(07/12) Bolívia
será centro de União Sul-americana afirma Evo Morales
(07/12) Presidente
Bush admite fracasso dos EUA no Iraque
(07/12) Presidente
do México lança plano contra a pobreza
(07/12) Chávez
quer aprofundar relações com a Argentina
(07/12) Peru,
Argentina e Cuba competem no Festival de Cinema de Havana
(06/12) Cochabamba é capital de integração
sul-americana
(06/12) Chávez
inicia intensa discussão internacional após reeleição
(06/12) Guatemala prepara
reunião de Associação de Estados do Caribe
(06/12) Solução
na Oaxaca é a saída do governador local
(06/12) Proposta de Constituinte transborda âmbito
político equatoriano
(06/12) Blair viaja para
Washington para falar do Iraque
(02/12) Guerras
não solucionam problemas do planeta, alerta Raúl Castro

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Bolívia será centro de União Sul-americana afirma Evo Morales
Mario
Hubert Garrido, enviado especial
Cochabamba,
Bolívia, 7 dez (PL) O presidente boliviano, Evo Morales, ratificou hoje
aqui que esta cidade e seu país serão centro e cenário histórico da
conformação da tida saudades União Sul-americana.
Em
um encontro com jornalistas na II Cúpula Sul-americana de Nações (CSN),
a ser inaugurada no dia 8 de dezembro, Morales explicou que estão
criadas todas as condições para a participação de mais de 90 por cento
dos 13 chefes de Estados membros desse organismo regional.
O mandatário confirmou que somente o presidente colombiano, Alvaro
Uribe, justificou sua ausência à magna entrevista por problemas de
agenda.
Também adiantou que, como parte do programa oficial, sustentará
reuniões bilaterais com todos as autoridades e representantes de
organismos internacionais que cheguem a Cochabamba.
Em particular destacou o interesse que despertam, entre outros, seus
encontros com os presidentes Luis Inácio Lula da Silva (Brasil), Alan
García(Peru), Michelle Bachelet (Chile), Tabaré Vázquez (Uruguai) e
Nicanor Duarte ( Paraguai).
O chefe de Estado boliviano, um apaixonado da integração
latino-americana, disse que a unidade continental está mais perto que
nunca e se deve fundamentalmente à luta dos movimentos sociais.
A respeito de um Fórum Social que reúne desde 6 de dezembro a mais de
2.500 delegados de todo o planeta, adiantou que compartilhará com seus
participantes e precisou que as propostas que se derivem dele serão
valorizadas pelos dignitários da região.
"A reunião de dois dias dos presidentes sul-americanos está garantida",
assegurou Morales em alusão aos enfrentamentos mais recentes entre o
governo e a oposição e as ameaças de partidos tradicionais, como Poder
Democrático Social (Podemos) de boicotá-la.
Também destacou que "as lutas pela Pátria Grande -América Latina- não
tem passo atrás" Morales precisou que o povo boliviano e a comunidade
internacional conhecem de onde provêm as provocações e os ataques para
tentar desestabilizar à nação
"São os mesmos que se opõem ao processo de mudanças os que pretender
danificar a imagem do país", comentou a respeito da escalada de medidas
de protesto que protagonizam grupos opositores contra a modalidade
mista de votação acordada na Assembléia Constituinte.
A respeito, enfatizou em que as reformas constitucionais na Bolívia
serão referendadas em última instância pelo povo em um referendo no
qual participarão todos os bolivianos, sem exclusões.
Referiu-se além ao recente anúncio de legisladores republicanos nos
Estados Unidos a respeito de que uma prorrogação à Lei de Preferências
Tarifárias Andinas e Erradicação de Drogas (Atpdea), que vence em 31 de
dezembro próximo, e só seria concedida ao Peru e a Colômbia.
Nesse sentido, opinou que a vontade do governo norte-americano de
estender esse regime inclui também a Bolívia e ao Equador, e adiantou
que a CSN poderia converter-se em outra tribuna para impulsionar essas
gestões.
Morales precisou que nestes momentos uma delegação oficial de seu país
integrada pelos ministros de Fazenda, Luis Arce; e de Planejamento,
Hernando Larrazábal, sustentam conversações com senadores americanos
sobre a necessidade de ampliar essas preferências por pelo menos dois
anos.
Também explicou que se não frutificarem estas conversações, o governo
prevê créditos para proteger aos produtores a fim de que estes
continuem exportando a esse país.
Morales sublinhou que os movimentos sociais vão receber na Cochabamba
aos presidentes, numa atitude diferente aquelas vistas em Cúpulas desta
índole, nas quais vão protestar e demandar uma atitude mas responsável
pelos governos.
Entre o 8 e em 9 de dezembro próximo fará a sessão o encontro dos
mandatários da América do Sul, que debaterá uma agenda dirigida a
forjar as bases de uma comunidade de nações da região.

Presidente
Bush admite fracasso dos EUA no Iraque
Washington, 7 dez (PL) O presidente
George W. Bush admitiu hoje que as coisas vão mal para os Estados
Unidos no Iraque devido à deterioração da situação nesse país árabe,
onde morreram cerca de três mil militares americanos.
Em conferência de imprensa na Casa Branca, com a presença do
primeiro-ministro britânico, Tony Blair, Bush indicou que como
conseqüência desse complexo panorama na nação do golfo Pérsico começará
a retirar suas tropas de chão iraquiano no início de 2008.
Tais declarações do mandatário americano ocorrem um dia depois que uma
Comissão bipartidária sobre o Iraque recomendou o retorno gradual à
casa das tropas norte-americanas que estão em território iraquiano
desde 2003.
"A estratégia do presidente George W. Bush não está funcionando", foi
uma das definições mais categóricas do painel de peritos, entre as 179
recomendações realizadas em pró de procurar uma saída para atoleiro
militar dos Estados Unidos no Iraque.
Também expôs no relatório que a habilidade dos Estados Unidos para
influenciar em feitos dentro do Iraque está diminuindo, conclusão que,
segundo o porta-voz presidencial, Tony Snow, será tomada a sério pelo
governo.
Bush e Blair, seu mais fiel aliado no Iraque, coincidiram na
necessidade de uma mudança de estratégia militar nessa nação do Oriente
Médio, onde os ataques insurgentes aumentam cada dia mais mediante
emboscadas e outros tipos de ações armadas.
É importante agora se concentrar nos elementos da mudança para garantir
o êxito no Iraque porque as conseqüências de um fracasso são graves,
expressou Blair.
Diversas fontes assinalam que ambos os governantes não definiram
durante o encontro que recomendações do Grupo de Estudo sobre o Iraque
seguirão ao pé da letra para solucionar a profunda crise no conflito
bélico contra Iraque.
A administração Bush pôs condicionamentos à intermediação diplomática
de países árabes como Síria e Irã para alcançar a paz no Iraque, onde a
violência nas ruas aumenta e o país se faz ingovernável

Presidente
do México lança plano contra a pobreza
México, 7 dez (PL) O presidente do
México, Felipe Calderón, continua hoje a excursão que realiza pelas
zonas mais desamparadas do estado de Guerrero, onde lançou um plano
para combater a pobreza.
Estratégia para o Desenvolvimento Integral e Econômico Municipal como
se denomina a iniciativa, que incluirá ações de educação, saúde,
nutrição, obras de água potável, drenagem, eletricidade, caminhos,
moradias e telefonia.
O governante manifestou que o país tem uma enorme dívida com os
marginalizados, que deve ser paga com feitos e ações, por isso a
estratégia ficará em marcha nos 100 municípios mais desamparados da
nação.
Sustentou além que serão ampliados outros programas, como estabelecer
um seguro médico para as crianças, reforçar os centros de saúde locais,
assim como outorgar um subsídio às famílias mais pobres que lhes
permita pagar luz, e contar com alimentação adequadas em cada moradia.
Insistiu que o crescimento do orçamento federal será em artigos sociais
e não em burocracias.
Enquanto isso, à líder opositor Andrés Manuel López Obrador, quem
também realiza uma excursão nacional, declarou a véspera que Felipe
Calderón se revelou como um repressor, ao aprovar a repressão que
persiste no estado da Oaxaca.
Ao reunir-se na Chihuahua com dezenas de simpatizantes, o ex-candidato
presidencial comentou que a nova administração copiou em tudo o projeto
de governo apresentado por seu partido, onde disse se aplicaria um
programa de apoio aos pobres.
Com antecedência, em Cidade Juárez, López Obrador destacou que Calderón
"tirou a máscara e agora já desatou a repressão na Oaxaca", em
referência à detenção de líderes sociais daquela demarcação.
Com estas medidas, adicionou, estamos vendo do que são capazes, "nós
pensamos que sustentar ao Ulises Ruiz era que pior podia acontecer, mas
encontramos que há um ambiente que favorece e legitima essa maneira
arbitrária de proceder".
Reiterou que seguirá defendendo ao povo digno da Oaxaca e que não tem
problemas de consciência de que o tachem de violento, porque conhece
muito bem o que acontece no país e tem claro quais são os verdadeiros
delinqüentes no México.
De acordo a sua agenda de trabalho, nos seguintes dias López Obrador
sustentará encontros com habitantes dos estados do Durango e Zacatecas.

Chávez
quer
aprofundar relações com a Argentina
Buenos Aires, 7 dez (PL) O presidente da Venezuela, Hugo Chávez,
ratificou hoje nesta capital a decisão de seu governo de aprofundar as
relações com a Argentina e consolidar o processo de integração na
América Latina.
Depois de seu fantástico triunfo eleitoral do domingo passado, o
reeleito mandatário bolivariano chegou nesta quinta-feira em Buenos
Aires procedente da Brasília, onde se reuniu com seu par brasileiro,
Luiz Inácio Lula da Silva.
Em declarações a jornalistas, Chávez conversará sobre a residência
presidencial do Olivos com o governante argentino, Néstor Kirchner,
adiantou sua vontade de impulsionar os vínculos com este país
sul-americano.
Depois de manifestar ter sentido prazer de estar na Argentina, o
estadista sustentou que "daremo-lhe nova força ao processo de
integração latino-americano", em óbvia alusão a sua ida aos países
vizinhos, que se estenderá ao Uruguai e Bolívia.
Durante de uma improvisada coletiva, referiu-se à futura designação de
um novo embaixador de Caracas em Buenos Aires, em substituição do Roger
Capella.
Ao anunciar a substituição de seu representante diplomático, o próprio
chefe de Estado assinalou em terça-feira passada que Capella fez um bom
trabalho, mas -apontou- houve coisas que geraram mal-estar no governo
argentino e em alguns setores aliados.
Haverá novo embaixador logo; ainda não tenho o nome, mas há vários
candidatos, particularizou Chávez, logo depois de desmentir possíveis
desgastes nos elos bilaterais por esse assunto.
Atribuiu essas conjeturas à pretensão de setores da direita argentina
de armar uma tormenta num copo dágua.
Há gente interessada em deteriorar nossos vínculos, insistiu e
adicionou que "as viúvas daquele tempo" tratam de danificar a
associação entre ambos países, mas -asseverou- não conseguirão.
Com essa frase, Chávez aludiu à "época menemista" dos anos 90, quando
esta nação austral esteve governada pelo controvertido Carlos Menem
(1989-1999)
Sobre isso declarou que "hoje a Argentina é livre graças à Néstor
Kirchner" e deixou para trás a era das relações carnais, como se
batizaram na década de 1990 os estreitos elos com os Estados Unidos.
Em outro lance de seu diálogo com os repórteres, o visitante confirmou
a aprovação por Caracas de um crédito de 80 milhões de dólares para a
cooperativa local Sancor, com o fim de aliviar sua dívida e reforçar a
operação da mencionada empresa.
Agora mesmo estão reunidos na Venezuela os técnicos e uma delegação do
Sancor para resolver a situação de "uma grande cooperativa de tradição
operária que resistiu o embate do neoliberalismo selvagem", sublinhou.
Antecipou, além disso, que com o Kirchner reativarão o tema sobre o
Grande Gasoduto do Sul para trazer gás da República Bolivariana até
Buenos Aires e "garantir a energia para o desenvolvimento futuro da
grande pátria argentina".
Segundo estudos preliminares, esse mega projeto demandaria um
investimento aproximado de 20 bilhões de dólares e teria uma extensão
de oito mil quilômetros em seu tronco e até 12 mil quilômetros com seus
ramais.
Depois de reunir-se com o Kirchner e pernoitar nesta cidade, o chefe de
Estado venezuelano partirá amanhã para o Montevidéu, onde falará com
seu homólogo uruguaio, Tabaré Vázquez.
Da capital oriental se deslocará a Bolívia para assistir à II Cúpula
Sul-americana de Nações.

Peru, Argentina e Cuba competem no Festival de Cinema de Havana
Havana, 7 dez (PL) O festival de cinema de Havana entra hoje em sua
terceira jornada competitiva com filmes do Peru, Argentina e Cuba e a
estréia paralela de “Rainha”, o mais recente filme do britânico Stephen
Frears.
Premiada em Veneza com o prêmio de
melhor atriz e roteiro, “Rainha” co-produção de Grã-Bretanha, França e
Itália- terá uma apresentação especial no teatro Karl Marx, com
capacidade para cinco mil espectadores, a qual assistirá seu diretor.
Protagonizada pelo Hellen Mirren, a película aborda os momentos mais
críticos do mandato da rainha Isabel II da Inglaterra, depois da morte
da princesa Diana do Gales em 1997, ex-mulher de seu filho e herdeiro,
o príncipe Charles.
O longa-metragem do Frears mereceu elogiosas críticas na Europa e nos
Estados Unidos e, segundo os especialistas, é "um eficiente e comovedor
retrato sobre a figura da monarca em seus momentos mais ínfimos de
popularidade".
Dezoito longas-metragens de ficção e igual número de óperas primas
concorrem neste ano depois dos prêmios Coral, o máximo galardão que
outorga o festival.
A cinematografia peruana entrará na arena com Mariposa Negra, do
Francisco Lombardi -um dos realizadores mais importantes desse país-, e
A prova, da debutante Judith Vélez, que se exibirá por segunda ocasião.
Argentina o fará com a ópera prima “A propósito de Buenos Aires”,
rodada por um coletivo de 11 cineastas, e Crônica de Uma Fuga, do
Israel Adrián Caetán, ganhador de um Coral em 2002 por Um Urso Vermelho.
Enquanto, os cineastas da ilha exibirão Páginas do Jornal do Maurício,
do Manuel Pérez, prêmio especial do júri no recém finalizado festival
da Huelva, Espanha, e A parede, do debutante Alejandro Gil.
O concurso na categoria de desenhos animados, na qual competem 28 obras
de seis países, abrirá com a projeção de cinco obras cubanas, entre
elas O almiquí valente, do Juan Antonio Ruiz Suárez.
Paralelamente farão a sessão 13 amostras paralelas, entre estas a
dedicada ao cinema alemão, e a intitulada Feito em Cuba, com produções
filmadas integramente na ilha.
A "festa do espírito", como a chama seu presidente Alfredo Guevara,
continua a bom ritmo, respaldada pelo público que desde cedo vai às
salas de projeções.
O central cinema Yara, por exemplo, estava repleto na véspera para ver
o filme argentino Direito de família, do Daniel Burman, e Eros, três
histórias filmadas por um trio de luxo, Steven Soderbergh, Michelangelo
Antonioni e Wong Kar-wai.
O mesmo aconteceu com a projeção do labirinto do fauno, do mexicano
Guillermo Del Toro -exibida no traje de gala inaugural da entrevista- e
programada em sessão dupla na sala Charles Chaplin.

Cochabamba é capital de integração
sul-americana
Mario Hubert Garrido, enviado especial
Cochabamba, Bolívia, 6 dez (PL) Esta cidade boliviana se converte na
capital da unidade continental, segundo organizadores do Fórum Social
de Integração dos Povos que hoje abre suas portas e a II Cúpula
Sul-americana de Nações (CSN), a ser inaugurada na sexta-feira próxima.
Pablo Viglieti, do comitê preparatório dos movimentos sociais,
confirmou a Prensa Latina que cerca de dois mil e 500 delegados de mais
de uma vintena de países e 60 organizações se credenciaram para
participar dos debates.
Treze temas centram as deliberações das mesas de trabalho que
antecederão a abertura da reunião no coliseu do Instituto Americano,
prevista para esta noite.
Segundo Viglieti, defesa e militarização são dois assuntos urgentes que
serão tratados pelos dirigentes camponeses, operários, indígenas,
intelectuais e religiosos da região.
Também abordarão outros pontos preocupantes da sociedade civil como
educação e saúde, assim como institucionalidade, proporcionalidade
e comércio.
Migrações e cidadania, meio ambiente e biodiversidade, água, justiça e
impunidade, financiamento, agricultura e soberania alimentar, além dos
direitos sociais e trabalho e despenalização da folha de coca, serão
tópicos de intercâmbio, adicionou.
A cidade da Cochabamba, enfeitada com pôsteres de ambas as cúpulas,
aguarda com expectativa os resultados destes encontros e seus
habitantes se mostram solidários com os visitantes, muitos deles
alojados em lares desta localidade.
Segundo Juan Carlos Gremio, do comitê organizador, espera-se a chegada
de mais de mil visitantes estrangeiros.
Entre as principais organizações internacionais que participassem estão
a REDE Alca (Colômbia), Common Frontiers (Canadá), Rede Mexicana de
Ação Frente ao Livre Comércio (Rmalc-o México) e a Rede Brasileira pela
Integração dos Povos (Rebrip- Brasil), entre outros.
As organizações nacionais que estarão pressentem são a Federação
Sindical Única de Trabalhadores Camponeses (Csutcb), Central Operária
Boliviana (COB) e a Federação Departamental de Juntas Vicinais
(Fedjuve).
Além disso assistem representantes da Federação de Mulheres Bartolina
Ajusta (FMBS) e a Federação de Trabalhadores Camponeses do Trópico da
Cochabamba (Ftctc).
De acordo com o Edwin Claros, da Assembléia Permanente de Direitos
humanos, pela primeira vez na história destes eventos, os movimentos
sociais não sairão às ruas nem lugares para protestar contra a reunião
de 12 chefes de Estado.
Claros manifestou que a magnitude da CSN se deve ao apoio e ao trabalho
que impulsiona o Estado boliviano.
"Dessa forma, a executiva respalda a aproximação entre presidentes para
fixar metas de integração e, por outra parte, aproxima a voz e esforços
dos movimentos sociais latino-americanos em sua luta contra o
neoliberalismo", adicionou.
Deste modo precisou que as demandas dos movimentos sociais serão
entregues diretamente aos mandatários para que estes desenhem políticas
em benefício das maiorias.
Segundo diversos analistas, atualmente os países sul-americanos contam
com soberania formal, mas baixa autonomia real, pois dependem dos
mercados internacionais para vender seus produtos básicos.
Daí a necessidade de reafirmar e exercer a soberania de suas nações
como primeiro passo para qualquer projeto verdadeiro de integração.
A preparação da Cúpula Social pela Integração dos Povos se iniciou o 7
e 8 de abril passado durante uma reunião do Movimento Boliviano de Luta
contra o Tratado de Livre Comércio (TLC) e a Área de Livre Comércio das
Américas (Alca)
Naquela oportunidade, representantes de mais de 100 organizações
sociais analisaram as propostas da construção para uma América
integrada, livre, soberana.
Dessa forma nasceu o Movimento Boliviano pela Soberania e a Integração
Solidária dos Povos e as principais jogue a rede
agrupadas na Aliança Social Continental (ASC) e a Campanha contra a
Alca.

Chávez inicia intensa discussão
internacional após reeleição
Caracas, 6 dez (PL) O reeleito presidente da Venezuela, Hugo Chávez,
inicia hoje uma intensa excursão internacional de trabalho por várias
nações da região, depois de sua proclamação para um novo mandato.
Conforme anunciou o mandatário aos meios nacionais e internacionais,
nesta quarta-feira viajará ao Brasil, onde está previsto o cumprimento
de uma apertada agenda em diversos frentes, para impulsionar os
convênios existentes entre ambos países.
O calendário, indicou Chávez, contempla além disso um encontro em
Buenos Aires com o presidente argentino, Néstor Kirchner, e
possivelmente a passagem por Montevidéu, para posteriormente tomar
parte na Cúpula Sul-americana do fim de semana na Bolívia.
Com estas ações, expressou na véspera o chefe de Estado: estamos
consolidando "o eixo Caracas-Brasília-Buenos Aires e Montevidéu".
Venezuela, recordou, já é membro pleno do Mercado Comum do Sul
(Mercosul) e impulsiona além disso a posição internacionalista
bolivariana da integração latino-americana.
No plano interno, chamou à participação de todos no debate para a
construção da via venezuelana ao Socialismo.
Nosso socialismo, sustentou, deve ser cristão e promover além disso "a
nova ética da cooperação e a solidariedade", com uma "visão
internacionalista da integração dos povos".
Chávez foi reeleito com 62,89 por cento dos votos nas eleições de 3 de
dezembro, segundo dados do Conselho Nacional Eleitoral.
Sua proclamação nesta terça-feira lhe outorgou a Presidência da
República para um novo período de seis anos, durante o qual prometeu
encaminhar o país pela via do desenvolvimento socialista.

Guatemala prepara reunião de Associação
de Estados do Caribe
Guatemala, 6 dez (PL) A Guatemala será sede de 24 aos 26 de janeiro da
XII Reunião Ministerial da Associação de Estados do Caribe (AEC), onde
serão analisados os processos de cooperação e acordo empreendidos hoje
na região.
María Agulha, subdiretora para organismos regionais da chancelaria
guatemalteca, declarou a Prensa Latina que se espera a participação dos
25 países membros e dos associados à organização.
No encontro tratarão de temas fundamentais como o turismo, comércio,
transporte entra regional e cooperação diante dos desastres, precisou.
Um dos objetivos -disse- é avaliar o trabalho do comitê especial da
iniciativa do Grande do Caribe que busca promover o desenvolvimento
sustentável numa zona rica em flora, fauna e nutrientes.
Outro aspecto importante é a criação de mecanismos que facilitem o
transporte na região, porque apesar de nossa proximidade territorial
não há vôos diretos entre muitos de nossos países, afirmou a
funcionária da chancelaria.
O estabelecimento de uma zona franca e a liberação de tarifas são
também temas a serem debatidos pelo comitê econômico da AEC, uma tarefa
difícil pelas disparidades de desenvolvimento na área, declarou.
A subdiretora para organismos regionais da chancelaria considerou como
muito importante a celebração desta reunião na Guatemala, que ocupa
este ano a presidência da Associação de Estados do Caribe.
A AEC, criada em 1994, agrupa 25 países insulares e com costas no
Caribe, assim como a três associados, com uma população total de 227
milhões de habitantes.

Solução na Oaxaca é a saída do governador
local
México, 6 dez (PL) A solução ao conflito que vive hoje o estado
mexicano da Oaxaca passa pela saída do governador Ulises Ruiz e a
atenção às demandas sociais e trabalhistas dos professores, comentou o
legislador Santiago Creel Miranda.
O líder dos senadores do Partido Ação Nacional (PÃO) advertiu que o
desaparecimento de poderes na Oaxaca não é um caso fechado e será
analisado pelo Senado da República com seriedade para tomar uma
determinação.
Enquanto isso, a Secretaria do Governo ratificou à Assembléia Popular
dos Povos da Oaxaca (APPO) a vontade das autoridades federais de
privilegiar o diálogo, para avançar na solução da crise nessa região.
Em comunicado emitido no fim do primeiro encontro entre a nova direção
do Governo e a APPO, a dependência federal sublinhou seu compromisso
com a firme aplicação da Lei e o respeito ao marco legal vigente.
Também explicou que a detenção do Flavio Sosa, líder da APPO, foi
cumprimento de ordens de apreensão emitidas por juizes de Oaxaca.
Segundo o Governadoria a captura de Insípida se deu com pleno respeito
às garantias individuais e os direitos humanos, assim como seus
direitos constitucionais.
Durante a reunião se propôs que com o fim de fazer que a lei seja o
eixo da convivência dos mexicanos, o Governo federal estreitará a
colaboração com as autoridades das entidades federativas para
fortalecer a aplicação do estado de direito.
No encerramento do encontro, os dirigentes da APPO reconheceram que o
governo mostrou sua vontade de diálogo, para analisar os casos das
ordens de apreensão.
Também informaram que voltarão a se reunir na próxima sexta-feira, o
que foi confirmado pela dependência federal.
A APPO solicitou sentar-se à mesa com o titular da Governadoria,
Francisco Ramírez Cunha, mas para isso não se fixou data.

Proposta de Constituinte transborda
âmbito político equatoriano
Quito, 6 dEZ (PL) A proposta de Assembléia Constituinte do eleito
presidente Rafael Correa transborda hoje o âmbito político e se estende
a diversos segmentos da população equatoriana.
A Constituinte é a principal iniciativa de Correa e do Movimento
Aliança País, durante a campanha eleitoral para acabar a partidocracia
e despojar toda sua influência dos poderes estatais.
Por isso, pegou com força entre as organizações civis, populares e
outros grupos que põem agora todas suas esperanças de mudança nesta
proposição.
Organizações da Quito e Guayaquil efetuam seminários e oficinas com o
objetivo de incorporar a seus representantes na Constituinte, a qual
-segundo o futuro ministro do Governo Gustavo Larrea- não necessita o
visto bom do Congresso.
O mandatário eleito prometeu que o segundo decreto a ser assinado após
assumir a chefia do Estado em 15 de janeiro o 2007 será a convocatória
a uma consulta popular para pedir uma Assembléia Nacional Constituinte.
Correa, que amanhã viajará ao Brasil em sua primeira viagem
internacional após vencer as eleições, ratificou que essa Assembléia
vai se tornar uma realidade, apesar das manobras dos partidos de
direita.
Alexis Ponce, porta-voz do Assembléia Permanente de Direitos humanos,
anunciou a criação de uma Aliança integrada por 100 agrupamentos, com o
objetivo de apresentar seus delegados a Constituinte.
Adiantou que formaram uma comissão jurídica, a qual pretende expor
algumas idéias ao Movimento Aliança País com o propósito de garantir
eqüidade de representantes na vindoura Assembléia.
Ponce assinalou que conformam listas únicas de candidatos da sociedade
civil e dos partidos políticos.
Além desta Aliança, outras 26 organizações de mulheres, jovens, de
bairros e de direitos humanos do Guayaquil celebrarão um encontro para
expor seus pontos sobre a Constituinte e selecionar a seus possíveis
candidatos.
Movimentos políticos, associações de pequenos industriais, artesãos,
mineiros, comerciantes, importadores e agricultores se organizam
igualmente com o objetivo de jogar um importante rol nessa Assembléia,
a qual contará com plenos poderes.
O próximo titular de Governo sublinhou que o eleito mandatário não
deseja mudanças traumáticas e por isso dialoga com os partidos
políticos, mas se não existir uma aproximação, haverá Assembléia
Constituinte com o respaldo da cidadania.
Rememorou que o artigo 104 da Constituição contempla que o presidente
do país tem a faculdade para convocar um plebiscito sem ter como
requisito a aprovação do texto de consulta por parte do Congresso.

Blair viaja para
Washington para falar do Iraque
Londres, 6 dez (PL) O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, viaja
hoje para os Estados Unidos para se entrevistar com seu principal
aliado, o presidente George W. Bush, com quem abordará a difícil
situação das respectivas tropas no Iraque.
Segundo fontes dos escritórios do Blair, pouco antes de partir, o
primeiro-ministro participará de sua reunião semanal do parlamento, a
qual possivelmente se centre precisamente no tema iraquiano.
A visita do chefe de governo se registra no meio do recrudescimento dos
combates nesse estado árabe, onde da invasão anglo-americano em março
de 2003, morreram dois mil e 907 soldados norte-americanos e 126
britânicos.
De acordo com a imprensa londrina, ambos os aliados abordarão o
relatório, que em coincidência com a visita, publica o Grupo de Estudo
sobre o Iraque, encabeçado pelo ex-secretário de estado James Baker e o
ex-congressista democrata por Indiana Lee Hamilton sobre uma futura e
possível estratégia em chão iraquiano.
Precisamente, sobre o documento, segundo a cadeia de televisão CNN, o
Grupo recomenda que as tropas americanas abandonem o combate em chão
iraquiano e comecem a desempenhar um papel de apoio com o treinamento
das forças locais.
Depois de sua chegada a Washington, Blair se entrevistará com senadores
americanos e se espera que exponha sua visão sobre a mudança climática.
Para amanhã está previsto o encontro com o Bush, depois do qual ambos
oferecerão uma coletiva de imprensa.
O chefe de governo reiterou que se retirará do estado árabe depois de
que os militares transfiram suas posições às forças iraquianas, e ainda
assim possivelmente permaneçam mais tempo.
Enquanto, em novembro passado, a ministra britânica de Assuntos
Exteriores, Margaret Beckect, disse que os soldados de seu país podiam
transferir o comando em várias posições antes da próxima primavera.
A situação das tropas nesse território do Golfo Pérsico aumentou a
preocupação nas esferas políticas, das Forças Armadas e na população
após advogar a favor da retirada o chefe do Exército britânico, o
general Richard Dannatt.
No fim de outubro último, Dannatt também advertiu que a presença
militar em território iraquiano exacerba a segurança do Reino Unido no
mundo.
Essas declarações logo mais ou menos matizadas, receberam um tapa nas
costas da oficialidade e muitos manifestaram sua satisfação porque ao
fim alguém saía em defesa do exército.

Guerras não solucionam problemas do
planeta, alerta Raúl Castro
Havana, 2 dez (PL) O primeiro
vice-presidente de Cuba, Raúl Castro, afirmou que a chamada cruzada dos
Estados Unidos contra o terrorismo "encaminha-se inexoravelmente para
uma derrota fulminante", porque as guerras não solucionam os problemas
do planeta.
"A saída para urgentes conflitos que enfrenta a humanidade não está nas
guerras, mas nas soluções políticas", destacou o ministro das Forças
Armadas Revolucionárias (FAR), ao falar para 300 mil pessoas antes de
um desfile militar nesta capital.
Particularizou Raúl Castro que o poder apoiado na intimidação e no
terror "não deixará nunca de ser uma ilusão efêmera, pois suas
terríveis conseqüências para os povos, incluindo o norte-americano,
estão à vista".
Em seu discurso para comemorar o 50º aniversário do desembarque dos
expedicionários do iate Granma, comandados pelo Fidel Castro, e o dia
das FAR, ofereceu à Casa Branca solucionar pela via negociada e sem
condições a velha discrepância com Cuba.
Afirmou, mais uma vez, o "fracasso das políticas aventureiras" do
governo norte-americano.
Recordou que o povo daquele país demonstrou nas urnas, no dia 7 de
novembro de 2006 (quando os republicanos sofreram uma entristecedora
derrota) seu repúdio "ao conceito estratégico da guerra preventiva",
como a levada a cabo no Iraque e Afeganistão.
Votaram -apontou- contra "o uso da mentira para justificar intervenções
militares, a utilização do seqüestro e as prisões clandestinas, assim
como a desprezível legalização do emprego de métodos de torturas na
chamada guerra contra terrorismo".
Três anos e sete meses após a eufórica e precipitada declaração de
"missão cumprida" no Iraque pelo presidente George W. Bush, "continuam
chegando aos Estados Unidos cadáveres de soldados norte-americanos",
acrescentou.
Raúl Castro assinalou que a Casa Branca está numa encruzilhada sem
saída naquele país árabe, pois sabe que é impossível prolongar sua
ocupação, mas não tem condições mínimas criadas para abandoná-lo
deixando seus interesses petroleiros assegurados.
"Desconhecemos o que farão neste caso com a OTAN (Organização do
Tratado do Atlântico Norte) embarcada por seus sócios norte-americanos
no conflito afegão, que também se torna cada vez mais intratável e
perigoso", comentou.
Por outro lado, destacou que na América Latina a aplicação de receitas
neoliberais impostas pelos Estados Unidos e seus sócios europeus
fizeram do continente "a região do planeta onde permanece mais
insultante a opulência da oligarquia".
Tudo isso em contraste com a pobreza, a insalubridade e ignorância em
que vive a maioria da população.
Os povos latino-americanos nos últimos tempos expressaram sua
indignação e repúdio pelas políticas entreguistas e de subordinação ao
império dos governos e partidos tradicionais, elogiou o primeiro
vice-presidente cubano.
Assegurou que os movimentos populares e revolucionários se robustecem,
e "face às multimilionárias campanhas de desinformação, a chantagem e a
ingerência descarada e Washington, novos e experimentados líderes
assumem a condução de suas nações".
A anexação econômica da América Latina por parte dos Estados Unidos,
através da Alca (Acordo de Livre Comércio para as Américas) foi
derrotada, manifestou.
Em seu lugar, distinguiu, surge para benefício das massas
despossuídas o projeto integrador da ALVORADA (Alternativa
Bolivariana para as Américas), proposto pelo presidente venezuelano,
Hugo Chávez.
O desfile militar presidido pelo Raúl Castro na Praça da Revolução
encerrou, além disso, uma série de comemorações pelo 80º aniversário do
mandatário Fidel Castro, atualmente convalescente de uma operação
intestinal.
