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PRINCIPAIS NOTÍCIAS - JANEIRO 2007

(31/01) Fidel Castro e a força para ganhar as batalhas

(31/01) Congresso de Pedagogia 2007 faz segundo dia de deliberações

(31/01) Equatorianos na expectativa da reação do Congresso

(31/01) MAS boliviano apresenta proposta de votações em Constituinte

(31/01) Aval popular para a Lei que concede poderes especiais na Venezuela

(30/01) Cuba: Pedagogos do mundo advogam por educação de qualidade

(30/01) Bush empurra seus soldados para a tumba iraquiana

(30/01) Presidente de petroleira boliviana comprometido com transformações

(30/01) Depois de atentado, aviação israelense bombardeia Faixa de Gaza

(30/01) Questionamento aos poderes presidencial de guerra cresce nos EUA

(30/01) Equatorianos se mobilizam para defender Constituinte

(09/01) Chávez avança para novo mandato com gabinete renovado

(09/01) Trabalhadores iniciam bloqueios em departamento boliviano

(09/01) Aviação norte-americana ataca sul da Somália

(09/01) Pacifistas norte-americanos continuam jornada solidária em Cuba

(09/01) Governo russo retoma funções em meio de conflito energético

(08/01) Cuba reedita a entrada de Fidel Castro em Havana

(08/01) Maioria acredita que Ortega trará prosperidade à Nicarágua

(08/01) Novo governo venezuelano enfrenta construção do socialismo

(08/01) Denunciam que belicismo norte-americano é política de Estado

(08/01) Sobe o número de iraquianos mortos

(05/01) Parlamento venezuelano inicia sessões com prioridade para socialismo

(05/01) Morales decide levar adiante revolução democrática na Bolívia

(05/01) Mortes de soldados: os EUA antecedem nova estratégia para o Iraque

(05/01) Posse de Ortega será histórica no Nicarágua

(05/01) Tudo preparado em Cebu, Filipinas, para Cúpula ASEAN

(04/01) Raúl Castro e Torrijos dialogam sobre colaboração

(04/01) Primeiras mudanças na equipe de governo na Venezuela

(04/01) Ex-presidente equatoriano entregará faixa a Correa

(04/01) Estado boliviano recupera gestão da água

(04/01) Abertura de novo Congresso nos EUA proporciona forte luta

 

SEMANA

MAIS

 

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Articulo completo
Fidel Castro e a força para ganhar as batalhas

Havana, 31 jan (PL) O informe televisivo que mostrou o presidente Fidel Castro recebendo sorridente ao mandatário venezuelano, Hugo Chávez, lembra hoje aos cubanos a força e vontade para ganhar batalhas demonstrada por seu líder. 

Obrigado a desfazer com essa presença a enxurrada de versões sobre seu agravamento de saúde, originárias do exterior e especialmente dos Estados Unidos, o Chefe de Estado cubano despertou também a alegria da população.

Não era difícil ver ontem, nas ruas de Havana, nos lares, famílias assistindo a repetição da filmagem divulgada pelo programa Mesa Redonda Informativa.
Todos comentavam favoravelmente sobre o avanço no processo de recuperação do Chefe de Estado, seis meses depois de enfrentar uma complicada intervenção cirúrgica.

As opiniões emitidas por Chávez em declarações ao próprio programa eram uma confirmação da felicidade que lhe ocasionou, como ele mesmo afirmou, comprovar a melhoria importante no estado de saúde do Comandante em Chefe cubano.

A agenda da conversação sustentada pelos dois mandatários não podia ser outra: os problemas da energia no mundo pelo esbanjamento das potências capitalistas, o avanço da revolução energética na Venezuela e Cuba, o desenvolvimento positivo da ALBA e as ameaças dos Estados Unidos aos povos.

Foi possível apreciar, em cenas que recordaram os anteriores encontros dos dois presidentes, a mútua cordialidade e identificação entre o dirigente bolivariano e o "César da Dignidade" como Chávez chamara a Fidel Castro.

Para os cubanos, o progresso no processo de recuperação de seu líder os levou, indevidamente, a rememorar instantes chaves da história, marcados pela decisão de quem sempre os levou a vencer nos mais complexos combates.

Converter o reverso militar do assalto ao Quartel Moncada, em 1953, em motor impulsor da luta contra a ditadura de Fulgencio Batista e iniciar com o desembarque de 82 homens no iate Granma o nascimento de um exército revolucionário vitorioso, foram exemplos.

Mas igual ou em maior dimensão tiveram a liquidação do analfabetismo em apenas um ano, a nacionalização das empresas que tinham controlado interesses estrangeiros e a posição de princípios durante a perigosa Crise de Outubro, em 1962.

À lista terei que adicionar a luta na África marcando com o triunfo a liquidação do apartheid, a resistência do meio século ao bloqueio da potência mais capitalista do planeta e a atual solidariedade demonstrada para outros povos.

Ao evocar esses êxitos alcançados nas condições mais difíceis sob sua direção e observar as imagens transmitidas, os cubanos unem seus desejos à convicção de que Fidel Castro seguirá ganhando batalhas.

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Congresso de Pedagogia 2007 faz segundo dia de deliberações

Havana, 31 jan (PL) mais de mil e 500 delegados ao Congresso Internacional de Pedagogia 2007 desenvolvem hoje, nesta capital, seu segundo dia de deliberações sob o lema "Encontro pela unidade dos educadores".

O evento tem como cenário o Palácio das Convenções e faz a sessão paralelamente em plenárias, foros e simpósios que se estenderão até o próximo dia 2 de janeiro.
O programa de hoje inclui várias conferências especiais, entre elas a do presidente da Assembléia Nacional do Poder Popular (Parlamento), Ricardo Alarcón.
Alarcón dissertará sobre a posição de Cuba no contexto internacional, enquanto que o teólogo brasileiro Frei Betto abordará "A educação e o neoliberalismo".
Por sua parte, o secretário executivo do Convênio Andrés Belo, Francisco Huerta, falará com o plenário da reunião sobre educação e integração.
O interesse dos congressistas também estará centrado nos painéis sobre a educação para o desenvolvimento sustentável e a defesa da humanidade, enquanto as mesas redondas tratarão da democratização do saber e da educação científica e tecnológica.
A formação de valores como um desafio da sociedade na atualidade e as transformações atuais no bacharelado e a educação técnica e profissional em Cuba constituem a temática de mesas redondas assinaladas para a jornada de hoje.
Parte dos delegados está participando desde ontem em visitas a centros educacionais de diversos tipos e níveis com o objetivo de trocar idéias e experiências pedagógicas.
O encerramento do Congresso, a sua décima realização, será em 2 de fevereiro no teatro Kart Marx, conforme informaram os organizadores.
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Equatorianos na expectativa da reação do Congresso

Quito, 31 Jan (PL) Movimentos sociais e políticos se mantêm, hoje, na expectativa de qual será a reação do Congresso nacional, pois como advertiu o presidente Jorge Cevallos adotarão medidas contra os responsáveis pelas manifestações que reclamam uma consulta popular.
Segundo os últimos comunicados dos organizadores das marchas e protestos, mais de 80 mil pessoas de seis estados equatorianos, além da capital, participaram ontem nas manifestações contra o Parlamento e pelo referendo e uma Assembléia Constituinte.
Os manifestantes em Quito, que conseguiram a retirada dos deputados da sede do Congresso, se concentraram à noite no tribunal de Los Shyris, no norte, e no Tribunal do sul da capital, onde decidiram continuar as mobilizações.
Os manifestantes alertaram que o protesto em frente à sede do Legislativo constituiu o início de um processo de luta para conquistar uma mudança no Equador através da Constituinte, que sofre a oposição dos blocos de direita no hemiciclo equatoriano.
Estas declarações foram registradas pouco depois da advertência do líder do Congresso no hotel Swissotel, de que os protestos foram um atentado contra a segurança do Estado e que adotaram medidas para julgar os responsáveis.
Esta posição, em vez de buscar acalmar os ânimos, aumenta o confronto político no país, pois Cevallos culpa o presidente, Rafael Correa, pelas manifestações.
Analistas políticos afirmaram que com o apoio dos partidos Social Cristão (PSC), Democrata Cristão (UDC), Sociedade Patriótica (PSP) e Renovador Institucional (Prian), o presidente do Parlamento buscará a destituição de Correa.
Esta posição denota que a maioria parlamentar não entendeu a mensagem à véspera de milhares de pessoas, que em toda a nação reclamaram do desprezo das oligarquias e partidos políticos que controlam o território equatoriano, declaram as fontes.
As últimas pesquisas revelam que mais de 85 por cento da população apóia a proposta do mandatário de instalar uma Assembléia Constituinte para elaborar uma nova Carta Magna e impulsionar as reformas radicais.
Correa, quem apoiou as mobilizações, mas pediu que fossem pacíficas, ressaltou que o Congresso deve apagar o fogo que acendeu no país, ao impedir a agilização da solicitação de uma consulta para requerer uma Constituinte de plenos poderes.
Por isso, reiterou que "corresponde a eles (os legisladores), que iniciaram este fogo, apagá-lo".
Esperamos -sublinhou- que corram os prazos de lei "e, ao seu devido tempo, as respostas do governo serão vistas", sobre a convocação a um plebiscito para impulsionar o processo de mudança em defesa da pátria.
Finalmente, admitiu que o país passa por uma situação complexa, "mas -assinalou- sabíamos aonde estávamos indo, sabíamos que não ia ser fácil e estamos dispostos a cumprir (com o mandato) a qualquer custo".

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MAS boliviano apresenta proposta de votações em Constituinte

Sucre, Bolívia, 31 jan (PL) A Assembléia Constituinte boliviana conta hoje com uma proposta feita pelo governante Movimento Ao Socialismo (MAS), sobre a modalidade de votações no foro que contempla os dois terços reclamados pela oposição.
A maioria absoluta se aplicará para a aprovação dos artigos da nova Constituição e dois terços para as instâncias em detalhe e revisão, enquanto que em 2 de julho iria a conselho popular, propõe o MAS em busca de consenso.


O documento foi apresentado ontem à direção da Assembléia Constituinte para que seja analisado junto com os chefes de bancada partidária.
Porta-vozes do MAS assinalaram que a proposta é o resultado do trabalho que foi realizado em 11 de janeiro quando os constituintes desse partido ficaram de acordo sobre os principais pontos expostos.
A proposta de modificação do polêmico artigo 70 diz em concreto que o relatório das comissões será aprovado por maioria absoluta com a possibilidade de apresentar um relatório por minorias.
Quanto à aprovação ampla dos artigos constitucionais em plenária, se estabelece a maioria absoluta para os temas não polêmicos, no entanto, dois terços para aqueles conflitivos.
Deste modo se fixa uma cláusula de não bloqueio para a aprovação dos artigos até 2 de julho.
Se houvesse temas que não obtivessem o apoio dos dois terços até o prazo fixado, estes passariam a uma instância de coordenação política conformada pela direção, chefes da bancada partidária e presidentes de comissões com a finalidade de procurar um consenso final.
A decisão tomada em dita instância seria remetida à plenária para sua aprovação por dois terços, conforme propõe o MAS.
Finalmente, se esta última fase fracassar, o relatório com os artigos em desacordo passaria a consideração do povo mediante consulta popular.
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Aval popular para a Lei que concede poderes especiais na Venezuela

Caracas, 31 jan (PL) A solicitação de poderes especiais, apresentada à Assembléia Nacional pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, será submetida hoje à avaliação popular em um ato público convocado para sua aprovação definitiva.
A plenária do Legislativo já deu o visto bom ao projeto de Lei Habilitante, pedido pelo Executivo para poder criar leis em 11 áreas de caráter estratégico, entre as quais destacam a energia, economia, finanças, atividade social, cultura, segurança e defesa.
De acordo com especialistas, a concessão de poderes especiais terá uma vigência de 18 meses a partir de sua publicação na Gazeta Oficial e confere ao estadista o poder para aprovar decretos e normas com categoria e força de lei.
Depois de juramentar o cargo para o mandato 2007-2013, Chávez destacou o ingresso em uma nova etapa, a qual precisa de uma legislação capaz de apoiar os esforços para aprofundar o processo revolucionário.
Este projeto autoriza ao estadista a ditar decretos com categoria, valor e força de lei em matérias que são de importância e transcendência no novo projeto nacional.
A respeito, a titular do Parlamento, Cilia Flores, recordou que a Comissão Mista, designada para esse fim, avaliou detalhadamente o relatório, o qual foi submetido durante duas semanas ao parlamentarismo de rua.
A solicitação de poderes especiais, um dos elementos fundamentais no novo mandato do estadista, outorga ao Executivo maior força e coloca o país em condições de dispor de normas mais eficientes.
Especialistas lembram a existência de leis que mostram determinada defasagem com o avanço para um novo projeto socialista no país, e por isso é necessário um mecanismo em condições de modificar esse panorama.
O aval popular à Lei coloca o presidente em condições de acelerar o processo de transformações para a construção de um modelo de caráter socialista.
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Cuba: Pedagogos do mundo advogam por educação de qualidade

Havana, 30 jan (PL) Pedagogos de 42 países advogam a partir de hoje em Havana por uma educação de maior qualidade que permita ao ser humano ser melhor e contribuir com o desenvolvimento, para salvar-se como espécie diante dos desafios que enfrenta.
A décima edição de Pedagogia 2007, realizada em Cuba desde 1986, reunirá mais de cinco mil e 200 delegados e convidados, que discutirão sobre temas relativos ao ramo educacional e aos esforços para eliminar o analfabetismo no mundo.
O tema central da reunião é "O pensamento pedagógico latino-americano e universal", junto à análise das contribuições para conseguir uma educação de melhor qualidade para todos.
Estão previstos neste contexto 18 simpósios, além de conferências, mesas redondas, oficinas e debates.
O interesse dos assistentes a esta edição do Congresso se evidencia no alto número de participantes e de exposições apresentadas, dois mil e 411.
Cuba abordará através de seus delegados temas referidos às mudanças introduzidas no ensino fundamental e secundário, e o trabalho para desenvolver uma cultura geral integral.
Entre as intervenções especiais programadas destacam as de Ricardo Alarcón, presidente do Parlamento cubano, o ministro da Saúde Pública, José Ramón Balaguer, e o de Educação Superior, Juan Vela Valdés.
Também ditarão conferências Adán Chávez, ministro da Educação da Venezuela, quem dissertará sobre os programas bolivarianos no setor, e do intelectual brasileiro Frei Betto, quem versará sobre educação e neoliberalismo.
O ministro da Educação de Cuba, Luis Ignacio Gómez, ministrou a véspera a primeira conferência do evento, quem abordou os avanços da Ilha neste campo e as transformações para a formação de educadores e alunos mais integrais.
Gómez afirmou que só uma revolução educacional salvará a humanidade, frente a provocações como as mudanças climáticas, as guerras, o neoliberalismo e a má distribuição das riquezas.
"Poderá um analfabeto ou um iletrado compreender os desafios que devem ser enfrentados e vencidos?", perguntou o funcionário.
Deplorou a falta de vontade política persistente em muitas nações, cujos governos, apontou, submetem-se às políticas neoliberais do Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial.
O titular expôs que os Estados Unidos acumula 34 por cento da riqueza global, entretanto, na América Latina e no Caribe vivem 209 milhões de pobres, que representam 39,8 por cento dos habitantes do hemisfério, e 73 milhões mais que faz 20 anos.
Declarou que enquanto os países são obrigados a pagar dívidas externas, crianças e jovens recebem uma educação de má qualidade, face aos esforços dos educadores, com salários ínfimos que quase não conseguem para pagar o aluguel de suas modestas moradias.
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Bush empurra seus soldados para a tumba iraquiana

Bagdá, 30 jan (PL) As tropas norte-americanas sangram no Iraque, onde hoje informaram a morte de outros dois soldados americanos, que deixa em três mil e 86 a cifra de suas baixas mortais desde março de 2003.
A nova estratégia do presidente George W. Bush empurra em uma tumba aberta, há quatro anos, outros 21 mil e 500 efetivos, quatro mil deles com ordens de aniquilar a resistência em Al Âmbar


Foi nessa enorme província, de fronteira com a Síria, onde ocorreu uma das baixas reportadas esta terça-feira, nada mais foi dito sobre suas feridas.
O segundo falecimento, admitido pelo comando da ocupação, foi causado por um acidente de trânsito na localidade sulina de Nasiriya.
As tensões surgidas com a invasão angloestadunidense desde março de 2003 fizeram proliferar múltiplos antagonismos em setores sociais, o que se considera um dano central à unidade nacional.
Nessa linha, a imprensa local informou hoje dois atentados contra muçulmanos chiítas que participavam da Ashura, a principal celebração religiosa dessa comunidade.
Segundo balanços emitidos por fontes policiais, esses dois atos causaram a morte de quatro pessoas e feridas a outras 15 nesta capital.
O primeiro atentado foi perpetrado por dois desconhecidos que dispararam suas armas contra caminhonetes que transportavam peregrinos que retornavam de Najaf, onde está o mausoléu de Ímã Hussein.
Os veículos foram atingidos por tiros no bairro de Beyaa, oeste de Bagdá.
O outro ataque foi o disparo de um projétil de morteiro que caiu sobre uma multidão que celebrava a Ashura no bairro Kadimiya, em Bagdá, onde se localizam dois importantes santuários dessa escola.
Um terceiro ataque foi um atentado suicida contra a mesquita de Ali al Akbar, na aldeia de Dur Mandali, região de Baladruz, ao leste de Bagdá, e na qual perderam suas vidas 23 peregrinos.
Agentes da Polícia destacaram que nesse desastre na província iraquiana de Diyala, outros 57 fiéis tiveram lesões.
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Presidente de petroleira boliviana comprometido com transformações

La Paz, 30 jan (PL) O recém designado presidente da estatal Jazidas Petrolíferas Fiscais Bolivianas (YPFB), Manuel Morales, comprometeu-se a terminar o processo de transformação do setor de hidrocarbonetos no país, informam hoje fontes jornalísticas.
Meu objetivo é levar adiante uma gestão que combine experiência e capacidade profissional com força da juventude boliviana, declarou o diretor empossado ontem, em declarações ao jornal El Deber.
Comunicou que na próxima semana dará uma explicação dos planos que tem o país para encarar o trabalho no setor em 2007.
A instâncias do El Deber, analisou a gestão do ex-presidente da YPFB Juan Carlos Ortiz, quem foi demitido na semana passada, como marca no processo de nacionalização.
O decreto de nacionalização dos hidrocarbonetos definiu as características básicas da nova YPFB e o senhor Ortiz começou às levar adiante e, nesse sentido, minha gestão vai continuar com isso, confirmou.
Sobre os questionamentos de alguns setores logo depois de sua designação, indicou que a cidadania conhece que "desenvolvemos um longo processo, primeiro de luta, investigação e mobilização no tema dos hidrocarbonetos".
Afirmou que a gente conhece sua participação no processo de nacionalização.
Também negou que sua família esteja monopolizando cargos públicos e lembrou que de sua família está Marcia Morales -irmã- na presidência da Alfândega Nacional da Bolívia e agora ele na YPFB.
Morales indicou que o setor está necessitado de uma reestruturação, disto se deu conta logo depois de ter participado do processo de nacionalização e a seguir na elaboração dos 44 contratos estabelecidos com as transnacionais.
Por outra parte, acrescentou que a refundação do YPFB não é só tarefa do Governo, mas sim algo nacional.
Deveríamos todos os setores unir esforços para obter os objetivos nacionais, disse e pediu aos bolivianos que deixem para trás uma atitude de oposição e passar a outra positiva em benefício do país.
Sobre possíveis modificações na empresa indicou que "uma vez terminemos a refundação da YPFB, nesse momento acontecerão as mudanças organizativas correspondentes".
No entanto, seguimos operando com a estrutura estabelecida por lei, precisou e adicionou que se manterão as duas vice-presidencias, enquanto pouco a pouco alguns lugares vagos irão sendo preenchidos.
Sobre sua designação, apontou que a decisão tomada pelo presidente Evo Morales obedece ao momento que vive o setor de hidrocarbonetos e que é necessário acompanhar.
Morales, militante do Movimento ao Socialismo (MAS), é o terceiro presidente da YPFB do governo de Morales, cargo assumido a véspera em substituição ao do demitido Juan Carlos Ortis.
Aos 41 anos de idade, é graduado na carreira de Ciências Políticas em Havana, Cuba, além disso, estudou Sociologia e Comunicação Social na Universidade Maior de San Andrés (UMSA) entre os anos 1984 e 1988.
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Depois de atentado, aviação israelense bombardeia Faixa de Gaza

 

Tel Aviv, 30 jan (PL) A aviação israelense bombardeou um setor da Faixa de Gaza, em sua primeira reação bélica contra o território palestino pelo atentado suicida executado ontem contra a cidade balneária de Eilat.
Um porta-voz militar confirmou hoje o ataque aéreo ocorrido faz umas horas e que -oficialmente- pretendia destruir um túnel usado para o fornecimento clandestino de armas à resistência Palestina.
A fonte acrescentou que a operação aconteceu perto do passo de Karni, por onde as mercadorias eram transportadas da Faixa de Gaza a Israel e vice-versa.
Acrescentou que uns palestinos utilizaram o túnel para cometer um atentado em território israelense, um pouco abalado depois da explosão em um comércio de Eilat, o primeiro atentado suicida contra essa cidade.
O atentado, que deixou três vítimas letais, foi reivindicado pela Jihad Islâmica (Guerra Santa muçulmana) e as Brigadas dos Mártires de Aqsa, vinculadas ao movimento AL Fatah.
Em um cenário marcado pelo fracasso na guerra contra Líbano, o ministro da Defesa de Israel, Amir Peretz, manifestou "a intenção de adotar medidas muito duras contra os organizadores do atentado em Eilat".
Entretanto, a rádio estatal assegurou esta terça-feira que o governo do primeiro-ministro Ehud Olmert reagiria com moderação ao ataque suicida.
O meio acrescentou que o gabinete optou por essa atitude frente aos pronunciamentos do Exército de dar uma resposta violenta.
Olmert e sua equipe -disse a rádio- tratam de não pôr em perigo a trégua estabelecida para a Faixa de Gaza.
Também o periódico Haaretz coincidiu em que não se prevê uma operação de grande envergadura contra esse território palestino, mas sem descartar a execução de ataques pontuais.
Ainda não foram cifradas as vítimas e as perdas materiais causadas pelo bombardeio da aviação israelense e nenhuma fonte independente tampouco confirmou se essa operação foi só contra um túnel.
Não obstante, habitantes da área fizeram referência a várias explosões perto do passo de Karni.
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Questionamento aos poderes presidencial de guerra cresce nos EUA

Quito, 17 jan (PL) O estatuto que regerá a formação de uma Assembléia Constituinte gera hoje desassossego entre movimentos e organizações políticas e sociais do Equador. 
Tudo indica que o presidente Rafael Correa está decidido a cumprir com suas promessas eleitorais, pois após instalar-se na casa de Governo assinou vários decretos e anunciou o estatuto da Constituinte, encarregada de impulsionar as reformas políticas.
O regulamento contém 23 artigos, alguns dos quais preocupam a grupos populares por permitir aos partidos políticos participar sem recolher assinaturas, enquanto os agrupamentos civis devem contar com 1% do cadastro eleitoral.
A Assembléia com plenos poderes estará integrada por 87 membros, duraria 180 dias e fixará -de requerer-se- uma prorrogação de 60 dias.
Do total de congressistas, 56 serão escolhidos por circunscrição provincial, 28 a escala nacional e três pelos imigrantes.
Os equatorianos maiores de 25 anos podem aspirar a congressistas e uma vez realizada a consulta, o Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) tem oito dias de proclamados os resultados da consulta para convocar à eleição dos membros da Constituinte.
De acordo com o estatuto, 56 congressistas serão escolhidos por circunscrição provincial: um por cada província, o que dá um total de 22, enquanto os outros 34 serão distribuídos de acordo com o cadastro eleitoral. Três estarão representados pelos imigrantes.
Segundo o regulamento, "a Assembléia Constituinte é convocada pelo povo equatoriano e está dotada de plenos poderes para transformar o marco institucional do Estado, e para elaborar uma nova Constituição".
Entretanto, gera dúvidas a colocação de que as reformas, e não a Carta Magna, aprovadas pelos congressistas serão submetidas a referendum.
Tampouco está claro, segundo o líder político León Roldós, se deve-se instalar novamente a Constituinte caso que o povo rechace as mudanças aprovadas em um plebiscito.
A Assembléia será presidida temporariamente por uma comissão formada por três de seus membros com a mais alta votação na circunscrição nacional e estes serão encarregados à Presidência, vice-Presidência e secretaria, respectivamente.
Esse grupo organizará a eleição dos diretores de dito órgão e ato seguido cessarão em suas funções.
Para debater e aprovar qualquer iniciativa, o quórum será a metade mais um.
Um congressista poderá ser desqualificado pelas inabilidades ou incompatibilidades estabelecidas na Constituição, em cujo caso será substituído por seu respectivo suplente ou, na falta deste, pelo candidato que lhe siga em votação.
Meios políticos de esquerda qualificaram de positivo o anúncio dos estatutos, pois já ninguém dúvida da celebração da Assembléia, mas sim analisa esse regulamento para aperfeiçoá-lo.

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Equatorianos se mobilizam para defender Constituinte

Quito, 30 jan (PL) Movimentos sociais e políticos realizam hoje mobilizações nesta capital e outras cidades equatorianas para reclamar a imediata convocatória a uma consulta popular que peça a instalação de uma Assembléia Constituinte.
Os protestos começarão em Quito e se estenderão a Guayaquil, Cuenca e outras capitais provinciais, com a participação de militantes dos movimentos Popular Democrático (MPD), do Aliança País, estudantes, trabalhadores e camponeses.
Ciro Guzmán, Diretor nacional do MPD, chamou ontem à cidadania a somar-se a esta mobilização para defender o direito do povo a pronunciar-se em um referendo pela Constituinte.
Convocou aos trabalhadores, homens e mulheres de esquerda, democratas e progressistas, a sair às ruas para exigir ao Congresso o imediato trâmite que permita o plebiscito.
Só a cidadania pode decidir com seu voto na consulta se deve se realizar ou não a Assembléia e não a direita que pretende anular uma representação popular, enfatizou.
Guzmán reclamou a necessidade de que o povo equatoriano impeça a partidocracia, que pretende impedir o pronunciamento popular.
O MPD, as centrais sindicais e grupos sociais sairão às ruas e partirão até o Congresso diante da suposta negativa do Legislativo de dar passo ao referendo.
Jaime Arciniega, líder do Frente Unitário dos Trabalhadores, ressaltou que nestes protestos participarão também grupos afroequatorianos, estudantes, trabalhadores e indígenas, que irão do setor de La Carolina até a sede do Parlamento.
"Sabemos que outra manifestação sairá do parque El Arbolito, então estaremos apoiando nestas marchas que começarão às 09:00 horas local (14:00 UTC) a favor da consulta e da Constituinte", asseverou.
Exigiremos aos deputados devolvam o pedido de conselhos popular ao Tribunal Supremo Eleitoral para que a organize de maneira definitiva, afirmou Arciniega.
O líder sindical destacou que os manifestantes passarão pela sede do Legislativo e avançarão até a Praça do Santo Domingo, no centro histórico de Quito.
Durante a jornada farão igualmente marcha e motins no Guayaquil, Concha e outras capitais provinciais em apoio ao plebiscito, que pede a instalação da Constituinte.
Estes protestos se registram quando a Comissão de Assuntos Constitucionais apresenta um relatório ao pleno do Congresso, na qual se prevê o pedido da devolução da proposta de consulta ao presidente Rafael Correa.
Segundo fontes parlamentares, proporia-se a Correa a elaboração de um texto constitucional transitivo, o qual deverá ser enviado ao semicírculo nacional para sua posterior análise.
Desta forma, dilataria-se o processo para realizar o referendo, o qual conta com a oposição dos deputados dos blocos Renovador Institucional, Social Cristão e Democrata Cristão.
O mandatário sustenta, entretanto, que a Carta Magna o faculta a solicitar ao Tribunal Eleitoral a realização do plebiscito quando se trata de assuntos transcendentais para o país.
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Chávez avança para novo mandato com gabinete renovado

Caracas, 9 Jan (PL) O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, marcha hoje para um novo mandato com o apoio de um gabinete renovado e importantes desafios na estratégia de consolidação do processo revolucionário bolivariano.


A gestão do estadista se apóia em 27 ministérios, deles dois -Telecomunicações e Povos Indígenas- de nova criação e ocupados como titulares por Jesse Chacón e Nizia Maldonado, respectivamente.

Após a vitória nas eleições de 3 de dezembro passado, Chávez solicitou que o deixassem "em plena liberdade de reformular" essa estrutura para fazer algumas modificações "onde considerasse necessário fazer os ajustes", sem que isso significasse questionamentos ao trabalho realizado pela equipe do primeiro mandato.

Depois das mudanças realizadas pelo presidente, a vice-presidência da República ficou nas mãos de Jorge Rodríguez, que substituiu José Vicente Rangel.

Para o Ministério do Interior e Justiça foi designado Pedro Carreño, acompanhado do Rodrigo Cabezas (Finanças), Erick Rodríguez (Saúde), David Velásquez (Participação Popular) e Hugo Cabezas (ministro da Presidência).

A relação de novos titulares inclui além de Adán Chávez (Educação), Héctor Navarro (Ciência e Tecnologia), Yubirí Ortega (Ambiente e Recursos Naturais), José Ramón Rivero (Trabalho), Olga Azuaje (Turismo) e Luis Acuña (Educação Superior).

Permanecem em seus cargos Rafael Ramírez (Energia e Petróleo), Jorge Giordani (Planejamento e Desenvolvimento), Nicolás Maduro (Relações Exteriores), Raúl Baduel (Defesa), Francisco Sesto (Cultura), Ramón Carrizalez (Moradia e Habitação) e Eduardo Alvarez (Esporte).

Completam a relação de ratificados Pedro Morejón (Economia Popular), Erika Farías (Alimentação), Elías Jaua (Agricultura e Terras), José David Cabello (Infraestrutura), Maria Cristina Iglesias (Indústrias Ligeiras), José Khan (Indústria Básica e Mineração) e William Lara (Comunicação e Informação).

Entre as prioridades a curto prazo, Chávez mencionou a opção de uma Lei Habilitante, a reforma socialista constitucional, educação popular, a nova geometria do poder e o fomento do poder comunal.

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Trabalhadores iniciam bloqueios em departamento boliviano

Cochabamba, Bolívia, 9 Jan (PL) Novas medidas de protesto iniciaram hoje nesta cidade por filiados da Central Operária Departamental (COD), que exige a renúncia do prefeito (governador) Manfred Reis Vila.
Víctor Mitma, secretário-geral dessa organização, afirmou que como primeira ação, os filiados da COD fecharam a estrada que une Cochabamba com Santa Cruz.
Também afirmou que nos arredores da sede da prefeitura será mantida uma vigília pacífica, se não forem agredidos outra vez pela polícia, enquanto essa autoridade não abandonar a cidade.
Deste modo explicou que a decisão dos movimentos sociais é irrevogável e também é uma resposta às ações repressivas de ontem por parte dos policiais.
Mitma adiantou que num encontro com o recém designado chefe da Polícia Nacional, general Miguel Vásquez, recebeu garantias de que haverá amparo aos manifestantes.
Por sua parte, o deputado Iván Canelas, do governante Movimento ao Socialismo, que está sendo mediador na crise, disse que pediu às partes que seus protestos sejam "de maneira pacífica", sem provocar danos nem colocar em risco vidas humanas.
"Não se pode usar a força, se está garantindo a normalidade", afirmou.
Na véspera, camponeses, indígenas e membros de organizações sindicais foram reprimidos violentamente por efetivos policiais quando realizavam uma marcha pacífica exigindo a renúncia de Reyes Vila.
Segundo fontes oficiais, o próprio governador instruiu à Polícia Departamental a desalojar pela força os manifestantes da Praça 14 de Setembro, onde tinham se reunido para questioná-lo.
A marcha foi dispersa por efetivos da ordem com gases lacrimogêneos e uso de balas de pequeno calibre de borracha.
Os policiais não levaram em conta que no lugar se encontravam mulheres, crianças e idosos. Como resultado foram contabilizados mais de 20 feridos, entre eles vários jornalistas.
Dirigentes e autoridades do governo questionaram a violência, ordenada supostamente por Reyes, minutos depois de empossar o novo chefe da Polícia Departamental, coronel Wilge Obleas, que foi destituído de seu cargo pelo Ministério de Governo.
Segundo o presidente da Câmara de Deputados, Edmundo Novilho, o governador da Cochabamba se afastou dos interesses de seus habitantes.
Por sua parte, o vice-presidente da República, Alvaro García, assinalou que a solução ao conflito deve passar pelo diálogo propiciado pelas autoridades departamentais.
"Lamentamos o nível de conflitividade e violência gerada em Cochabamba, já que nosso governo decidiu como linha fundamental que nem a Polícia nem o Exército sejam usados para reprimir as pessoas", manifestou García..
Houve excessos no uso da força e isso gerou essa tensão, precisou o vice-presidente à imprensa, depois de advertir que o governo não tolerará nenhum tipo de confrontação entre bolivianos.
Também estimou que a crise foi gerada pelo governador cochabambino, que anunciou uma nova convocatória a referendo autonômico, em um departamento onde o povo se opõe à divisão.
"Que tenha havido um referendo sobre o tema recentemente há mais de seis meses (em 2 de julho de 2006), e que agora se busque fazer outra consulta similar, é uma provocação", indicou.
García insistiu para um encontro entre as partes encontradas, em que também devessem participar os setores políticos regionais.
Passada-a semana uma multitudinária concentração exigiu a renúncia de Reyes por expressar seu respaldo público a ordens separatistas e convocar um referendo sobre as autonomias, desconhecendo a vontade popular.

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Aviação norte-americana ataca sul da Somália

Nairobi, 9 Jan (PL) A aviação americana atacou povoados na zona somali do Ras Kamboni, na fronteira com o Quênia, uma operação respaldada politicamente hoje pelo presidente do governo de transição, Abdullahi Yusuf Ahmed.
Estados Unidos voltou a empregar a força contra Somália a pouco mais de uma década de fracassar em uma operação militar contra rebeldes no Mogadiscio, a capital, que custou a vida de 18 soldados norte-americanos.
Em uma coletiva de imprensa, o mandatário designado afirmou que os norte-americanos "têm direito de efetuarem ataques aéreos contra membros da Al Qaeda onde quer que se encontrem".
Antes que Abdullahi Yusuf, o vice-primeiro ministro, Hussein Aideed informou aspectos da ação e a apoiou politicamente ao dizer que "têm todo nosso apoio" para esses atos.
Segundo Aideed, os bombardeios se dirigiram a supostos membros da rede Al Qaeda implicados nos atentados com dinamites contra as embaixadas de Washington em Nairobi e Dar É Salaam (Quênia e Tanzânia) em 1998.
Inicialmente não foi confirmado se a operação obteve o encargo anunciado, mas espaços noticiosos americanos fizeram referência que na área havia muitos cadáveres.
Esse ataque, executado na véspera pelo AC-130 procedentes do comando central norte-americano no Djibuti, foi povoados do Elnadow, Kudha e Hayow.
Nessa direção operam tropas do governo de transição e soldados etíopes contra supostos remanescentes da União das Cortes Islâmicas (UCI).
O AC-130 possui sensores para a detecção e aniquilamento de objetivos e foram empregados em missões similares no Afeganistão e Iraque.
Soldados etíopes e somalis lançaram uma ofensiva contra os combatentes da UCI, a quem desalojaram de Mogadíscio, onde eram fortes desde mediados do passado ano.

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Pacifistas norte-americanos continuam jornada solidária em Cuba

Havana, 9 Jan (PL) A norte-americana Cindy Sheehan, mãe de um soldado morto no Iraque, e outros pacifistas devem viajar ao oriente cubano, para protestar contra a manutenção pelos Estados Unidos de um cárcere na Base Naval de Guantânamo.
Nessa instalação, que Washington mantém contra a vontade dos cubanos, permanecem encarcerados desde de 11 de janeiro de 2002 cerca 400 supostos membros da rede terrorista Al Qaeda, sem que até a presente data tenham sido julgados.
"Achamos que nossa viagem devia coincidir com o quinto aniversário da abertura da prisão para protestar contra o tratamento desumano dado ali aos prisioneiros, que são privados de um processo justo", apontou Sheehan.
Os pacifistas americanos desejam encontrarem-se com o presidente do Instituto Cubano de Amizade com os Povos, Sergio Corrieri, e oferecer uma coletiva de imprensa na sede dessa instituição de solidariedade, entre outras atividades.
Os pacifistas continuam denunciando em Havana a política guerrerista do presidente de seu país, George W. Bush.
Sheehan considera que seria um grave engano para os Estados Unidos o possível reforço das tropas americanas no Iraque, pois queremos -disse- que eles retornem, não que enviem mais soldados.
Esperamos que o Congresso exija que Bush não envie mais forças, acrescentou a conhecida como "Mãe Paz" ao referir-se às gestões que desenvolve sua organização, Código Rosado: Mulheres pela Paz, diante da presidente da Câmara de Representantes, Nancy Pelosi.
As pretensões hegemônicas e o belicismo do governo dos Estados Unidos formam parte de uma política institucional que envolve por igual a republicanos e democratas, denunciaram os pacifistas norte-americanos em visita a Cuba.
Os ativistas humanitários, de direitos civis e contra a guerra arremeteram contra os círculos de poder americanos que -disseram- fazem fortuna a partir dos conflitos bélicos.
"Paz e amor", escreveu Sheehan em espanhol no livro de visitantes após percorrer na segunda-feira a Escola Latino-americana de Medicina (ELAM), um projeto no qual estudam gratuitamente mais de 10 mil jovens de vários países, inclusive 91 americanos.
"Estou impressionada pela escola, a qualidade dos estudantes, nunca tinha visto nada parecido no mundo, não importa de que lugar do mundo viemos, nem sequer se nossos governos não se dão bem, temos os mesmos corações cheios de amor", escreveu.
Durante o terceiro dia de estadia na ilha, a ativista conversou com diretores da ELAM e com futuros médicos de seu país e América Latina, ocasião em que destacou os esforços de Cuba na formação de pessoal qualificado para a região.
Diante da pergunta da Prensa Latina se não temia represálias em sua volta aos Estados Unidos, a visitante respondeu que supõe seu país seja livre, não podem me dizer onde posso visitar, acrescentou.
Se tiver algum problema em meu retorno, afirmou, voltarei a vir aqui.
"É mais importante deter as torturas no Guantânamo, que iraquianos e norte-americanos morram no Iraque, que possíveis punições contra minha pessoa", expôs Sheehan.
"Todos os norte-americanos deveriam se sentir desse modo e romper o embargo", assinalou ao referir-se à política de bloqueio da Casa Branca que impede a seus cidadãos visitarem a ilha, e que submete há quase meio século Cuba a severas sanções e ameaças bélicas.
Vou retornar aos Estados Unidos e animar a meus concidadãos para que vejam por seus próprios olhos a realidade cubana, expôs convencida a mulher que nessa quinta-feira exigirá em uma vigília nas imediações da Base Naval do Guantânamo o fechamento da prisão.

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Governo russo retoma funções em meio de conflito energético

Moscou, 9 Jan (PL) O governo russo retorna hoje às funções habituais depois de um longo feriado, matizado aqui pelas festividades ortodoxas de natal e um conflito energético com a Bielorússia que parece complicar-se.
As discrepâncias bilaterais na questão tarifária por fornecimento de petróleo e transporte de óleo geraram um problema que afeta nestes momentos a outros países, em virtude do corte no bombeamento de combustível.
Às afetações denunciadas ontem pela Polônia e Alemanha se somaram nesta terça-feira Eslováquia e Hungria, receptores também do petróleo russo que circula pelos oleodutos através da Bielorússia.
No meio do rarefeito clima, potencializado em boa medida pelos meios de imprensa, as partes tentarão hoje iniciar as negociações sobre o tema energético, que centraliza as disputas russo-bielorrusas.
Com esse fim chega a Moscou o representante plenipotenciário do governo do vizinho país -aliado mais próximo do Kremlin-, o vice-primeiro ministro Andrei Kobyakov, conforme confirmou a agência noticiosa ITAR-TASS.
Uma delegação encabeçada pelo vice-titular de Economia Vladímir Naidunov se encontra desde 8/01 na capital russa para preparar o encontro, que se realiza a proposta do Minsk.
Funcionários do ministério russo de Desenvolvimento Econômico e Comércio adiantaram, entretanto, que a reunião dependerá em primeiro lugar de uma revogação do pagamento imposto pelo trânsito de petróleo através de território bielorruso, algo que parece pouco provável.
Isto último seria possível, conforme disseram fontes do governo do presidente Alexander Lukashenko, em caso de medidas de reciprocidade, que aludem à tarifa petroleira introduzida pela Rússia em dezembro passado sobre o combustível exportado ao vizinho país.
Não obstante, Bielorússia reiterou sua vontade de negociar uma solução da discrepância energética bilateral em condições vantajosas para ambos os Estados, e um sinal nessa direção é ao que parece a visita anunciada para amanhã do primeiro-ministro Serguei Sodorski.
À margem deste conflito, a Duma estatal russa (câmara baixa) inaugura hoje as sessões da primavera com a primeira reunião neste ano do conselho parlamentar.
O plenário de deputados está previsto para amanhã quarta-feira na sede central do Ojotny Riat, localizada em frente da Praça Vermelha, quando o titular Boris Grizlov apresentará 40 projetos que deverão passar até julho.
As leis sobre orçamento federal 2008-2010, aumento do salário mínimo, responsabilidade administrativa por expressões de extremismo e normativas do serviço municipal, centram a agenda deste período legislativo.

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Cuba reedita a entrada de Fidel Castro em Havana

Havana, 8 jan (PL) Tudo foi diferente para Cuba desde 8 de janeiro de 1959, hoje faz 48 anos em que o jovem Fidel Castro entrou triunfante em Havana à frente da Caravana de barbudos que desceram de Sierra Maestra.

Milhares de habaneros foram então às ruas para lhe dar boas-vindas ao Comandante do Exército Rebelde que conduziu as ações até derrocar à tirania de Fulgencio Batista, quem preferiu fugir a enfrentar sua derrota.

Do município de Cotorro, por onde entraram na capital, até o Palácio Presidencial, e dali ao quartel militar de Columbia, Fidel e os combatentes da última gesta independentista na Ilha receberam uma calorosa acolhida, carregada de emoções.

Montados em tanques e caminhões, os guerrilheiros receberam uma multidão que os aclamava e deixava escutar gritos de !Fidel!, !Fidel!, !Fidel!, em sinal de um reconhecimento cedo da transcendental figura do máximo líder da Revolução cubana.

Dos terraços se lançavam flores, e pelo Paseo del Prado, o Malecón e o Vedado não havia espaço vazio desde horas antes, na espera dos lutadores pela liberdade, enquanto as bandeiras cubanas e do Movimento 26 de Julho tremulava de todo lugar.
O veículo que trazia o líder revolucionário e a seus companheiros, entre eles o comandante do povo de chapéu, Camilo Cienfuegos, estremecia os corações dos habaneros, quem queria abraçar ou dar a mão aos caravanistas.

Assim, recorda neste aniversário o jornal Granma em sua primeira página, onde a jornalista Marta Rojas, testemunha deste acontecimento, descreve a apoteose daquela jornada memorável, uma e tantas vezes repetida ao longo da história Pátria.

"O povo ganhou a guerra", disse Fidel Castro àquela multidão de 8 de janeiro, e manifestou também que, entretanto, ainda tinha muito por fazer e possivelmente adiante tudo seria mais difícil, como em efeito ocorreu até nossos dias.

Quase cinco décadas depois, o povo voltou às ruas para recordar o triunfo e manifestar seu apoio incondicional ao mesmo projeto social vigente na Ilha desde 1959, a Fidel Castro e aos dirigentes da Revolução.

Em cada localidade, rememoram-se passagens daquele fato e as testemunhas falam com as novas gerações de seu significado e da transcendência do projeto social esboçado já em 1956 pelo líder revolucionário, em sua alegação por escrito conhecida como A História me absolverá.

Os avisos reiteram a frase de Fidel Castro de que "o destino da Pátria não pode ser novamente escamoteado", em alusão às pretensões do governo dos Estados Unidos por asfixiar à Revolução, desde o início.

Outra vez Cuba volta a viver por estas jornadas o júbilo pela vitória alcançada depois das jornadas heróicas de Sierra Maestra, disposta às reviver para preservar a soberania nacional.

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Maioria acredita que Ortega trará prosperidade à Nicarágua

Manágua, 8 jan (PL) 67,1% da população acredita que o governo de Daniel Ortega, quem assumirá a presidência da nação na quarta-feira próxima, trará prosperidade para a Nicarágua, de acordo com dados de uma pesquisa divulgados hoje aqui.
A sondagem realizada pela empresa M e R Consultores entre 21 e 28 de dezembro passados, constatou que somente 19% dos entrevistados pensa o contrário, enquanto que 13,8% se negou a responder a pergunta.
Conforme a pesquisa, que abrangeu a mil e 800 pessoas maiores de 16 anos de todo o país, 64,6% dos entrevistados disse que a volta ao poder do sandinismo, logo depois de 16 anos de governos neoliberais, lhes produz um sentimento de esperança.
67,3% pensa igualmente que a partir de 10 de janeiro haverá estabilidade social e paz, como prometeu o líder sandinista durante a campanha eleitoral que culminou com sua vitória nas urnas em 5 de novembro passado.
O estudo publicado esta segunda-feira pelo jornal la Prensa destaca que Ortega é apoiado por 57,9% dos nicaragüenses, frente aos 36,3% que o adversa.
Ao comentar nesta segunda-feira os resultados da pesquisa, a Rádio Primeríssima considerou "muito preocupante, pois é um desafio para o novo governo", que 55,5% dos pesquisados dissesse que sairia de Nicarágua se tivesse oportunidade.
A busca de um futuro melhor, emprego ou estudos estão entre as razões enumeradas para emigrar.
49,5% disse estar igual a há cinco anos, mas 50,3% acredita que poderia melhorar sua situação econômica no prazo de um ano, enquanto que o 51,5% tem esperanças de fazê-lo nos próximos cinco anos.
50,4% opinou que o suposto acordo entre as duas forças majoritárias do país (Frente Sandinista de Libertação Nacional e Partido Liberal Constitucionalista) para dividir-se cotas de poder, continuará durante o próximo governo.
Perguntados sobre a atuação do governo passado, que encabeçou o presidente Enrique Bolaños, 38,8% considerou que foi má, enquanto que 66,7% qualificou seu estilo de ambíguo e pouco firme.
Onde houve quase plena coincidência entre os entrevistados foi na redução do número de deputados da Assembléia Nacional e dos "megasalários" que sucedam os funcionários públicos.
De acordo com a pesquisa, 92,1% pronunciou a favor de recortar a quantidade de legisladores -atualmente são 92-, e 92,8% esteve de acordo pelo corte de salários a ministros, deputados e outros altos dirigentes.
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Novo governo venezuelano enfrenta construção do socialismo

Caracas, 8 jan (PL) O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, toma hoje juramento dos membros de sua nova equipe de governo, com uma agenda empenhada em aprofundar o socialismo do século XXI.

Até o momento, os ajustes realizados pelo mandatário para o período que começa oficialmente em 10 de janeiro apontam à continuidade nas políticas dos diversos ministérios.

Em dias anteriores, foram anunciadas as nomeações para responsabilidades ministeriais de Pedro Carreño (Interior e Justiça), Hugo Cabezas (Finanças), Adán Chávez (Educação), José Ramón Rivero (Trabalho e Segurança Social) e Yubirí Ortega (Ambiente).

Completam a lista Erick Rodríguez (Saúde), Héctor Navarro (Ciência e Tecnologia) e David Velásquez (Participação e Desenvolvimento Social), enquanto o ex-titular do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) Jorge Rodríguez assumirá a Vice-presidência da República.

Educação Superior, Turismo, Alimentação, Comunicação e Informação são outros dos ministérios nos quais os peritos prevêem a opção de mudanças.

Foram ratificados em seus postos os responsáveis por Energia e Petróleo, Rafael Ramírez, e Planejamento, Jorge Giordani.

Depois da vitória nas eleições de 3 de dezembro passado, Chávez anunciou modificações na composição de sua equipe de governo, para dessa forma enfrentar as provocações de uma nova etapa no país.

Nessa ocasião, solicitou que o deixem "em plena liberdade de reformular" essa estrutura para fazer algumas modificações "onde considere que terá que fazer ajustes", sem que isso implique questionamentos ao trabalho realizado.

A política que se formula, acrescentou, "deve definir para onde vamos, quais são as metas, objetivos, estratégias, deve definir os caminhos para se chegar aos objetivos".

Os ministros já designados trabalham com os responsáveis pelos diversos ministérios com vistas a conhecer a situação dos projetos em execução e delinear a estratégia a seguir para cumprir com os objetivos previstos pelo executivo.


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Denuncia-se que belicismo norte-americano é política de Estado
Ulises Canales

Havana, 8 jan (PL) As pretensões hegemônicas e o belicismo do governo dos Estados Unidos formam parte de uma política institucional que envolve igualmente a republicanos e democratas, denunciaram pacifistas norte-americanos de visita hoje em Cuba.
Ao completar o segundo dia de estadia nesta ilha, ativistas humanitários, de direitos civis e contra a guerra arremeteram contra os círculos de poder americanos que -disseram- fazem fortuna a partir dos conflitos bélicos.
Medea Benjamín, co-fundadora do grupo feminino antimilitarista Código Rosado: Mulheres pela paz, afirmou que em matéria de militarismo e armamentismo "trata-se de uma política de Estado, acima de qualquer significado político".
"Há todo um sistema que tira ganho da guerra", declarou à Prensa Latina Benjamín, diretora da organização não governamental Global Exchange (que promove alternativas de comércio justo frente à globalização corporativa).
A ativista viajou na sábado a Cuba junto a pacifistas como Cindy Sheehan, chamada "Mamãe da Paz" depois de sua campanha para exigir o afastamento da guerra no Iraque, onde morreu um filho dele, o soldado norte-americano Casey Sheehan.
Na sua opinião, "os republicanos podem ter elos mais estreitos com companhias como Lockheed Martin (de armamento e informática), ou Halliburton, que se aproveitaram muitíssimo da guerras, mas também os democratas têm suas conexões".
Também fez alusões a empresas como a Brown Root, subsidiária da Halliburton, e as petroleiras Chevron, Exxon Mobil e Texaco.
Procuramos que nosso governo ponha uma data firme para a saída das tropas do Iraque, mas agora com o novo Congresso estão pedindo mais de 100 bilhões de dólares mais. "Não vemos o fim desta guerra", apontou Benjamín.
Considerou curioso que os democratas, cujo partido afirma querer terminar com a beligerância no país árabe, também digam que vão aprovar a distribuição de bens desse montante.
"Isso quer dizer que ajudam ao presidente a seguir com esse conflito. Dizemos aos congressistas que querem terminar com a guerra e salvar as vidas de soldados norte-americanos, têm que negar os recursos", insistiu.
A dezena de pacifistas americanos tem previsto viajar na terça-feira à província oriental de Guantânamo para realizar uma vigília nas proximidades da base naval que os Estados Unidos mantém nessa zona contra a vontade dos cubanos.
Em dita instalação militar, de 117 quilômetros quadrados de extensão, permanecem encarcerados desde janeiro de 2002 400 supostos membros da rede terrorista Al Qaeda, a estes até a data não lhes deram julgamento.
"Acreditam que nossa viagem devia coincidir com o quinto aniversário da abertura da prisão para protestar pelo tratamento desumano que se dá aos prisioneiros, quem são privados de um processo justo", apontou por seu lado Sheehan.
A chamada Mamãe da Paz manifestou a Prensa Latina que muitos americanos sentem vergonha "por nosso governo e as atrocidades que estão sendo cometidas em Guantânamo", onde centenas de prisioneiros foram torturados.
Durante a permanência em Guantânamo, um advogado integrante do grupo e perito em questões legais dos detidos ministrará uma conferência sobre as condições nessa penitenciária, as quais denunciou diante da Corte Suprema dos Estados Unidos.
mpm Ucl
PL-1

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Sobe o número de iraquianos mortos

Washington, 8 jan (PL) mais de 17 mil iraquianos morreram no segundo semestre de 2006, um dos períodos mais letais para o país depois da ocupação anglo-norte-americana, destaca hoje o jornal The Washington Post.
Segundo estatísticas confidenciais do Ministério de Saúde do Iraque citadas pelo jornal, a cifra representa um considerável aumento em comparação com os primeiros seis meses do ano, quando morreram cerca de seis mil pessoas.
Um funcionário desse ministério, que falou em condição de anonimato, comentou ao Post que os números são incompletos, por isso o total de vítimas poderia ser maior.
Em outubro último, a revista médica britânica The Lancet publicou um segundo estudo sobre a mortalidade no Iraque logo depois de mais de três anos de intervenção estrangeira.
A investigação foi realizada pela Escola Bloomberg de Saúde Pública da Universidade Johns Hopkins de Baltimore (Maryland) e a Faculdade de Medicina da Universidade al-Mustansiriya de Bagdá.
De acordo com a pesquisa, entre março de 2003 e julho de 2006, como conseqüência direta da ocupação morreram 654 mil e 965 pessoas, o que representa 2,5% da população do país.
A imensa maioria (91%) pereceu por causa de atos violentos, e o resto devido à deterioração das condições de vida.
Espera-se que o presidente americano, George W. Bush, anuncie esta semana sua nova estratégia para o Iraque, a qual pode incluir o envio de até 30 mil soldados, como reforço aos 150 mil já desdobrados na nação árabe.
Na sexta-feira última, a liderança democrata no Congresso manifestou sua oposição ao incremento das tropas.
Harry Reid, líder da maioria no Senado, e Nancy Pelosi, presidenta da Câmara de Representantes, consideraram que essa ação levará a exército norte-americano a um ponto de ruptura sem lucros estratégicos.
"Somar mais tropas só porá em perigo a mais americanos", sublinharam os recém estreados líderes da maioria democrata no Congresso, que iniciaram na quinta-feira seu 110 período legislativo.
Os deputados opinaram que no lugar de somar forças, a maneira de seguir adiante é começar a retida gradual das unidades.
Do início da invasão, mais de três mil militares americanos morreram no país ocupado.
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PL-

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Parlamento venezuelano inicia sessões com prioridade para socialismo

Caracas, 5 Jan (PL) A Assembléia Nacional da Venezuela inicia hoje um novo período de sessões com uma perspectiva na qual destaca uma reforma constitucional encaminhada a respaldar o projeto de desenvolvimento socialista.
A projeção inclui o fortalecimento dos mecanismos de participação da população na gestão administrativa e o trabalho legislativo, este último enfoque mediante o conceito de "parlamentarismo de rua" já incorporado à instituição.
Entre as primeiras ações, a Assembléia Nacional deve escolher ou ratificar sua junta diretiva, encarregada de elaborar, junto às comissões permanentes, a agenda de 2007, incluindo os prazos para a reforma constitucional.
Das sessões de 2006 ficaram pendentes alguns projetos em processo de consulta nas comissões, entre outras, as leis Educação, Polícia Nacional e Reforma da Lei Orgânica do Trabalho.
Entretanto, a meta que colocará em prova aos parlamentares é a de uma reforma constitucional cujo alcance deverão definir ainda, em coordenação com uma Comissão Presidencial, e que proporá as mudanças sugeridas pelo presidente do país, Hugo Chávez Frías.
Na campanha eleitoral passada Chávez propôs aos venezuelanos empreender a via de desenvolvimento socialista, para o qual se requerem mudanças estruturais que devem receber luz verde do parlamento.
O apoio recebido pelo Chávez, de quase 63 por cento dos votantes no dia 3 de dezembro de 2006, foi interpretado como um respaldo à proposta de impulsionar o socialismo como forma de aprofundar um processo de mudanças iniciado em 1999.
Nesta nova etapa, como a denominou o Chefe de Estado, trata-se de dar maior organicidade a política de inclusão social ataque nos últimos oito anos mediante as chamadas "missões" (programas sociais).
O enfoque parte do critério que mediante mecanismos capitalistas e de mercado não poderá a Venezuela solucionar graves problemas como a pobreza e o desemprego, existentes face aos abundantes lucros do país sul-americano, quinto exportador mundial de petróleo.
A reforma constitucional que deve garantir esse passo fica agora em mãos da Assembléia Nacional, cujos dirigentes adiantaram que a proposta será apresentada, antes de sua aprovação, a todos os setores e instituições públicas e privadas.

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Morales decide levar adiante revolução democrática na Bolívia

Cochabamba, Bolívia, 5 Jan (PL) O presidente boliviano, Evo Morales, pediu o apoio das organizações sociais para conduzir sua "revolução democrática e cultural" do governo, diante do atraso da Assembléia Constituinte, informam hoje a imprensa.
Para obter esse objetivo, Morales convocou os ministros, vice-ministros, parlamentares e constituintes, que da véspera participam da reunião de avaliação do Executivo na Cochabamba, a trabalharem com maior dedicação e intensidade.
De acordo com o jornal “A Razão”, o governante explicou que, depois da instalação da Assembléia Constituinte, pensou que as mudanças estruturais deviam forjar-se no foro constitutivo, o qual se concentraram nos temas sociais.
Acrescentou que após meses, numa conversa com o vice-presidente Álvaro García e alguns ministros, se deu conta que as mudanças profundas, as transformações, não estarão ainda na Assembléia.
"A mudança, a revolução democrática e cultural está em mãos do governo junto aos setores sociais", precisou Morales diante 300 pessoas e líderes dos movimentos sociais e sindicais afins ao Movimento Ao Socialismo (MAS).
Indicou que só a mobilização da sociedade e uma grande capacidade de gestão transparente "farão com que este processo não pare".
Neste sentido, pediu aos parlamentares acompanhar esse processo com a aprovação de leis prioritárias como a de luta contra a corrupção e investigação de fortunas, o seguro universal de saúde, a nova lei de Educação, entre outras.
Nesta primeira jornada de avaliação de gestão do Poder Executivo, Legislativo e da Constituinte, as maiores discrepâncias se encontraram na Assembléia, a qual se debate ainda sobre a modalidade de votação a adotar.
Sobre isso, Morales falou de recolocar a Constituinte através de uma nova estratégia.
Teremos uma reunião para ver como melhorar a conduta de todos os congressistas, não somente dos nossos. Se não houver certa clareza, dificilmente podemos garantir que a Assembléia Constituinte seja um êxito, apontou.
Os maiores problemas de caráter político que enfrentou o governo em seu primeiro ano de trabalho surgiram da Assembléia Constituinte.
De fato, quatro regiões -Santa Cruz, Beni, Pando e Tarija-, junto aos partidos de oposição, encabeçaram medidas de pressão para que esse foro respeite os dois terços, e ameaçam organizar autonomias divisionistas.
Na reunião da véspera, o MAS hasteou a autonom