formas de organização social, política e cultural.

A necessidade de uma reforma dos Estados, muitas vezes excludentes e racistas, e o abandono das políticas neoliberais foi proposta pelo analista político Miguel Angel Sandoval, que também fez uma dura crítica ao TLC com Estados Unidos.

"Desde sua entrada em vigor, estes tratados geraram mais desemprego, mais imigração. É falso que atraiam o investimento para o desenvolvimento em nossos países", disse. Por sua vez, Pascual recordou que graças a uma série de mobilizações das organizações e comunidades indígenas, foi possível frear o TLC no Equador, enquanto na Costa Rica também há uma forte resistência a esses acordos.

"Mas onde foram aprovados se sente um impacto geral em toda a vida econômica, política e social, sobretudo porque é um ataque direto à soberania alimentar e à economia dos povos", expressou Pascual.

Os debates sobre este e outros temas continuam hoje na Cúpula, da qual participam mais de dois mil delegados de todos os países do continente. "Conseguimos vários dos objetivos; o nível de discussão política foi amplo e a convocação exitosa", disse Pascual, ao referir-se aos resultados do encontro.

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.Idéia sinistra, converter alimentos em combustíveis: ARTIGO DE FIDEL CASTRO

 

Havana, 29 mar (PL) Prensa Latina reproduz a seguir o artigo do presidente Fidel Castro Ruz, publicado na edição de hoje do jornal Granma, órgão oficial do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba (PCC).

 

CONDENADOS A MORTE PREMATURA POR FOME E SEDE MAIS DE 3 MIL MILHÕES DE PESSOAS NO MUNDO.

.Não se trata de uma cifra exagerada; é na verdade cautelosa. Meditei bastante sobre isso após a reunião do presidente Bush com os fabricantes estadunidenses de automóveis.

A idéia sinistra de converter os alimentos em combustível ficou definitivamente estabelecida como linha econômica da política exterior dos Estados Unidos na segunda-feira passada, 26 de março.

Um comunicado da AP, agência de informação estadunidense que chega a todos os cantos do mundo, diz textualmente:

"WASHINGTON, 26 de março (AP). O presidente George W. Bush elogiou na segunda-feira os benefícios dos automóveis que funcionam com etanol e biodiesel, durante uma reunião com fabricantes de veículos, na que procurou dar impulso a seus planos de combustíveis alternativos.

“Bush disse que um compromisso dos líderes da indústria automotriz nacional para duplicar sua produção de veículos movidos a combustível alternativo ajudaria os motoristas a abandonar os motores que funcionam com gasolina e reduziria a dependência do país do petróleo de importação.

“Este é um grande avanço tecnológico para o país - disse Bush, após inspecionar três veículos movidos a combustível alternativo. Se a nação quer reduzir o consumo de gasolina, o consumidor deve ter a possibilidade de tomar uma decisão racional.

“O Presidente instou o Congresso a avançar rápido na legislação que o governo propôs recentemente para ordenar o uso de 132 bilhões de litros (35 bilhões de galões) de combustíveis alternativos para 2017 e para impor padrões mais exigentes de poupança de combustível nos automóveis.

“Bush reuniu-se com o presidente de conselho e diretor geral da General Motors Corp., Rich Wagoner, com o diretor geral da Ford Motor Co., Alan Mulally e com o diretor geral do grupo Chrysler de Daimler Chrysler AG, Tom LaSorda.

"Os participantes do encontro discutiram medidas para apoiar a produção de veículos movidos a combustível alternativo, tentativas para desenvolver o etanol a partir de fontes como a grama ou a serragem e uma proposta para reduzir em 20% o consumo de gasolina em 10 anos.

"As discussões realizaram-se num momento em que os preços da gasolina subiram. O estudo mais recente da organização Lundberg Survey assinalou que o preço médio nacional da gasolina subiu 6 centavos por galão (3,78 litros) nas últimas duas semanas, a 2,61 dólares."

Penso que reduzir e, além disso, reciclar todos os motores que consomem eletricidade e combustível é uma necessidade elementar e urgente de toda a humanidade. A tragédia não consiste em reduzir esses gastos de energia, mas na idéia de converter os alimentos em combustível.

Hoje se conhece com toda precisão que uma tonelada de milho só pode produzir 413 litros de etanol em média, de acordo com as densidades, o que equivale a 109 galões. O preço médio do milho nos portos dos Estados Unidos eleva-se a 167 dólares a tonelada.

Requerem-se, portanto, 320 milhões de toneladas de milho para produzir 35 bilhões de galões de etanol. Segundo dados da FAO, a colheita de milho dos Estados Unidos no ano 2005 elevou-se a 280,2 milhões de toneladas.

Ainda que o Presidente fale de produzir combustível a partir de grama ou serragem, qualquer um compreende que são frases absolutamente carentes de realismo.

Entenda-se bem: 35 bilhões de galões significam 35 seguido de nove zeros! Virão depois belos exemplos da produtividade por homem e por hectare atingida pelos experientes e bem organizados agricultores dos Estados Unidos: o milho convertido em etanol; os resíduos desse milho convertidos em alimento animal com 26% de proteína; o excremento do gado utilizado como matéria-prima para a produção de gás.

Isso, claro, depois de enormes investimentos ao alcance apenas das empresas mais poderosas, nas quais tudo tem que mover-se sobre a base do consumo de eletricidade e combustível.

Apliquem esta receita aos países do Terceiro Mundo e verão quantas pessoas deixarão de consumir milho entre as massas famintas de nosso planeta. Ou algo pior: dêem aos países pobres financiamento para produzir etanol do milho ou de qualquer outro tipo de alimento e não restará sequer uma árvore para defender a humanidade da mudança climática.

Outros países do mundo rico têm programado usar não apenas o milho, mas também o trigo, sementes de girassol e de colza e outros alimentos, dedicando-os à produção de combustível.

Para os europeus, por exemplo, seria um bom negócio importar toda a soja do mundo a fim de reduzir o gasto em combustível de seus automóveis e alimentar seus animais com os resíduos dessa leguminosa, especialmente rica em todos os tipos de aminoácidos essenciais.

Em Cuba, os álcoois eram sub-produto da indústria açucareira, após três extrações de açúcar a partir do suco de cana.

A mudança de clima já está afetando nossa produção açucareira. Grandes secas vêm-se alternando com chuvas recorde, que mal permitem produzir açúcar durante cem dias com rendimentos adequados nos meses de nosso muito moderado inverno, de modo que falta açúcar por tonelada de cana ou falta cana por hectare devido às prolongadas secas nos meses de semeia e cultivo.

Na Venezuela, tenho entendido que usariam o álcool não para exportar, mas para melhorar a qualidade ambiental de seu próprio combustível.

Por isso, independente da excelente tecnologia brasileira para produzir álcool, em Cuba o emprego de tal tecnologia para a produção direta de álcool a partir do suco de cana não constitui mais que um sonho ou um desvario dos que se iludem com essa idéia.

Em nosso país, as terras dedicadas à produção direta de álcool podem ser bem mais úteis na produção de alimentos para o povo e na proteção do meio ambiente. Todos os países do mundo, ricos e pobres, sem exceção alguma, poderiam poupar trilhões de dólares em investimento e combustível simplesmente trocando todas as lâmpadas incandescentes por lâmpadas fluorescentes, algo que Cuba realizou em todos os lares do país.

Isso significaria fôlego para resistir à mudança climática sem matar as massas pobres do mundo de fome.

Como pode-se observar, não uso adjetivos para qualificar o sistema e os donos do mundo. Essa tarefa é feita excelentemente pelos especialistas em informação e por aqueles homens de ciências sócio-econômicas e políticas que sejam honestos, que abundam no mundo e que cutucam constantemente o presente e o porvir de nossa espécie. Basta um computador e o crescente número de redes de Internet.

Hoje conhecemos, pela primeira vez, uma economia realmente globalizada e uma potência dominante no terreno econômico, político e militar, que não se parece em nada à Roma dos imperadores.

Alguns se perguntarão por que falo de fome e sede. Respondo: não se trata da outra face de uma moeda, senão de várias faces de outra peça, como pode ser um dado com seis caras, ou um poliedro com muito mais faces.

Vou, neste caso a uma agência oficial de notícias, fundada em 1945 e geralmente bem informada sobre os problemas econômicos e sociais do mundo: a TELAM. Textualmente, disse:

"Dentro de 18 anos, cerca de 2 bilhões de pessoas habitarão em países e regiões onde a água será uma lembrança longínqua. Dois terços da população mundial poderiam viver em lugares onde essa escassez produza tensões sociais e econômicas de tal magnitude que poderiam levar os povos a guerras pelo precioso 'ouro azul'.

"Durante os últimos 100 anos, o uso da água aumentou a um ritmo mais de duas vezes superior à taxa de crescimento da população.

"Segundo as estatísticas do Conselho Mundial da Água (WWC, por sua sigla em inglês), estima-se que em 2015 o número de habitantes afetados por esta grave situação se eleve a 3,5 bilhões de pessoas.

"A Organização das Nações Unidas (ONU) celebrou o 23 de março como Dia Mundial da Água, chamando a enfrentar desde esse mesmo dia a escassez mundial da água, sob a coordenação da ONU para a Agricultura e a Alimentação (FAO), com o objetivo de destacar a crescente importância da falta de água no nível mundial e a necessidade de uma maior integração e cooperação que permitam garantir a gestão sustentada e eficiente dos recursos hídricos.

"Muitas regiões do planeta sofrem uma escassez severa de água, vivendo com menos de 500 metros cúbicos por pessoa por ano. Cada vez são mais as regiões que padecem a falta crônica do vital elemento.

"Algumas das principais conseqüências da escassez de água são a insuficiente quantidade desse precioso líquido para a produção de alimentos, a impossibilidade de desenvolvimento industrial, urbano e turístico e os problemas de saúde."

Até aqui veio o comunicado da TELAM. Deixo de mencionar, neste caso, outros importantes fatos, como as calotas polares que se derretem na Groenlândia e na Antártida, os danos na Camada de Ozônio e a crescente quantidade de mercúrio em muitas espécies de peixes de consumo habitual.

Há outros temas que poderíamos abordar, mas pretendo com estas linhas simplesmente fazer um comentário sobre a reunião do presidente Bush com os principais executivos de companhias automotrizes estadunidenses.

28 de Março de 2007
Fidel Castro

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.Voto crucial sobre o Iraque no Senado estadunidense

Washington, 29 mar (PL)
O Senado estadunidense enfrenta hoje um voto crucial sobre os fundos para financiar a guerra, condicionados a um calendário para a retirada das tropas da nação árabe.

Após um forte debate, os parlamentares devem decidir sobre um documento que se sabe seria vetado pelo presidente George W. Bush, quem acredita que ganhará a guerra contra a resistência iraquiana.

A proposta dos senadores outorgará fundos suplementares, mas, ao mesmo tempo, incluirá um calendário de retirada com o dia 31 de março de 2008 como data-limite.

A idéia despertou a cólera de Bush, que em várias oportunidades anunciou que a vetará.

Ontem, num discurso ante a Associação Nacional de Pecuaristas Estadunidenses, o governante recriminou a posição dos democratas e exortou-os a "proporcionar fundos cruciais para nossas tropas".

O líder da maioria no Senado, Harry Reid, por sua vez, pôs em dúvida que a nova estratégia de Bush no Iraque funcione e qualificou como “fantasia” a idéia de que seja necessário mais tempo para a retirada.

"O que vemos hoje no Iraque é mais do mesmo, a mesma violência, o mesmo caos, a mesma perda de vidas que vimos nos últimos quatro anos", sublinhou.

Enquanto isso, o líder da minoria, o republicano Mitch McConnell, esclareceu que seu partido deixará que a iniciativa seja aprovada, permitindo, assim, que o presidente a vete.

Alguns analistas consideram que essa postura não prejudicará o agrupamento tendo em vista as eleições do próximo ano, pois qualquer resultado negativo recairá sobre Bush, cuja imagem se deteriora a cada dia.

O texto, que deve ser votado hoje, estabelece um condicionamento vinculante para a repatriação das tropas, algo que, segundo Bush, acarretará conseqüências desastrosas.

Uma iniciativa parecida foi aprovada na última sexta-feira pela Câmara de Representantes, que condiciona a outorga dos 124 bilhões requeridos a um calendário de regresso das tropas com data-limite no dia 31 de agosto de 2008.

Enquanto isso, a briga entre partidários e detratores da retirada do Iraque aumentou nos últimos dias. Um dos aspirantes à indicação democrata, o senador por Illinois Barack Obama, qualificou a situação na nação árabe como caótica. Do lado republicano, o aspirante à indicação John McCain, considerou que, caso se aprove uma retirada, "a área se deteriorará no caos e os inimigos nos seguirão até em casa".

Frente à aguerrida postura da Casa Branca, a presidenta da Câmara de Representantes, Nancy Pelosi, chamou Bush a acalmar-se e a negociar com o Congresso para resolver a divergência sobre os fundos.

Pelosi sustentou que o conflito deve terminar. "O povo estadunidense”, destacou, “perdeu a confiança na condução da guerra pelo presidente".

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.Governo chileno toma medidas especiais diante de comemoração

Santiago do Chile, 29 mar (PL) O governo chileno tomou medidas especiais de segurança prevendo a recordação, hoje, do Dia do Jovem Combatente, dia do assassinato, há 20 anos, de dois irmãos sob a ditadura de Augusto Pinochet.

As forças da ordem, que ontem enfrentaram em dois palcos diferentes da capital manifestantes que protestavam pelo deficiente serviço de transporte "Transantiago", foram mobilizadas hoje em lugares-chave de Santiago.

Segundo fontes autorizadas, trata-se de aproximadamente 4 mil efetivos policiais, concentrados especialmente na Villa França (Comuna Estação Central), onde morreram os irmãos Vergara.

Também foram adotadas outras medidas, como a suspensão das aulas em cinco universidades: Arcis, Tecnológica Metropolitana, Academia de Humanismo Cristão, Campus Juan Gómez Milhas da Universidade do Chile e Universidade de Santiago.

Dessa maneira, as autoridades conseguiram inclusive a postergação da partida de futebol entre o Colo Colo e o Caracas, da Venezuela, pela Copa Libertadores da América, para evitar aglomerações e poder dispor de mais efetivos policiais.

A municipalidade de Estação Central somou-se às iniciativas para evitar ou diminuir eventuais distúrbios, retirando sinalização, semáforos e bancos de praças para impedir sua possível destruição.

Dirigentes de organizações sociais, que protestaram de forma pacífica contra o novo serviço de transporte e aderem à homenagem aos irmãos Vergara, denunciaram que as autoridades tentam dar a estas manifestações um caráter "subversivo".

Indicaram, de todas as maneiras, que a repressão policial à marcha de ontem à noite foi exagerada. As tensões aumentaram na terça-feira, quando estouraram quatro artefatos explosivos, de autoria desconhecida, em diferentes pontos de Santiago, que a polícia relaciona com a comemoração do Dia do Jovem Combatente.

Ontem, uma ameaça de bomba no edifício das Forças Armadas - a 100 metros do Palácio da Moeda - paralisou a Alameda, a principal artéria de Santiago.

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Linha Aérea brasileira GOL comprou a VARIG

Rio de Janeiro, 28 mar (PL) A GOL Linhas Aéreas informou hoje a compra da VARIG pelo valor de 275 milhões de dólares, fechando o maior negócio da aviação civil brasileira.

O presidente da GOL, Constantino de Oliveira Junior, reuniu-se com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, para explicar a operação. Participaram da reunião os ministros Dilma Rousseff (Casa Civil), Luiz Marinho (Trabalho) e Walfrido doss Mares Guia (Relações Institucionais).

Também esteve presente o brigadier José Carlos Pereira, presidente da estatal INFRAERO, empresa que administra os aeroportos do país.

A GOL esclareceu que a operação está sujeita à aprovação das autoridades de regulação: o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

Divulgou que a chilena LAN também estava na disputa e já tinha contribuído com 17,1 milhões de dólares à nova VARIG, mas que, como compradora estrangeira, só pode atingir 20% de participação, de acordo com as leis brasileiras.

Segundo a GOL, o pagamento será feito com 98 milhões de dólares de sua caixa e o resto será coberto com ações preferenciais emitidas e títulos de empresas.

Para realizar a compra, a GOL utilizou sua subsidiária GTI S.A., o que evita riscos de contaminação com os milionários passivos da antiga VARIG, que tem dívidas tributárias, de previdência social e trabalhistas.

Ao comprar a VARIG, a GOL fortalece-se em sua concorrência dentro do mercado aéreo brasileiro, onde a primeira é a TAM.

O controle do mercado brasileiro de vôos internacionais está nas mãos da TAM (61,01%), da GOL (18,94%), VARIG (11,82%) e BRA (1,89%). Enquanto isso, o mercado doméstico é controlado pela TAM (43,33%), GOL (40,26%), Nova VARIG (4,57%), BRA (2,89%) e OceanAir (2,04%).

Oliveira destacou que a GOL manterá a marca VARIG no mercado, considerada uma tradicional bandeira da presença do Brasil no mercado global. Acrescentou que a operação permitirá aumentar a oferta de trabalho na aviação nacional e que a frota da atual companhia se duplicará.

O presidente da VARIG, Guilherme Laager, considerou a operação como "a melhor para o futuro da companhia". Como parte do arranjo, as empresas atuarão de forma independente.

Hoje, a GOL opera 67 aviões Boeing e a VARIG tem 17, número que aumentará para 34.

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PL-245

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..Chávez insiste no chamado ao partido unido de esquerda

Caracas, 27 mar (PL) O presidente de Venezuela, Hugo Chávez, insistiu hoje na necessidade de integrar um partido unido da esquerda nacional para levar adiante o projeto de desenvolvimento socialista no país sul-americano.

O Chefe de Estado criticou a resistência de várias organizações a integrar-se ao projetado Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) e adiantou que chamará as bases desses partidos a unir-se à nova organização.

Em seu programa radio-televisivo Aló Presidente, Chávez desqualificou as sugestões do partido Pátria para Todos (PPT), que convocou uma assembléia para decidir se incorporar-se-á ou não, bem como posições similares dos partidos Podemos e Comunista.

No caso de que decidam não se incorporar – apontou - trabalharei duro com as bases e convidarei todo o povo a formar apenas um partido revolucionário; precisou que a nova organização deve ser um instrumento para a batalha teórica e prática.

É uma necessidade, é o caminho necessário, a unificação numa grande estrutura única, com muita força moral entregue plenamente à batalha ideológica, política, prática e a desenvolver a política da revolução - expressou Chávez.

Expressou que o PSUV deve desenvolver as políticas do governo revolucionário e velar para que se cumpram, impulsionando-as, como uma organização dinâmica e flexível, mas disciplinada "como se fosse um grande exército".

Dessa maneira, considerou cada dia mais imprescindível avançar numa via estratégica, com métodos e táticas determinados que podem variar ao longo do caminho.

Igualmente, convocou a ir ao pensamento de Carlos Marx e dos grandes pensadores socialistas sem copiar, pois – ressaltou - não há revolução sem teoria.

A proposta do PSUV foi apresentada por Chávez com o propósito de dar organicidade a mais de 20 partidos e organizações que apóiam o processo de mudanças que encabeça desde 1999 e avançar no caminho do desenvolvimento socialista.

Nas eleições passadas, que lhe garantiram um novo mandato presidencial 2007-2013, o presidente venezuelano apresentou a proposta socialista, que recebeu o respaldo de 63,1% dos votantes.

Segundo sua opinião, será impossível eliminar problemas herdados como o desemprego e a pobreza no contexto dos mecanismos capitalistas.

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PL-234

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Cerimônia Maia abre Cúpula Indígena na Guatemala


Carmen Esquivel, enviada especial

Iximché, Guatemala, 26 mar (PL) Com a oferenda do fogo sagrado e as invocações de líderes espirituais em uma solene cerimônia Maia, começa hoje na Guatemala a Terceira Cúpula Continental de Povos e Nacionalidades Indígenas da Abya Yala.
No centro de cerimônias de Iximché os guias religiosos uniram resinas aromáticas, velas, cacau, madeiras, flores e plantas, segundo as cores que representam os quatro momentos da passagem da terra ao redor do sol.
De acordo com a cosmogonia maia, o fogo sagrado transforma todos estes elementos da natureza em uma só chama que tem a virtude de oferecer igualdade, harmonia e força a todos os presentes.
Enquanto as oferendas eram consumidas, pediu-se equilíbrio, clareza e sabedoria para quem participará nas exposições e discussões durante os cinco dias que durará o encontro continental indígena.
O objetivo da reunião é analisar e procurar uma posição comum sobre os principais problemas que os diferentes povos de toda a região enfrentam.
Dentro destes estão os efeitos negativos originados, nos últimos anos, pela aplicação de políticas de ajuste econômico neoliberal, que prejudicam as populações, aos territórios e aos recursos naturais.
Os temas como direito indígena e acesso à justiça, autonomia e livre determinação, identidade e cosmogonia, estratégias e alianças para a tirada do poder e organização e participação política das mulheres também serão analisados.
Mais de 300 delegações de todo o continente, assim como convidados de outras regiões do planeta assistem à Cúpula dos Povos e Nacionalidades indígenas de Abya Yala.
O termo Abya Yala é o nome proposto para identificar a América Latina e os territórios coletivos das comunidades nativas.
A sede do evento, a cidade sagrada de Iximché, foi fundada ao redor de 1470 pelos senhores Kakchiqueles Juntoh e Bucubax e seu nome vem das vozes ixim, que significa milho e che, árvore.
Os espanhóis ocuparam o lugar em 1524 e fundaram ali a primeira capital da Guatemala, mas apenas dois anos depois tiveram que abandoná-la pela tenaz resistência de seus habitantes nativos.
Desde então é considerada como um símbolo da dignidade e identidade dos povos indígenas e seu centro cerimonial é um lugar sagrado onde são realizadas cerimônias de grande importância.
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.Títulos da PDVSA incentivam economia venezuelana

Francisco G. Navarro

Caracas, 26 mar (PL) A economia venezuelana receberá impulso de cinco bilhões de dólares através de títulos que serão emitidos hoje pela estatal Petróleos da Venezuela S.A.(PDVSA).
O anúncio do presidente da corporação, Rafael Ramírez, informou que a operação financeira favorece a participação popular no setor petroleiro, principal apoio da economia venezuelana.
A soma captada pelos títulos da PDVSA será investida no Plano Semeia Petroleira (seis grandes projetos divididos em duas etapas), assegurou à imprensa Ramírez, quem encabeça também o Ministério de Energia e Petróleo.
Disse que o Plano Semeia Petroleira precisa de recursos no valor de 60 bilhões de dólares até o ano 2010, com o objetivo de elevar a produção venezuelana de óleos acima dos cinco milhões de barris diários.
A emissão de títulos ao prazo de 10, 20 e 30 anos fomenta a economia interna, e a população tem a oportunidade de estar presente no desenvolvimento de uma indústria chave para o país, respaldada ainda pela riqueza petrolífera venezuelana, explicou.
Do mesmo modo, com esse passo, aqueles que comprem esses títulos obterão uma participação direta nos lucros e benefícios do setor dos hidrocarbonetos nacionais, acrescentou o Ministro.
Ramírez apontou que os títulos serão adquiridos em bolívares (cujo câmbio oficial é de 2.150 por dólar) através de um sistema que aspira a maior presença possível de caixas de poupança, recursos de aposentadoria e investimentos.
Entretanto, o pagamento dos rendimentos está previsto em dólares.
O presidente da PDVSA descartou que a operação represente a venda de ações.
Ratificou o caráter estatal da empresa, pois o que se faz com esta operação é -disse- "abrir uma oportunidade para os investidores e preservar o dinheiro que colocam sob nossa responsabilidade".
Ao invés de aplicar os tradicionais esquemas de busca de financiamento no exterior, com o conseguinte nível de endividamento, a petroleira recorre ao próprio potencial da economia interna, ressaltou.
Em relação a versões sobre problemas de fluxo de caixa da corporação, Ramírez recordou que, no país, a entidade alcançou ganhos de 55 bilhões de dólares e utilidades próximas aos 21 bilhões e 500 milhões.
A tempo, os lucros líquidos apontaram uma cifra superior aos 5 bilhões, 536 milhões de dólares.
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Iniciam gestões para descongelar recursos norte-coreanos
Beijing, 26 mar (PL) O subsecretário anexo do Tesouro dos Estados Unidos, Daniel Glaser, começou hoje uma série de consultas nesta capital relacionadas com os recursos norte-coreanos congelados em um banco de Macau.
O alto funcionário, que chegou ontem à capital chinesa, declarou que deve dar assistência técnica às autoridades de Macau e China para tratar de resolver o problema.
Há 10 dias, na véspera da celebração da sexta rodada de negociações nucleares, Glaser deu por resolvida a discussão; o assunto, porém, segue bloqueado e será necessário declarar, inclusive, um recesso nas conversações.
A fórmula do Departamento do Tesouro incluiu proibir todo vínculo dos bancos americanos com o Banco Delta de Macau, acusando-o de realizar lavagem de dinheiro.
Supostamente, esse banco poderia transferir os recursos da República Popular Democrática da Coréia (RPDC) ao Banco da China, em Beijing, mas se negou a isto por temor de ser imputado pelo próprio governo norte-americano.
Conforme divulgado, o Banco da China solicita garantias escritas do Departamento do Tesouro de que esta transação para receber os 25 milhões de dólares pertencentes à RPDC não será questionada.
Pyongyang se negou a prosseguir as negociações enquanto o dinheiro não se encontre em suas mãos, ou em uma conta bancária segura.
Um acordo assinado em 13 de fevereiro pelos EUA, China, Rússia, Japão, Coréia do Sul e a RPDC estipula que, em um prazo de 60 dias, as autoridades norte-coreanas fecharão seu reator nuclear em Yongbyon.
Também devem chamar os inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) de volta ao país, para que verifiquem a realização deste passo.
A rodada suspensa na última quinta-feira estava destinada a acordar os passos específicos que dariam cada uma das partes de agora em diante.
Outros participantes do acordo se comprometeram a enviar à RPDC 50 mil toneladas de petróleo pesado como ajuda de emergência e, posteriormente, mais 950 mil toneladas, com a execução de outros pontos do documento.
O prazo dos 60 dias vence em meados de abril.
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.Primeiro município boliviano será declarado como livre do analfabetismo

Armando Pérez Fernández, enviado especial

Tolata, Bolívia, 26 mar (PL) Hoje, Tolata, município de Cochabamba, amanheceu com o incentivo de ser declarado o primeiro da Bolívia livre de analfabetismo, depois de concluir com êxito a escolarização de 700 pessoas.
O presidente Evo Morales içará hoje à noite uma bandeira branca nesta população, que conseguiu em menos de um ano retirar seus habitantes iletrados da ignorância por meio do método cubano "Eu, sim, posso".
A população se concentra nos preparativos para celebrar este acontecimento, que contará ainda com a presença de personalidades nacionais e estrangeiras, assim como representantes do corpo diplomático reconhecido no país.
De acordo com o prefeito local, Alex Machado, além do içamento da bandeira, será feita a entrega oficial de uma placa e um certificado que reconhece o município como livre de analfabetismo.
Machado manifestou que agora começa a etapa de pós-alfabetização, para a qual será criado neste mesmo mês o primeiro Centro de Educação Média de Adultos (CEMA).
“Este mecanismo contribuirá para que os alfabetizados com interesse em conseguir seu diploma de 2º grau tenham a opção de estudar à noite”, explicou.
“Acrescentou que os graduados dos cursos de alfabetização já estão capacitados e preparados para empreender uma educação formal. A idéia é que eles saiam graduados no 2º grau e, caso a idade lhes permita, empreendam alguma carreira técnica ou profissional”, disse.
Segundo o prefeito, o propósito não é simplesmente aprender a ler e escrever, mas sim assumir intenções, e neste sentido existe uma boa acolhida aos novos objetivos do governo municipal - apontou.
Tolata é formada por 13 comunidades e 15 Organizações Territoriais de Base (OTB); são entregues bandeiras brancas nesses lugares, os primeiros a cumprir o programa de alfabetização.
Machado agradeceu ao governo central em nome da população beneficiada com o projeto de alfabetização "Eu, sim, posso" e aos 36 professores e sete voluntários que tornaram real a conquista em seu município.
O programa nacional de alfabetização boliviano, assessorado por especialistas cubanos e venezuelanos, tem o propósito de ensinar a ler e escrever a 1 milhão e 200 mil iletrados, e declarar este país livre do analfabetismo em 2008.
Com este objetivo, o governo realizou o relançamento do plano há duas semanas e inaugurou uma nova etapa que inclui a participação das organizações sociais e instituições de todo o país.
Depois de um ano de iniciado o projeto, em toda a Bolívia 90 mil pessoas foram alfabetizadas, enquanto foi conseguida a incorporação de cerca de 700 mil analfabetos ao programa.
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Chegou à Rússia presidente Hu Jintao
Moscou, 26 mar (PL) O presidente chinês, Hu Jintao, chegou hoje à Rússia em visita oficial por convite do presidente Vladimir Putin.
Durante sua estadia no país mais extenso do planeta, a segunda desde maio de 2003, Hu realizará conversas com o chefe do Kremlin, o primeiro-ministro, Mijail Fradkov, e outros altos cargos do governo.
O estadista Asiático e seu anfitrião participarão nesta noite da gala de abertura do Ano da China na Rússia, que terminará com o espetáculo "Sinfonia da Primavera", no Palácio do Kremlin.
Nas próximas 48 horas, ambos os líderes passarão revista à marcha da colaboração econômico-comercial e em outras esferas.
A participação dos dois países na Organização da Cooperação de Xangai e outros aspectos da problemática regional e internacional terão um peso importante nos debates.
Fontes diplomáticas disseram que esperam que ambas as partes expressem seu apoio ao estabelecimento de uma ordem multipolar no mundo.
No fim das conversas será emitida uma declaração conjunta com a posição dos dois Estados sobre problemas da atualidade como a reforma da ONU, Iraque, Irã e o Meio Oriente.
O líder do gigante Asiático comparecerá, do mesmo modo, à inauguração da Feira Comercial desse país no recinto expositivo moscovita Krokus-Expo, considerada por sua magnitude como a maior nos últimos 30 anos de vínculos bilaterais.
Como expediente da visita, será assinado um pacote de acordos entre empresas russas e chinesas ascendente a uns quatro bilhões 300 milhões de dólares.
Estes abrangem a esfera automotriz, inspeção de qualidade, controle alfandegário, assistência financeira e telecomunicações.
O saldo do intercâmbio comercial em 2006 superou os 33 bilhões de dólares, o que representa um crescimento próximo a 15%.
Moscou enviou a Beijing, no ano passado, 15 milhões de toneladas de petróleo, equivalentes a 11% do volume global de hidrocarboneto importado pelo gigante Asiático.
As partes planejam diversificar a cooperação nesta esfera mediante a exploração conjunta de jazidas de hidrocarbonetos, a construção de viadutos e de centrais eletronucleares.
Durante sua estadia na Rússia Hu Jintao visitará, além disso, a milenar cidade de Kazán, capital da república autônoma de Tatarstan.
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Consulta popular marca Constituinte boliviana
Mario Hubert Garrido

La Paz, 26 mar (PL)
As audiências públicas da Assembléia Constituinte da Bolívia concentram hoje os debates sobre uma nova lei de terras e reforma agrária, no meio de um processo marcado pela originalidade desse fórum, segundo seus organizadores.
Roberto Aguilar, vice-presidente da Assembléia, explicou a Prensa Latina que esse tipo de consultas e suas propostas permitirão enriquecer o futuro texto constitucional, que se deve apresentar ao país antes do próximo 6 de agosto.
Devido a sua importância no tema terras, explicou, apesar de um decreto presidencial anunciado ano passado, os delegados concordaram em valorizar os argumentos da norma em contato com a população e no seio da respectiva comissão.
Em mais de 35 audiências públicas sobre esse assunto, disse, sobresai a necessidade de constitucionalizar o conceito de função social e econômica da propiedade da terra.
Por sua vez, o presidente da Comissão de Recursos Naturais Renováveis, Terra Território e Meio Ambiente, Carlos Romero, destacou que os principais assuntos de deliberação giram em torno da estructura da propriedade dos terrenos.
A iniciativa de uma verdadeira reforma agrária na Bolívia parte do consenso de que o minifúndio e o surcofúndio são unidades improdutivas predominantes na região andina.
Em contraposição, agregou, há grandes concentrações de latifúndios no oriente boliviano.
Segundo Romero, de 16,4 milhões de hectares de terras de vocação agrícola na Bolívia na última década, apenas se conta com um cultivo de dois milhões.
Além das terras ociosas, o assembleísta estimou que se tem um sistema de pecuária extensivo que aprofunda os níveis de desigualdade na distribuição dos terrenos.
Segundo vários constituintes e parlamentários do governante Movimento ao Socialismo (MAS), a discussão do tema terra junto ao povo é apenas uma pequena amostra de como a redação da nova Carta Magna da Bolívia aposta nos critérios de cidadania.
De acordo com o deputado César Navarro, apesar de que o texto global da Constituição será submetido a referendo as 21 comissões de trabalho valorizam em franca democracia as novas aspirações dos bolivianos.
Nesse sentido, constatou que a redação da Constituição saiu às ruas e lembrou os funcionários do mandato popular: converter em lei as históricas reivindicações dos bolivianos, sobretudo a recuperação de seus recursos naturais.
Até meados de abril, detalhou Navarro, se espera que os delegados permaneçam nas diferentes regiões para aprofundar a chamada "Visão de país", que traça as linhas políticas, econômicas e sociais do futuro Estado.
Se trata de uma sana confrontação de posições, na qual o MAS advoga pela criação de um sistema social unitário e plurinacional, manifestou.
Também Aguilar destacou que a última das audiências, celebrada no sulino estado de Potosí, demonstrou maior organização e participação da população e organizações sociais.
Os temas que concitaram especial interesse, determinou, foram economia, autonomias, poder judicial, terra e território, cidadania, nacionalidade e nacionalidades.
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PL-122

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Graduados angolanos em Cuba lembram datras históricas

Luanda, 26 mar (PL)
A Associação de Cadetes e Pré-cadetes da Angola graduados em Cuba recordou esse fim de semana três datas históricas que confraternizaram para sempre a ilha caribenha ao país africano.
Os agora oficiais lembraram junto ao pessoal da missão diplomática cubana neste país os aniversários 19 de Cuito Cuanavale, 23 de Sumbe e 31 da retirada do último soldado sulafricano de solo angolano.
Cuito Cuanavale era um ponto perdido no amplo território desta vasta nação, porém, a partir de 23 de marzo de 1988, se converteu em zona de obrigatória menção na história local, regional e mundial.
Considerada uma das batalhas de maior significado na África Austral pelo número de armas, homens e equipamentos participantes, a victória conseguida pelos angolanos, apoiados por internacionalistas cubanos, determinou uma mudança no destino da sub-región.
A derrota dos sulafricanos gerou uma mudança na correlação de forças tal que, a partir dela, Angola eliminou o perigo de outra invasão de Pretória e Namíbia e consolidou o processo que a conduziu à sua independência em 1990.
Dia 25 de março de 1984, com uns 1.500 homens, a organização contra-revolucionária União para a Independência Total de Angola (UNITA), incluso um de seus batalhões de elite, atacaram Sumbe.
Nesse local, capital da província de Kuanza Sul, se encontravam 230 cooperantes civis cubanos, 43 destes mulheres.
Entre as forças locais e o contingente civil cubano, somavam 460 elementos para enfrentar um inimigo melhor armado.
Apesar dessa superioridade, o ataque foi combatido durante 10 horas pelos construtores, professores, médicos e demais trabalhadores, junto a integrantes do Movimento para a Liberação da Angola (MPLA) e vizinhos do lugar.
Essa resistência deu tempo ao comando militar para mobilizar o apoio necessário para executar missões de exploração, evacuação de feridos, transporte de tropas e de abastecimentos.
O presidente Fidel Castro enviou uma mensagem aos cooperantes cubanos daquele acto durante o qual "cumpriram o sagrado dever de resistir e não render jamais nossas armas perante o inimigo, por mais poderoso que esse possa ser".
"Triunfaram em Sumbe as profundas convicções internacionalistas que são hoje patrimônio e orgulho de nosso povo... A Pátria se sente orgulhosa de vocês e inclina suas bandeiras de combate perante os sete heróis caídos", agregou o dirigente máximo cubano.
Angola havia proclamado sua independência no dia 11 de novembro de 1975 pós negociações com a metrópolis portuguesa, ainda que um largo trecho ficaria por percorrer, especialmente naqueles primeiros meses de rompido o jugo colonial.
Meses antes dessa data, tropas sulafricanas haviam ocupado grandes porções do território angolano e avançavam à capital para impedir a consolidação do governo do MPLA, dirigido por Antonio Agostinho Neto, o médico e poeta pai da pátria.
Desde novembro de 1975 internacionalistas cubanos, em apoio aos angolanos, combateram os ataques dos invasores sulafricanos, aos que se somavam mercenários da UNITA e da Frente Nacional para Liberação da Angola (FNLA), apoiada pelo então Zaire.
As tropas dos dois países triunfaram em Quifandongo, onde detiveram o avanço dos agressores e de maneira sucessiva continuaram derrotando o inimigo, incluso o combate de Ebo, a partir do qual avançaram ao sul.
Essa cadeia de triunfos obrigou os sulafricanos à retirada total e em 27 de marzo de 1976 o último destacamento dos racistas cruzou o rio Cunene e se internou na Namíbia, ocupada pelo regime de apartheid.
Desde o Oceano Atlântico até a fronteira com Zâmbia, e de Cabinda a Cunene, a República Popular da Angola estava livre de invasores, mercenários e grupos contra-revolucionários.
O caminho ainda seria largo, mas a sorte estava dada: o cone sul africano despertava a uma independência após uma larga noite colonial que se havia extendido em, alguns casos, até meio milênio.
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PL-130

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 Irã afirma que sanções da ONU são parte do problema
Tomás A. Granados

Nações Unidas, 25 mar (PL)
O governo do Irã conta desde hoje com 60 dias de prazo para responder às demandas que Estados Unidos e a União Européia lograram canalizar por meio da ONU contra seu programa de desenvolvimento nuclear.
Esse prazo está contido em uma resolução patrocinada pela França, Alemanha e Grã Bretanha, aprovada sábado pelos 15 membros do Conselho de Segurança, ainda que com algumas objeções e manifestações de inconformidade.
No centro desse documento estão as repugnâncias de Washington e seus aliados europeus a que Irã prossiga suas actividades de urânio enriquecido porque alegam que está destinado a um oculto projeto de produção de armas atômicas.
Mas  o chanceler iraniano, Manouchehr Mottaki, chegou ontem ao Conselho de Segurança para refutar esses argumentos, insistir que o programa nuclear de seu país só tem fins pacíficos e que a resolução aprovada é desnecessária e injustificável.
O chefe de diplomacia da República Islâmica do Irã teve a seu cargo apresentar a posição de seu país perante o alto organismo da ONU no lugar do presidente Mahmoud Ahmadinejad.
O chefe de Estado iraniano cancelou na tarde de sexta-feira sua presença perante os 15 integrantes do Conselho porque recebeu a visa estado-unidenses tarde demais para chegar em tempo a Nova York.
Igual a uma resolução aprovada no último 27 de dezembro, o projeto adotado na véspera pôs em vigor novas sanções contra Irã com a advertência de que a lista de castigos pode aumentar se não suspende em 60 dias o enriquecimento de urânio.
Mas o que chama atenção nos meios diplomáticos nessa sede é que as novas sanções para conter o programa nuclear iraniano estão dirigidas a atividades alheias como o comércio, as finanças e as relações econômicas.
A medida inclui o congelamento dos efectivos no extrangeiro de 28 indivíduos, instituções e empresas, incluso o banco estatal Sepah, o que isolaria Irã do financiamento internacional.
Além disso, impõe um embargo às importações de armas pesadas, chama governos e instituções internacionais de financiamento a suspender a emissão de créditos e empréstimos ao Irã e recomenda restrições de viagens a funcionários iranianos.
O chanceler iraniano chamou a atenção do Conselho sobre ao fato de que o documento aprovado parece alheio às declarações de seus própios patrocinadores.
"Mediante esses ataques contra a defesa, a economia e instituções educacionais do meu país, se procuram objetivos mais além do programa nuclear pacífico do Irã", denunciou Mottaki.
Durante os debates dessa segunda resolução contra o Irã nos últimos três meses, a nota reluzente foi dada por 10 membros não permanentes do Conselho ao negar-se a autorizar de maneira mecânica o acordo das cinco potências permanentes.
O texto original do projeto aprovado ontem foi distribuído semana passada depois de um mês de negociações entre os cinco membros permanentes do Conselho: Estados Unidos, Grã Bretanha, França, Rússia e China, junto a Alemanha.
Porém África do Sul, Qatar e Indonésia, elegidos por dois anos como membros não permanentes do Conselho, apresentaram suas respectivas emendas a esse projeto, o que levou a uma inusual demora para acomodá-las no texto final a fim de ganhar seus votos.
Até o momento havia sido muito raro que um texto aprovado pelos cinco membros pemanentes do Conselho demorasse e fosse emendado como ocorreu nessa situação pelos planteamentos desses três membros do Movimento Não Alienado.
Ainda que África do Sul, Qatar e Indonésia lamentaram que todas suas demandas não foram incluídas no texto da resolução, pelo menos estiveram conformes com as correções e, por isso, votaram a favor.
Uma das modificações destaca no preâmbulo da resolução "os objetivos de um Oriente Médio livre de armas de destruição massiva, incluso seus meios portadores", uma referência ao potencial nuclear de Israel.
"Foi o máximo que pudemos lograr", segundo disse à imprensa o embaixador da Indonésia, Rezlan Ishar Jenie.
Também, os negociadores incorporaram um recordatório ao último relatório apresentado pelo Organismo Internacional de Energía Atômica, no qual se indicou a falta de confirmação do suposto desvio de material nuclear iraniano com fins ilícitos.
O documento aprovado reconhece a necessidade de respeitar o direito de todos os países, incluso Irã, ao uso da energia nuclear com fins pacíficos e promete levantar todas as sanções se esse país suspende sua producção de urânio enriquecido.
A nova resolução se baseia no artículo 41 da Carta das Nações Unidas, que limita as sanções ao âmbito econômico e diplomático, e exclui a ação militar.
Ao explicar o voto favorável de Pretoria, Dumisani Kumalo, insistiu que o apoio do Conselho a essa resolução "não seja interpretado como um obstáculo" às negociações para solucionar a discrepância dos entes sobre o tema do programa nuclear iraniano.
Porém o chanceler Mottaki opina de maneira diferente. "Las resoluções del Consejo de Seguridad contra Irã são parte do problema e um impedimento para encontrar uma solução real e mutuamente aceitável a este diferendo", afirmou.
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PL-66

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.Sexta-feira Santa: dia D para o Irã, alerta presidente Chávez

 

Caracas, 25 mar (PL) O presidente de Vene