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 PRENSA LATINA BRASIL

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PRINCIPAIS NOTÍCIAS - JUNHO 2007

 

 

(18/06) Faleceu a heroína cubana Vilma Espín Guillois

(18/06) Fidel Castro a Bush: "Não terão jamais a Cuba"

(18/06) Religiosos estadounidenses anunciam próxima marcha solidaria à Cuba

(18/06) Atingem três mil 525 as baixas estadunidenses no Iraque

(18/06) Bombardeia aviação EE.UU. edifícios ocupados por crianças afegãs

(15/06) Raúl Catro recebe ministro iraniano de Indústria e Minas

(15/06) Otimisitas e céticos sobre direitos humanos em genebra

(15/06) Países andinos aprovam Declaração de Tarija

(15/06) Os Estados Unidos perdem mais seis soldados no Iraque

(13/06) Fidel Castro e Hugo Chávez conversam

(13/06) Cúpula Andina é inaugurada com olhar integracionista

(13/06) Redes, indústrias e diversidade cultural em Congresso cubano

(13/06) Ressaltam papel de Não Alineados em OIT em Genebra

(13/06) Resistência iraquiana impõe derrubada de pontes

(11/06) ARTIGO DE FIDEL - O tirano visita Tirana

(11/06) Artigo inédito de Fidel Castro é publicado em Cuba

(11/06) Movimentos equatorianos apostam em Assembléia Constituinte

(11/06) Analista propõe reunião sobre fronteira entre Peru e Chile

(11/06) Mortos no Iraque 3.508 soldados dos EUA

(11/06) Começa Congresso Internacional Cultura e Desenvolvimento

(11/06) Palestina: 40 anos de impunidade e silêncio

(11/06) China proibirá produção de etanol a partir de alimentos

(09/06) Denunciada no Vietnã a política revanchista dos EUA contra Cuba

(09/06) Proposta antimísseis russa desconcerta Estados Unidos

(09/06) Equador põe em marcha economia solidária

(09/06) Milhares de pessoas repudiam presença de Bush na Itália

(07/06) ARTIGO DE FIDEL - AS MENTIRAS E OS EMBUSTES DE BUSH

(06/06) Fidel Castro alerta para problemas mundiais

(06/06) Policiais e opositores à Cúpula do G-8 se chocam na Alemanha

(06/06) Dirigente cubano dialoga com autoridades de Shanghai

(06/06) Equador lança campanha para evitar exploração petroleira em Yasuní

(06/06) Rússia-EUA, contradições em torno de Reunião do G-8

(06/06) PT brasileiro defende decisão venezuelana de não renovar concessão à RCTV

(06/06) Exige-se fechamento de cárceres secretos da CIA

(06/06) Fidel Castro elogia patriotismo e resistência do povo vietnamita

(06/06) Aberto processo contra presidente de Senado brasileiro

(06/06) Deputados brasileiros aguardam depoimento esclarecedor

(05/06) Com bom ânimo e aspecto, Fidel Castro fala sobre sua saúde

(05/06) Fidel Castro: Cresce consciência sobre perigos da mudança climática

(04/06) Novo estudo da ONU confirma advertências de Fidel Castro

(04/06) Fase decisiva para Constituinte boliviana

(03/06) Fidel Castro recebeu líder vietnamita

(03/06) Presidente nicaragüense visita a Venezuela

(03/06) Jovens cubanos felicitam Raúl Castro por seu aniversário

(03/06) Começa no Panamá assembléia geral da OEA

(03/06) Israel atacará palestinos apesar da trégua proposta

(03/06) Oposição venezuelana diante de novo obstáculo

(03/06) Inscrição de venezuelanos em Partido Socialista é tida como bem-sucedida

(02/06) Jornada de marchas de apoio a governo venezuelano

(02/06) Raúl Castro avalia preparação do sistema de defesa civil

(02/06) Teme-se crise trabalhista nos EUA por controle anti-imigrante

(02/06) Líder vietnamita prossegue visita oficial a Cuba

(02/06) Efetiva resposta russa para escudo antimísseis dos EUA

(02/06) Vestida com cartazes políticos, Buenos Aires vai à votações

(02/06) Mudanças no BM e cúpula do G-8 marcam a semana

(01/06) Daniel Filmus: saber vir de baixo

(01/06) Diversificar a oferta: principal desafio do turismo mundial

(01/06) Crianças: os privilegiados de Cuba

 

principais
SEMANA

VEJA TAMBÉM OS OUTROS ARTIGOS PUBLICADOS POR FIDEL (em português):

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Necessitado de carinhofidel

 

Certamente o único lugar onde Bush recebeu carinho foi na Albânia e tanto assim que achou frio o recebimento que lhe ofereceram na Bulgária, onde era esperado por vários milhares de pessoas com bandeirinhas norte-americanas.

 O apoio de Bush ao ingresso imediato da Albânia na NATO e sua decisão de exigir a independência da província de Kosovo fizeram com que não poucos albaneses endoidecessem.

 Notícias da imprensa escrita e de outros meios informam que vários deles, perguntados por separado, responderam:

 "Bush é um símbolo da democracia. Os Estados Unidos, um protetor da liberdade dos povos."

 Milhares de soldados e policiais albaneses desarmados, porque assim o exigiram as autoridades ianques, formaram duas fileiras de mais de 20 quilômetros do aeroporto até a capital.

 O embaraçoso problema da independência de uma parte da Sérvia é muito controverso na Europa, como antecedente que pode ser acompanhado em vários países por mais outras regiões que dentro das atuais fronteiras exigem soberania.

 Foi assim que a Albânia passou da extrema esquerda para a extrema direita.

 Viver para ver! E ver para crer!

 Sérvia recebe não só um duro golpe político, mas também econômico. Kosovo possui 70% das reservas energéticas da Sérvia. Entre 1928 e 1999, ano da guerra da NATO contra a Sérvia, a província aportou 78% do zinco e da prata. Calcula-se que dispõe de 82% de suas possíveis reservas destes metais. Também ali se encontram as maiores reservas de bauxita, níquel e cobalto.

 Sérvia perde fábricas, terrenos e propriedades. Apenas fica com o dever de pagar a dívida externa que tem  pelos investimentos que se realizaram em Kosovo antes de 1998.

 Neste instante recebi um cabograma da AFP que me obriga a escrever mais algumas linhas. Diz textualmente:

 "Moscou, 13 de junho de 2007.

 "Rússia acusa ocidente de discutir em secreto sobre a independência de Kosovo.

 "Na quarta-feira Rússia censurou aos países ocidentais o fato de terem trabalhado às escondidas e de maneira 'unilateral' para preparar a independência de Kosovo, segundo um comunicado difundido pelo Ministério das Relações Exteriores russo.

 "As 'discussões' secretas dão para entender que se prepara unilateralmente o terreno para a independência de Kosovo', salientou o porta-voz do Ministério, Mijail Kamynin, fazendo referência à reunião que as potencias ocidentais realizaram na terça-feira em Paris, para a qual não foi convidado o governo de Moscou.

 "Essa atitude, continuou, é 'inadmissível' e, além disso 'Rússia não foi convidada à reunião, o que não tem nada a ver com as declarações no sentido de procurar soluções de compromisso', acrescentou."

 Fidel Castro Ruz

13 de junho de 2007

8h12  

 

 

Faleceu a heroína cubana Vilma Espín Guilloisvilma

Havana, 18 jun (PL) A heroína da clandestinidade e combatente destacada do exército rebelde, Vilma Espín Guillois, faleceu hoje às 4:14 p.m, após a piora, nas últimas semanas, da longa doença que lhe acometia.

Luto oficial pelo falecimento da heroína Vilma Espín Guillois.

Prensa Latina transmite a seguir a íntegra da nota oficial divulgada hoje:

FALECEU A HEROÍNA DA CLANDESTINIDADE E COMBATENTE DESTACADA DO EXÉRCITO REBELDE VILMA ESPÍN GUILLOIS

Com profunda dor, a direção de nosso Partido e Estado comunica ao povo que a companheira Vilma Espín Guillois, heroína da clandestinidade e combatente destacada do Exército Rebelde e incansável lutadora pela emancipação da mulher e pela defesa dos direitos da infância, faleceu nesta capital no dia de hoje, às 4:14 pm., logo da piora, nas últimas semanas, da longa doença que lhe acometia.

Nascida em Santiago de Cuba no dia 7 de abril de 1930, no seio de uma família que nela cultivou desde cedo os valores éticos que a distinguiriam e inculcou-lhe os hábitos do saber. Desde jovem Vilma assumiu posições políticas revolucionárias, participando ativamente em manifestações estudantis depois do golpe de estado batistiano de 1952.

Foi desde então inseparável colaboradora do inesquecível Frank País, militando nas organizações fundada por ele na luta contra a tirania, até que, fazendo parte da então Ação Nacional Revolucionária, seus integrantes se somaram às filas do Movimento 26 de julho.

Sua casa abriu as portas para proteger os companheiros que assaltaram o quartel de Moncada, e que estavam sendo perseguidos pelas tropas do regime opressor sedento de sangue; já nos preparativos da nova etapa da luta e, depois de concluir um curso de pós graduação nos Estados Unidos, por orientações da direção do Movimento, fez escala no México para se entrevistar com Fidel e receber suas instruções e mensagens; sob as ordens diretas de Frank participou no levante armado de Santiago de Cuba, no dia 30 de novembro de 1956, em apoio aos expedicionários do Granma, convertendo sua moradia, após esta ação relevante, em quartel geral do movimento revolucionário em Santiago de Cuba.

Integrante da Direção Nacional do Movimento 26 de julho, pouco antes de ser assassinado Frank País, foi nomeada por ele Coordenadora Provincial da organização clandestina no Oriente, trabalho que desempenhou com particular capacidade e valentia até que, ante a perseguição constante, se incorporou ao Exército Rebelde, em junho de 1958, se convertendo na legendária guerrilheira da II Frente Oriental Frank País e eficaz coordenadora do movimento clandestino do Oriente com o território da Frente.

No triunfo da Revolução em 1959, imersa em diferentes tarefas por indicação de Fidel, encabeçou a unificação das organizações femininas e a constituição da Federação de Mulheres Cubanas, a cuja organização, desde sua máxima direção, se consagrou com singular dedicação até o último minuto de seu fecunda vida.

Integrou o Comitê Central do Partido desde sua fundação em 1965, condição em que foi ratificada em todos seus Congressos. Em 1980, na ocasião do Segundo Congresso do Partido, foi eleita membra suplente do Burô Político, e no Terceiro foi promovida a membra efetiva dessa instância de direção, responsabilidade que desempenhou até 1991. Foi Deputada à Assembleia Nacional desde sua primeira legislatura e membra do Conselho de Estado desde sua constituição.

Vilma presidiu desde sua criação a Comissão Nacional de Prevenção e Atenção Social, e a Comissão da Infância, a Juventude e a igualdade de direitos da Mulher, da Assembléia Nacional do Poder Popular.

Seu nome estará vinculado eternamente às mais significativas conquistas da mulher cubana na Revolução e às mais relevantes lutadoras pela emancipação da mulher em nosso país e no mundo.

Por seus relevantes méritos recebeu múltiplas condecorações, títulos e ordens nacionais e internacionais, entre as quais se destaca o título honorífico de Heroína da República de Cuba.

Atendendo a sua vontade, a companheira Vilma Espín será cremada. Suas cinzas serão depositadas, em cerimônia estritamente familiar e com honras militares de sepultamento data que será precisada, no Mausoléo da II Frente Frank País, onde repousam os restos dos heróicos combatentes desse aguerrido Frente, que teve nela a um de seus mais destacados integrantes.

Em sua memória, nosso povo, com profundo sentimento de dor, poderá render-lhe homenagem de reconhecimento e carinho no Memorial José Martí desta capital, e no Salão dos Vitrais, na base do monumento a Antônio Maceo de sua heróica cidade natal, Santiago de Cuba, amanha, 19 de junho, à partir das 9:00 a.m. a 5:00 p.m., e, nesse mesmo horário, também se lhe renderá homenagem de recordação no resto das províncias.

Em sua honra, a Direção do Partido e o Estado cubano decidiram efetuar uma sessão solene no teatro Karl Marx, amanhã às 06:00 p.m., encabeçada por dirigentes, a Direcção Nacional da Federação das Mulheres Cubanas e do Secretariado das províncias dessa organização feminina, bem como mulheres da capital e representantes dos diversos setores da sociedade cubana. Fgg Leg PL-229

 

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Fidel Castro a Bush: "Jamais terão Cuba"

 

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Havana,18 jun (PL) Sob o título "Jamais terão Cuba", o jornal Granma publica hoje uma reflexão e manifesto para o povo de Cuba, subscrita pelo presidente Fidel Castro. Prensa Latina transmite a seguir o texto íntegro:

JAMAIS TERÃO CUBA

Espero que ninguém diga que arremeto gratuitamente contra Bush. Compreenderão sem dúvidas minhas razões para criticar duramente sua política.

Robert Woodward é um jornalista e escritor norte-americano que se fez famoso pela série de artigos publicados no Washington Post assinados por ele e Carl Bernstein , e que finalmente conduziram à investigação e renúncia de Nixon. É autor e coautor de dez best-sellers. Usa sua temível pena para arrancar confissões do entrevistado. Em seu livro Estado de Negação, afirma que no dia 18 de junho do 2003, há três meses do inicício da guerra no Iraque, saindo de seu despacho na Casa Branca após uma importante reunião, Bush dá umas palmadas no ombro de Jay Garner, e lhe diz:

- "Ouve, Jay, quer fazer o que do Irã?"

- "Senhor, já falei sobre o tema com os garotos e queremos esperar por Cuba. Pensamos que o rum e os fumos são melhores. As mulheres são mais belas."

Bush respondeu: "O terás. Terás a Cuba."

Bush foi traído pelo subconcsiênte. Era o que pensava desde que declarou o que deviam esperar dezenas de rincões escuros onde Cuba ocupa um lugar especial.

Garner, um general de três estrelas recém aposentado, ao que tinha nomeado Chefe do Escritório de Planejamento para a pós-guerra no Iraque, criada por uma orientação presidencial secreta de segurança nacional , era considerado por Bush um homem excepcional para levar a cabo sua estratégia bélica. Designado para o cargo em 20 de janeiro de 2003, foi substituído a 11 de maio desse mesmo ano a pedidos de Rumsfeld. Não teve o valor de explicar a Bush suas fortes discrepâncias sobre a estratégia seguida no Iraque. Pensava em outra com idêntico propósito. Nas últimas semanas milhares de soldados da marinha e um grupo de porta aviões norte-americanos, com suas forças navais de apoio, têm estado manobrando no Golfo Pérsico a poucas milhas do território iraniano, à espera de ordens.

Nosso povo está a ponto de cumprir 50 anos de cruel bloqueio; milhares de seus filhos morreram ou foram mutilados como consequência da guerra suja contra Cuba, único país do mundo ao que se aplica uma Lei de Ajuste que premia a imigração ilegal, outra causa da morte de cidadãos cubanos, incluídos mulheres e crianças; perdeu faz mais de 15 anos seus principais mercados e fontes de fornecimento de alimentos, energia, maquinarias, matérias primas, financiamentos em longo prazo e sob juros.

Primeiro caiu o campo socialista e quase de imediato a URSS, desmembrada pedaço a pedaço. O império endureceu e internacionalizou o bloqueio; as proteínas e calorias, bastante bem distribuídas apesar de nossas deficiências, se reduziram aproximadamente 40 por cento; vieram doenças como a neuritis ótica e outras; a escassez de medicamentos, igualmente bloqueados, generalizou-se: só podiam entrar como obra de caridade, para nos desmoralizar; estes, por sua vez, se convertiam em fonte de compra e negócios ilícitos.

Sobreveio inevitavelmente o período especial, que foi a soma de todas as consequências da agressão, e as medidas desesperadas que nos obrigou a tomar, potencializado o conjunto de ações nocivas pelo colossal aparelho publicitário do império. Todos esperavam, uns com tristeza, outros com júbilo oligárquico, a queda da Revolução cubana.

Em maior ou menor volume, o acesso às divisas convertíveis fez muito dano à consciência social, pelas desigualdades e debilidades ideológicas que criou.

Ao longo de toda sua vida a Revolução instruiu o povo, formou centenas de milhares de professores, médicos, cientistas, intelectuais, artistas, profissionais de informática e outros profissionais universitários e pos graduados em dezenas de carreiras. Essa riqueza junta permitiu reduzir a mortalidade infantil a mínimos não imagináveis em um país do Terceiro Mundo e elevar as perspectivas de vida e a média de conhecimento da população a níveis de nono grau.

A Revolução Bolivariana de Venezuela, ao oferecer a Cuba petróleo com facilidades de pagamento quando o preço deste subia vertiginosamente, significou um alívio importante e abriu novas possibilidades, já que nosso país começava a produzir sua própria energia em cifras crescentes.

Desde anos anteriores, o império, preocupado por seus interesses nesse país, já tinha planejado liquidar aquela revolução, o que tentou em abril do 2002 e tentará de novo quantas vezes possa, para o qual preparam sua resistência os revolucionários bolivarianos.

Enquanto isso, Bush intensificou seus planos de ocupar Cuba, ao extremo de proclamar leis e um governo interventor para instalar uma administração imperial direta.

A partir dos privilégios concedidos a Estados Unidos em Bretton Woods e o roubo de Nixon ao eliminar o padrão ouro que limitava a emissão de divisas, o império comprou e pagou com papéis dezenas de milhões de milhões de dólares, cifras de mais de doze algarismos. Com isso manteve sua insustável economia. Grande parte das reservas mundiais em divisas estão constituídas de bonos do Tesouro e divisas norte-americanas. Por isso, muitos não desejam uma crise do dólar como a de 1929, que converteria em água esses papéis. O valor em ouro de um dólar é hoje, pelo menos, dezoito vezes menor que o que tinha nos anos de Nixon. O mesmo ocorre com o valor das reservas nessa moeda.

Esses papéis sustentaram seu escasso valor atual sobre a base de que com eles se podem adquirir fabulosas quantidades de armas modernas, cada vez mais caras, que nada produzem. Os Estados Unidos exportam mais armas que o resto do mundo. Com esses mesmos papéis o império desenvolveu os mais sofisticados e mortíferos sistemas de armas de destruição em massa, com as que sustenta sua tirania mundial.
Tal poder permite-lhe impor a idéia de converter os alimentos em combustíveis e debochar de qualquer iniciativa e compromisso para evitar o aquecimento global, que se acelera visivelmente.

Fome e sede, furacões mais violentos e invasões do mar é o que sofrerão tirios e troianos, como frutos da política imperial. O respiro para a humanidade, que oferecesse uma esperança à sobrevivência da espécie, está numa drástica poupança de energia, da qual não se preocupa em absoluto a sociedade consumista dos países ricos.

Cuba continuará desenvolvendo e aperfeiçoando a capacidade e combativa de seu povo, incluída nossa modesta mas ativa e eficiente indústria de armas defensivas, que multiplica a capacidade de enfrentar ao invasor onde quer que se encontre, possua as armas que possua. Continuaremos adquirindo o material necessário e as bocas de fogo pertinentes, ainda que não crescesse o famoso Produto Interno Bruto do capitalismo, que tantas coisas inclui, como o valor das privatizações, as drogas, os serviços sexuais, a publicidade, e tantas exclui, como os serviços de educação e saúde gratuitos para todos os cidadãos.

De um ano para outro o nível de vida pode se elevar se se incrementam os conhecimentos, a auto-estima e a dignidade de um povo. Basta apenas que o desperdício reduza-se que a economia cresce. Apesar de tudo, iremos crescendo o necessário e o possível.

"A liberdade custa muito caro, e é necessário, ou resignar-se a viver sem ela, ou se decidir a pagar por seu preço", disse Martí. "Quem tente apropriar-se de Cuba recolherá o pó de sua sola banhado em sangue, se não perece na luta" proclamou Maceo. ¡Não somos os primeiros revolucionários em pensar assim! ¡E não seremos os últimos! Um homem pode ser comprado, nunca um povo. Durante muitos anos pude sobreviver, por casualidade, à máquina de matar do império. Cedo cumprir-se-á um ano desde que adoeci e, quando estava entre a vida e a morte, expressei na Proclamação do 31 de julho do 2006: "Não tenho a menor dúvida de que nosso povo e nossa Revolução lutarão até a última gota de sangue." Não o duvide você também não, senhor Bush! Asseguro-lhe que não terão jamais a Cuba!

Fidel Castro Ruz 17 de junho do 2007

2:03 p.m.

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raúlReligiosos estadounidenses anunciam próxima marcha solidaria à Cuba

Washington, 18 jun (PL) A organização inter-religiosa norte-americana Pastores pela Paz prepara sua próxima marcha em desafio ao bloqueio econômico, comercial e financeiro que impõe Estados Unidos a Cuba, informaram hoje os organizadores.

A decima oitava Caravana da Amizade partirá do Canadá no começo de julho com o objetivo de mostrar à população a realidade cubana e, depois de percorrer cidades estadounidenses e mexicanas, chegará a Havana.

Devido às leis norte-americanas, os residentes dos Estados Unidos devem solicitar autorização a seu governo para viajar à vizinha nação caribenha, mas os caravanistas realizam seu trajeto com ônus humanitário, sem permissão do Departamento do Tesouro.

Em seu anúncio, os Pastores pela Paz denunciaram que o executivo da Casa Branca mantém um cerco noticiário sobre Cuba para esconder os avanços em matéria de saúde, educação, esporte, cultura e ciência de um sistema social diferente.

Destaca, ademais, que cerca de mil 600 médicos da ilha estiveram prestes a brindar sua ajuda ao povo de Nova Orleans quando este sofreu os embates do furacão Katrina, em 2005, mas enfrentaram a negativa do presidente George W. Bush.

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raúlAtingem três mil 525 as baixas estadunidenses no Iraque

Bagdá, 18 jun (PL) As baixas fatais estadunidenses aumentaram no Iraq a três mil 525 com a morte de três efetivos da Força de Ação Rápida nesta capital e em Kirkuk, no fim de semana.

Dois dos soldados pereceram numa operação anti insurgente na província de Bagdá e um terceiro resultou ferido quando o veículo em que viajavam chocou-se com um artefato explosivo no sábado, indicou um comunicado do Exército.

A terceira vítima mortal caiu num ataque similar na cidade de Kirkuk, norte do país.

Com esses três sumam quarenta e oito os militares dos Estados Unidos abatidos no Iraque em junho, ritmo que diminuiu nas duas últimas semanas, logo que maio terminasse como o mês mais mortífero dos últimos três anos, com 126 mortes.

O Reino Unido perdeu outro soldado também no sábado num acidente no distrito de Sajarri, no sul da província de Basra, com o qual ascenderam a 151 os uniformizados deste país caídos neste Estado árabe desde março de 2003.

As circunstâncias do ocorrido não foram descritas pelo parte do Ministério de Defesa britânico.

Um comunicado divulgado pelo comando estadunidense informa que ao menos 20 supostos terroristas foram abatidos hoje depois de fortes confrontos de ao menos duas horas com o Exército da Al Mahdi, dirigido pelo clérigo chiíta Muqtada al Sader.

Os choques armados começaram na madruga nas zonas de el Mulameen, Um Ghurba e Ao Qatta, em Amasse, no sul iraquiano, onde participaram forças britânicas desembarcadas nessa localidade.

As cifras de mortos foram contraditórias ao informar a polícia de pelo menos 40 mortes, enquanto o pessoal médico da localidade notificou 36. Ambas fontes enumerarão em dezenas os feridos, entre eles civís.

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raúlBombardeia aviação EE.UU. edifícios ocupados por crianças afegãs

Kabul, 18 jun (PL) Ao menos sete crianças afegãs morreram durante um bombardeio aéreo das forças de coalizão liderada pelos Estados Unidos no distrito de Zarghun Shah, província surlista de Paktika, informou hoje um comando do Pentágono.

Segundo um comunicado militar difundido em Kabul, a aviação atacou na véspera em apoio às tropas terrestres um complexo de edifícios, incluído uma mesquita e uma madrassa (escola religiosa), onde supostamente se ocultavam grupos da resistência afegã.

De acordo com a versão estadunidense, sete meninos que se encontravam na madrassa morreram por causa do bombardeio, ao igual que vários rebeldes, e outros dois supostos homens armados resultaram presos na operação.

O porta-voz militar de Estados Unidos, coronel Chris Belcher, lamentou que pessoas inocentes tenham perdido a vida devido ao bombardeio, e destacou que a mesquita só recebeu escassos danos.

As mortes de civis constituem um tema delicado para o presidente Hamid Karzai, quem indicou que "Não podemos seguir aceitando vítimas civis".

Essas mortes provocam grandes manifestações de protestos em demanda da renúncia de Karzai e a retirada das tropas de Estados Unidos e a OTAN.

No entanto, a metade dos quatro mil afegãos que perderam a vida no 2006 são civis, segundo informes de grupos de direitos humanos.

Na última semana, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha afirmou que o conflito não faz mais que piorar e aumentar o número de inocentes, entre eles mulheres e crianças, nesta nação islâmica centroasiática.

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raúlRaúl Catro recebe ministro iraniano de Indústria e Minas

Havana, 15 jun (PL) O General do Exército Raúl Castro Ruz, segundo secretário do Partido Comunista de Cuba, recebeu o Doutor Alí Reza Tahmasbi, ministro de Indústria e Minas da República Islâmica do Irã.

Uma nota difundida pelo jornal Granma relata que na entrevista ocorreu uma profunda e amistosa troca de opiniões sobre o andamento das relações bilaterais, que foram qualificadas como excelentes.

Além disso, foram analisados os resultados dos dois dias de intensos trabalhos na Sessão da Comissão Intergovernamental cubano-iraniana, cuja delegação foi presidida pelo ministro Tahmasbi, onde foi confirmado o potencial para avançcar as relações econômicas e de cooperação.

Seyyed Mojtaba Hashemi, deputado do Parlamento, e Mostafá Alai, embaixador designado acompanharam o Ministro iraniano.

Da parte cubana estiveram presentes Carlos Lage, secretário do Comitê Executivo do Conselho de ministros, Felipe Pérez Roque, ministro das Relações Exteriores, e Ricardo Cabrisas, ministro de Governo.

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genebraOtimisitas e céticos sobre direitos humanos em genebra

 

Fausto Triana, enviado especial

Genebra, Suíça, 15 jun (PL) O Conselho de Direitos humanos (CDH) entra hoje em sua penúltima jornada do V período de sessões que deve terminar na próxima segunda-feira, e os diferentes debates fazem com que se tema um tenso fim de semana.

Além de trocar de nome, o CDH, com apenas um ano de existência, pretende agora terminar sua construção institucional para logo, a partir de setembro, começar suas deliberações com novas regras de jogo.

Entretanto, o fim desta etapa se torna bastante complexo em razão da falta de apóio quase unânime da maioria dos atuais 47 membros em assimilar os mecanismos do passado e a teimosia dos Estados Unidos e seus aliados por mantê-los.

Embora Washington fique excluído do fórum na primeira eleição, tem status de observador e soma-se a outras potências ocidentais em seus conceitos de erigir-se como juiz do Terceiro Mundo, disse uma fonte à Prensa Latina.

Este e outros especialistas consultados coincidem em afirmar que a futura agenda do CDH se soma ao capítulo das resoluções temáticas e aos mandatos por países, como os pontos discordantes.

Mesmo que exista um consenso notável a favor de mecanismos renovados que permitiriam que o CDH trate os assuntos de direitos humanos com uma visão diferente e menos monopolista, a Casa Branca continua com seus conceitos arcaicos.

Quanto à questão da Palestina, os EUA se opõe que esta se inclua na agenda de debates como questão independente e busca que seja disposto de um conceito de seletividade para as próximas reuniões, o que lhe permitirá novamente apontar com dedo acusador para o Terceiro Mundo.

No documento de 47 páginas apresentado pelo mexicano Alfonso de Alba, presidente de turno do CDH, está a análise de cada quatro anos de todos os países por três Estados eleitos por meio de sorteio.

As nações escolhidas para realizar a supervisão contariam com a assistência do Alto Comissariado da ONU para os Direitos humanos e de Organizações Não Governamentais (ONG).

Seria de fato um substituto dos controversos mandatos por países ,e, portanto, terminariam as práticas com claras pretensões intervenciuonistas como no caso de Cuba, lembrou o diplomata consultado.

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Países andinos aprovam Declaração de Tarija

 

Tarija, Bolívia, 15 jun (PL) Os governantes da Bolívia, Peru, Equador e Colômbia aprovaram por unanimidade a Declaração de Tarija, que fecha a XVIII Cúpula desse bloco sub-regional com maior enfoque integracionista.

De acordo com seus organizadores, o encontro de Evo Morales, Alan García, Rafael Correa e Alvaro Uribe deixou de lado formalismos para confirmar a necessidade da cooperação bilateral e em nível de bloco, em todas as esferas e não só na comercial.

Também destacaram o respeito mútuo entre cada governo e a necessidade de consolidar em dezembro próximo a chamada União das Nações Sul-americanas.

Segundo o texto, ratificaram o objetivo de obter unidade na diversidade, na busca pelo bem estar dos povos e na harmonia com a natureza.

A Declaração precisa que é necessária uma integração integral mais equilibrada entre os aspectos sociais, culturais, econômicos, ambientais e comerciais.

Deste modo reitera como um dos objetivos da Comunidade Andina o fortalecimento da democracia na região e o respeito aos direitos humanos.

O texto insiste na necessidade de consolidar a integração comercial, mas respeitando as assimetrias e as aplicações de políticas diferenciadas.

Os países andinos manifestam que é indispensável que os benefícios derivados do intercâmbio comercial e do crescimento econômico sejam acompanhados de políticas sociais e medidas que promovam uma distribuição eqüitativa.

Além disso, destacaram o lançamento das negociações com a União Européia.

Os chefes de Estado da CAN manifestaram seu beneplácito pela presença da mandatária chilena, Michelle Bachelet.

Saudaram, além disso, a incorporação do Chile como país associado, que se soma a Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, todos parte do Mercado Comum do Sul (Mercosul).

Anunciaram também sua participação ativa no processo de preparação da V Cúpula da América Latina e do Caribe - União Européia que se celebrará na cidade de Lima, Peru, em maio de 2008.

Na XVII Cúpula, Bolívia entregou temporariamente presidência à Colômbia , que será exercida durante 2007.

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Os Estados Unidos perdem mais seis soldados no Iraque

Bagdá, 15 jun (PL) O exército dos Estados Unidos perdeu seis soldados durante as últimas horas no Iraque, três deles pela explosão de uma bomba e um baleado, conforme comunicados militares emitidos hoje.

As fontes explicaram que um incidente alheio às operações de combate deixou um morto e que outro militar não resistiu pela gravidade das feridas recebidas em combate.

O falecimento dos três efetivos ocorreu ontem na província de Kirkuk, o quarto soldado morreu por disparos de pistolas ao nordeste de Bagdá e o quinto falecimento ainda está sendo investigado.

O comando informou que um integrante da força de tarefa norte-americana Lightning faleceu em razão das lesões sofridas durante uma operação na província de Diyala.

Com esses somam 3.520 os militares dos Estados Unidos mortos em quatro anos de guerra neste país árabe, onde também foram registrados cerca de 26 mil feridos norte-americanos.

O comando informou que uma dezena de supostos integrantes da resistência perderam a vida em operações dessa força estrangeira em zonas residenciais da comunidade muçulmana xiíta.

Segundo o comunicado, as ações ocorreram no setor sul desta capital nos últimos dois dias.

A nota não inclui detalhes sobre como ocorreram os fatos, nem se as tropas americanas tiveram baixas nessas ações.

Nesta sexta-feira, famoso dia de prece muçulmana, mantém-se o toque de recolher em Bagdá e em Samarra, onde a mesquita dos ímãs Ali al Hadi e Hussein al Askari foi atacada.

A medida excepcional foi tomada após o atentado contra esse santuário ao qual rendem culto os paroquianos da escola chiíta do Islã.

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.Fidel Castro e Hugo Chávez conversam

Havana, 13 jun (PL) O presidente cubano, Fidel Castro Ruz, recebeu seu homólogo venezuelano, Hugo Rafael Chávez Frias, que realiza uma visita de trabalho à ilha.

No encontro, que se estendeu por seis horas, "se reafirmaram as amplas e crescentes relações entre ambos os países, povos e líderes, e as promissoras possibilidades de desenvolvimento futuro desses vínculos", segundo reportou a televisão cubana.

Ambos os dignatários analisaram os programas de desenvolvimento conjunto entre Venezuela e Cuba, os avanços da integração através da Alternativa Bolivariana para as Américas (ALBA) e os resultados da Revolução Energética nas duas nações.

Abordaram também os desafios da mudança climática e outros importantes desafios para a humanidade, segundo acrescentou o jornal da televisão em sua emissão extraordinária.

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.Cúpula Andina é inaugurada com olhar integracionista
Mario Hubert Garrido

Tarija, Bolívia, 13 jun (PL) A XVII Cúpula da Comunidade Andina de Nações (CAN) inaugura-se hoje aqui com a presença dos chefes de Estado da Bolívia, Equador, Peru e Colômbia, e os olhos postos em projetos integracionistas.

As nações da região se reúnem após anunciar oficialmente o começo de negociações para uma nova associação com a União Européia (UE).

O acordo foi adotado na semana passada na reunião ampliada do Conselho Andino de Ministros de Relações Exteriores com a Comissão da CAN celebrada por videoconferência.

Durante essa reunião, presidida pelo chanceler boliviano, David Choquehuanca, os ministros decidiram estender o convite para a cerimônia de lançamento das negociações às máximas autoridades da UE.

A decisão assinala que os países andinos acordaram reconhecer os diferentes níveis de desenvolvimento e enfoques econômicos existentes entre si e levá-los em conta na negociação conjunta de um acordo de associação entre a CAN e a União Européia.

Segundo o secretário geral da CAN, Freddy Ehlers, o acordo tem enorme importância histórica para o futuro da integração e a relação do bloco com Europa.

Ehlers explicou que as assimetrias existentes entre a CAN e a UE, bem como aquelas existentes entre as próprias nações andinas serão reconhecidas e refletidas nos compromissos que as partes assumam.

Adiantou, assim, o compromisso de tratamento especial e diferenciado para a Bolívia e o Equador, os menores e mais pobres países da região.

Ontem, os representantes alternos e coordenadores da Política Externa Comum formularam o documento básico que fará parte da Declaração de Tarija e será assinado amanhã pelos Chefes de Estado.

O diplomata boliviano Aldo Ruiz, disse à Prensa Latina que o documento será antes debatido pelos chanceleres.

As temáticas abordadas estão associadas a aspectos políticos, sociais, econômicos, ambientais e comerciais, além do necessário fortalecimento do bloco, precisou.

Na XVII Cúpula se ratificará o regresso do Chile à CAN, como país associado. Santiago foi, em 1969, um dos fundadores do Pacto Andino, antecessor desse bloco, mas se retirou em 1976, por decisão do ex-ditador Augusto Pinochet.

Ao término da reunião, o presidente boliviano, Evo Morales, entregará a presidência rotativa da CAN ao presidente da Colômbia, Álvaro Uribe.

Na gestão de Morales, segundo a diplomacia boliviana, avançou-se em na inter-relação entre as nações membros, e também com os países associados (Brasil, Uruguai, Paraguai, Argentina e Chile) e os observadores (México, Panamá e Venezuela).

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Redes, indústrias e diversidade cultural em Congresso cubano

Havana, 13 jun (PL) Os 700 delegados de 65 países que participam do V Congresso Internacional Cultura e Desenvolvimento abordarão hoje as temáticas Redes globais e Indústria e diversidade cultural.

No terceiro dia de sessões da reunião cultural alternativa, se produzirá, assim, um encontro internacional de Patrimônio Cultural, Contexto e Conservação: o Concurso de Vídeo e Imagem Comunitária.

Por outro lado, iniciará a Reunião Ibero-americana de Observatórios culturais oficiais e institutos afins, e um painel sobre Estratégias para a colaboração e integração no cinema e o audiovisual do Caribe.

O evento da rede de redes de sites culturais Culturemondo continuará seu trabalho, bem como o Foro de Poster e patrimônio Audiovisual.

Na sessão de ontem produziram-se intervenções na plenária sobre Hegemonia e Identidade na qual tomaram parte os escritores Eliades Deita, Héctor Díaz Polanco, Reynaldo González e Adolfo Colombres, entre outros.

Os oradores foram unânimes em expressar o repudio pela intervenção de Estados Unidos no Iraque, a exploração do trabalho infantil, o racismo, hegemonismo, afã de lucro e a falta de solidariedade inerentes ao capitalismo.

Produziram-se também os painéis A diversidade cultural num mundo global que acometeu temas como Línguas e tradições orais e Encontro entre culturas, o caso cubano.

Assim, outro fórum com o selo de Indústrias culturais e mudanças tecnológicas assumiu aspectos medulares como as Redes contrahegemônicas: experiências e alternativas.
A jornada esteve enfatizada por atuações de grupos culturais do Brasil, e marcou as saudades ao pianista argentino Miguel Angel Estrela, cuja esperada atuação estava pactuada para hoje, mas não pôde participar.

As sessões do Congresso Internacional Cultura e Desenvolvimento têm se destacado pelo alto nível dos participantes, a pertinência dos assuntos debatidos e o perfilamiento de um pensamento e uma ação antimperialista, antirracista e antihegemônica.

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Ressaltam papel de Não Alinhados em OIT em Genebra
Fausto Triana, enviado especial

Genebra, Suiça, 13 jun (PL) O Movimento de Países Não Alinhados (NOAL) deu hoje novos passos em favor de um papel ainda mais activo no seio da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que realiza aqui sua 96ª Conferência Anual.

Em tal sentido, o ministro de Trabalho e Segurança Social de Cuba, Alfredo Morais, disse num discurso nesta quarta-feira que os NOAL sustentaram proveitosas reuniões em Genebra como parte dos acordos da XIV Cúpula de 2006.

"Lembramos apoiar os labores do grupo tripartido criado para impulsionar o funcionamento da Comissão de Aplicação de Normas, promover a maior transparência na seleção de países que comparecem ante ela, e contribuir a aperfeiçoar seus métodos", anotou.

O titular explicou que durante o encontro ministerial, também se lembrou apoiar a proposta de ampliação dos membros do Comitê de Liberdade Sindical em dois representantes do Grupo Governamental.

Com esta iniciativa garantir-se-á a participação e inclusão de todos os grupos regionais em igualdade de condições, afirmou.

Delineou uma forte crítica a determinados países poderosos que destinam enormes quantidades de dinheiro a guerras "para se apropriar das reservas energéticas e sufragar a carreira armamentista", em lugar de combater a fome e doenças prevensíveis.

O ministro cubano perguntou-se quantos empregos produtivos com rendimentos decorosos poderiam criar-se para enfrentar e erradicar a pobreza que padecem milhões de seres humanos no mundo.

"Há que tomar consciência e se unir para enfrentar a sinistra estratégia de dedicar alimentos para produzir combustíveis, que condenará à morte por fome e sede a milhões de pessoas no Terceiro Mundo", argumentou.

A OIT deveria favorecer a criação imediata de uma Comissão que estude e opine os efeitos desta estratégia dos biocombustíveis para o desenvolvimento presente e futuro do Programa de Trabalho Decente, apontou.

Em outra parte de seu discurso, Morales comentou que os NOAL decidiram respaldar no seio do Grupo Governamental a criação de um segmento de trabalho encarregado da elaboração e apresentação de uma proposta de ampliação do Comitê, aos trabalhadores e patrões.

Nós, membros do NOAL estamos convencidos que a OIT pode brindar uma grande contribuição a que o multilateralismo seja mais eficaz, para o qual é imprescindível conseguir maior transparência, participação representativa e inclusiva de todos seus membros, sublinhou.

Mais adiante referiu que na Memória do Diretor Geral se identificam não só os problemas cruciais que afetam o desenvolvimento sustentável dos países do Sul, senão que constituem uma ameaça à sobrevivência da espécie humana.

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.Resistência iraquiana impõe derrubada de pontes

Bagdá, 13 jun (PL) A resistência iraquiana destruiu hoje uma ponte que une às cidades setentrionais de Tikrit e Kirkuk, o quinto ataque a esse tipo de infra-estrutura nos últimos quatro dias, informou a polícia.

Essas ações insurgentes obstaculizam os traslados e operações das tropas estrangeiras e o exército iraquiano.

A fonte precisou que os membros da resistência colocaram vários explosivos embaixo da ponte Zagitún, localizado na província de Salahedín (Saladino) e considerado um importante enlace viário de uma centena de metros de longo.

Algumas testemunhas afirmaram que as detonações causaram sérios danos materiais, além de interromper o tráfico de pessoas e veículos.

Os ataques contra as pontes começaram no passado domingo, quando um condutor fez explodir a carroça que conduzia sobre um cerca de Mahmudiyah, ao sul desta capital.
Ao dia seguinte uma explosão destroçou outro em Bagdá, o qual cortou o passo para seus distritos do norte.

Também uma ponte ficou inutilizada, segundo o comando militar estadunidense, em Baquba, cabeceira da província de Diyala, depois da detonación de um carro bomba faz dois dias.

Nesse ataque pereceram três soldados e outros seis sofreram feridas.

Outro dos alvos, situado cerca de Hila, capital da província sureña de Babel, foi derrubado por uma explosão que não causou vítimas, mas fez colapsar sua estrutura e bloqueou a circulação entre as localidades de Asriyah e Rashadiya.

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REFLEXÕES DO COMANDANTE-EM-CHEFE

O tirano visita Tirana

.Sabemos muito bem que esta curiosa visita de Bush à capital da Albânia foi concretizada. Ali deixou muito bem esclarecido que é a favor da independência de Kosovo desrespeitando os interesses da Sérvia, da Rússia e de vários países da Europa, sensíveis ao destino da província que foi palco da última guerra da NATO. Impôs a Servia que apenas receberia ajuda econômica se apoiava a independência de Kosovo, onde nasceu a cultura daquele país. Tomas ou deixas!

Bush está ansioso por carinho. Desfrutou com prazer o recebimento sem protestos que lhe ofereceram na Bulgária. Falou com soldados desse país que participaram das guerras do Iraque e do Afeganistão. Tentou comprometê-los ainda mais com o derrame de sangue generosa nessas pacíficas guerras.

Quando os líderes do país se queixaram pela não inclusão da Bulgária no guarda-chuva de proteção contra ataques nucleares, declarou logo: terão os meios necessários para se defenderem dos mísseis de médio alcance.

De dois mil a cinco mil soldados de Bush passarão constantemente pelas três bases militares que foram instaladas pelo império na Bulgária. Como se vivêssemos no mais feliz dos mundos!

Fidel Castro Ruz
11 de junho de 2007
18h00

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.Artigo inédito de Fidel Castro é publicado em Cuba

Havana, 11 jun (PL) Um artigo de denúncia escrito por Fidel Castro há 52 anos,  tido como perdido quando sua edição foi apreendida pelo governo de Fulgêncio Batista, foi divulgado hoje pela imprensa cubana.

Um jornalista revolucionário guardou naquele momento um exemplar do artigo publicado no jornal La Calle em 17 de junho de 1955, que não circulou pois a polícia invadiu as gráficas do mesmo e confiscou a tiragem, recorda o jornal Granma.

O texto denunciava a situação imperante na ilha, logo que se fez o assalto ao quartel Moncada, segunda fortaleza militar, localizada na província de Santiago de Cuba, em 26 julho de 1953 por um grupo de jovens revolucionários encabeçados por Fidel Castro.

Segundo o documento escrito pelo atual presidente cubano, reinavam nos círculos de poder a desmoralização, o desenfreio e o ódio mesquinho, o que mostrava o estilo de governo implantado em Cuba.

A respeito disso, o autor denunciou a prática de colocar a imprensa a serviço das mentiras do governo a benefício dos grandes interesses capitalistas e não para apoiar os que defendiam os humildes, o homem digno e honrado.

Nesse sentido, culpou a polícia batistiana de publicar falsas acusações contra jovens revolucionários, acusar de terrorismo os rebeldes e caçar famílias de adversários políticos.

No texto, Fidel Castro afirmava que a economia do país estava mal, entre outras razões, porque a cada dia aparecia nas manchetes dos jornais um novo complô horripilante, segundo as próprias forças policiais.

Indicava que o mais sensato era mostrar um relatório sobre os sujos negócios e lucros que proliferavam em toda Havana, enriquecidos com o jogo ilícito e o mais elementar não cumprimento dos deveres por parte dos funcionários no poder.

Em sua denúncia, Fidel advertia que já não se podia viver em Cuba e que, mais cedo do que se imaginava, chegaria a hora de emigrar ou morrer.

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Movimentos equatorianos apostam em Assembléia Constituinte

Quito, 11 jun (PL) Hoje, a uma semana do fechamento do registro de assinaturas para as eleições da Assembléia Constituinte, movimentos e partidos políticos equatorianos apuram o ato e entregam suas listas ao Tribunal Supremo Eleitoral (TSE).

Dos 11 partidos nacionais inscritos no TSE, Movimento Popular Democrático (MPD), Partido Renovador Institucional (PRIAN), Rede Democrática (REDE) e Democratas Cristãos (UDC) já entregaram seus formulários com rubrica.

Os partidos Socialista (PSE), Roldosista (PRE) e Social-cristão (PSC) anunciaram que cumprirão esta obrigação na segunda-feira, enquanto o movimento PAIS (do governo) o fará amanhã.

As organizações políticas e sociais devem apresentar 93 mil assinaturas para participar com listas nacionais de congressistas nas eleições de 30 de setembro.

Neste contexto, começam a aparecer as alianças de grupos pequenos que se unem com outros maiores para poder obter a quantidade de assinaturas necessária e contar com delegados na futura Constituinte.

O movimento Poder Cidadão, liderado pelo ex-ministro da Economia Diego Borja, fez aliança com os agrupamentos Vive, Pachakutik, Alfaro Vive Carajo, Novo Espaço Cidadão, Llacta Karu e a Rede dos Migrantes.

Borja encabeça a lista dos congressistas nacionais. Outros grupos sociais se uniram à Aliança PAIS, e é esperada uma avalanche de coalizões nos próximos dias.

Uma vez entregues as listas de assinaturas, o TSE deverá qualificar as adesões em um prazo máximo de cinco dias.

Os dados serão comparados com o cadastro do TSE e dos 22 tribunais provinciais, com o objetivo de determinar a validez e a percentagem das assinaturas.

Caso exista alguma incoerência, como falta de coincidências de nomes ou repetições, as assinaturas serão inválidas.

Meios de comunicação nacionais avaliam que o desgaste dos partidos tradicionais devido aos conflitos de poder influiu no fato de que até agora poucos agrupamentos tenham registrado seus aspirantes a congressistas.

As eleições para ocupar um dos 130 assentos da Assembléia Constituinte serão no dia 30 de setembro.

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Analista propõe reunião sobre fronteira entre Peru e Chile

Lima, 11 jun (PL) O analista internacional Ernesto Velit sugeriu um diálogo entre os presidentes do Chile, Michelle Bachelet, e Peru, Alan García, para aliviar as tensões diplomáticas dos últimos dias entre ambos países.

O especialista, próximo à Chancelaria peruana, disse que é necessário que os chefes de Estado se falem pessoalmente para evitar que a controvérsia sobre o tema dos limites aumente e ponha em perigo a relação bilateral.

Sugeriu, inclusive, que a reunião poderia acontecer na XVII Cúpula da Comunidade Andina de Nações (CAN), a realizar-se na próxima quinta-feira em Tarija, Bolívia, na qual Bachelet participará como convidada, por ser o Chile um país associado ao bloco.

"Não deveriam perder a oportunidade de conversar e tratar este tema, pois do contrário este problema poderia crescer e a boa relação bilateral chegaria a um esfriamento total", disse Velit, em declarações destacadas pela agência estatal de notícias Andina.

A controvérsia diplomática se acentuou quando, ontem, o governo do Chile disse ser inapropriada a maneira com que o chanceler peruano, José García, anunciou no sábado o envio de um protesto oficial a Santiago.

O ministro disse ter enviado na quinta-feira última uma nota de protesto a uma queixa da delegação chilena nas Nações Unidas quando respondia à posição peruana sobre a divergência marítima.

A nota, explicou, é "forte e clara" e considera inaceitável a pretensão de ampliar o limite marítimo do Chile, recordado o caráter perpétuo dos tratados de limites.

Segundo o chanceler, na fronteira marítima peruana-chilena há uma controvérsia: O Peru diz que a mesma deve ser negociada e o Chile sustenta que está definida - mas a terrestre, que teria sido estabelecida pelo tratado de 1929 e por uma comissão bilateral demarcadora em 1930, não.

A queixa chilena que pretende questionar o traçado terrestre "não resiste a menor análise", sustentou o ministro peruano.

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Mortos no Iraque 3.508 soldados dos EUA

Bagdá, 11 jun (PL) O número de soldados norte-americanos mortos no Iraque em quatro anos de guerra subiu hoje para 3.508, logo após serem confirmados mais dois falecimentos nesta capital e na província de Diyala.

O comando das tropas estadunidenses informou que dois de seus militares morreram e outros dois ficaram feridos nos ataques, que também elevaram para 25.832 o número de feridos dessas forças.

Segundo a reportagem militar, um de seus soldados perdeu a vida quando atuava em um combate na zona sul de Bagdá.

O outro caso foi o de um militar pertencente à Divisão Multinacional Norte que não sobreviveu às lesões sofridas no sábado passado, quando operava em Diyala.

Nessa província do leste, os estadunidenses causaram a morte de 8 pessoas ao bombardear uma casa na região de Kenan.

Segundo outro comunicado militar, um helicóptero disparou contra a casa em que supostamente se achavam efetivos da resistência.

Fontes humanitárias recordaram que não é a primeira ocasião em que as forças aéreas dos Estados Unidos disparam contra zonas civis com o argumento de que são refúgios da resistência armada.

Kenan é uma das zonas mais perigosas para as operações do exército dos EUA, devido à freqüente perseguição rebelde.

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Começa Congresso Internacional Cultura e Desenvolvimento

Havana, 11 jun (PL) O V Congresso Cultura e Desenvolvimento terá início hoje na capital cubana com o tema central A defesa da diversidade cultural e a participação de 20 ministros e 600 delegados dos cinco continentes.

Este fórum, que acontecerá até o dia 14 de junho, tem como objetivos propiciar a reflexão, o debate e o intercâmbio sobre os problemas fundamentais da relação entre as artes, os processos culturais e o desenvolvimento, em um mundo globalizado.

Aspira, assim, a favorecer a análise do papel das indústrias culturais, as mudanças tecnológicas e a comercialização dos