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(19/06)Torturados por Posada Carriles insistem em extradição à Venezuela

(30/05) Alarcón denuncia política dos EUA contra Cuba

(30/05) Provocação de Rice é denunciada na Espanha

(21/05) El Salvador: O rastro de Posada Carriles

(18/05) Ministro boliviano condena libertação de Posada Carriles

(17/05) Posada Carriles: a cara-de-pau de Washington

(17/05) Protestam em São Paulo contra libertação de Posada Carriles

(17/05) Denunciada na Rússia proteção de Washington a terrorista

(14/05) Atitude do Promotor Geral dos EUA é chamada de cínica em Cuba

(14/05) Posada Carriles, acusado em julgamento público em Cuba

(13/05) Cresce no Brasil o repúdio à libertação de terrorista nos EUA

(11/05) O governo cubano denuncia libertação de terrorista nos EUA

(11/05) DECLARAÇÃO DO GOVERNO REVOLUCIONÁRIO DE CUBA

(09/05) Cuba denuncia libertação de Posada Carriles nos EUA

(09/05) Destacada preparação de Cuba para enfrentar ações terroristas

(07/05) Cuba denuncia ataque subversivo dos EUA nos 90

(06/05) Concluída I Convenção de Cubanos Residentes no Brasil

(01/05) Trabalhadores cubanos exigem prisão de Posada Carriles

(01/05) Fidel qualifica liberação de Posada como “incrível e humilhante”

(27/04) Harry Belafonte pede justiça no caso Posada Carriles

(26/04) Personalidades espanholas somam-se à condenação de terrorista

(26/04) Rigoberta Menchú exige que julguem Posada Carriles

(23/04) Harold Pinter contra proteção de Washington a Posada Carriles

(20/04) Posada Carriles: assasino confesso e protegido de Bush

(20/04) DECLARAÇÃO DO GOVERNO REVOLUCIONÁRIO DE CUBA (Contra a libertação de Posada Carriles)

(20/04) Cuba condena libertação nos EUA do terrorista Posada Carriles

(20/04) Gerard Depardieu e Kusturica: Posada Carriles deve ser julgado

(20/04) Preparam nos EUA protesto contra a libertação de Posada Carriles

(18/04) EUA é um país terrorista, afirma Stella Calloni

(18/04) Danny Rivera: Estados Unidos cultivam demência bélica e racista

(18/04) Casa Branca é acusada pela libertação de Posada Carriles

(16/04) Intelectuais repudiam proteção dos Estados Unidos a Posada Carriles

(13/04) Iminente libertação de terrorista anticubano é denunciada na ONU

(12/04) Libertação de Posada Carriles é criticada em Porto Rico

(11/04) Fidel Castro denuncia cumplicidade de Washington no caso Posada Carriles

(11/04) Governo venezuelano exige entrega de terrorista Posada Carriles

(11/04) Fidel Castro afirma que Bush é genuíno representante do terror

(10/04) ARTIGO DE FIDEL: A resposta Brutal

(08/04) Advogado culpa os EUA pela possível libertação de Posada Carriles

 

SEMANA

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.Denunciada na Rússia proteção de Washington a terrorista

Moscou, 17 mai (PL) A hipocrisia das autoridades estadounidenses na luta contra o terrorismo ficou evidenciada com a libertação nos Estados Unidos de Luis Posada Carriles - afirmou hoje aqui o embaixador de Cuba na Rússia, Jorge Martí.

Ao dar uma palestra a diretores, professores e estudantes da faculdade de Línguas Estrangeiras da Universidade Mijail Lomonosov, o diplomata expôs evidências da culpabilidade de Posada Carriles e da cumplicidade de Washington.

Martí sublinhou que o agente da CIA é acusado pela explosão em pleno vôo de um avião civil, em 1976, com 73 passageiros a bordo.

Da mesma maneira – recordou – foi ele que planejou em 1997 e 1998 uma corrente de atentados com explosivos em centros turísticos cubanos, num dos quais morreu o jovem turista italiano Fabio Dei Celmo.

O terrorista, que hoje goza da proteção de Washington, foi detido no Panamá quando planejava explodir o Paraninfo da Universidade do Panamá, onde falaria o presidente Fidel Castro diante de centenas de pessoas – acrescentou, enfático.

Ao responder algumas perguntas, Martí explicou que as estruturas do poder estadunidense protegem esta figura desprestigiada para evitar que Posada revele detalhes sobre operações sujas das quais participou, como a denominada Condor.

Também esteve envolvido no projeto Irã-Contras, financiado por Washington com dinheiro procedente do narcotráfico para derrocar o governo sandinista da Nicarágua.

“Em contraposição a este caso”, ressaltou Martí, “continuam encarcerados nos Estados Unidos cinco cubanos antiterroristas, por alertar seu país sobre atos subversivos preparados desde o território norte-americano”.

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.Atitude do Promotor Geral dos EUA é chamada de cínica em Cuba

Havana, 14 mai (PL) Meios de comunicação em Cuba qualificam hoje como “cínica” a atitude do promotor geral de Estados Unidos, Alberto Gonzales, com respeito à libertação nesse país do terrorista Luis Posada Carriles.

•  Posada Carriles, acusado em julgamento público em Cuba

Uma versão do depoimento de Gonzales diante do Congresso norte-americano acompanha no diário Granma o anúncio de que a Mesa Redonda Informativa dedicará seu espaço da segunda-feira à posição da Casa Branca com respeito a esse flagelo.

O programa radio-televisionado "incluirá o cínico depoimento do Promotor Geral desse país diante do Congresso norte-americano sobre o caso Posada Carriles", expôs o rotativo em sua primeira página.

Gonzáles, ao comparecer diante da Comissão Judicial do legislativo estadunidense, mal deixou entrever que o Departamento de Justiça discrepava da recente decisão da juíza federal Kathleen Cardone que desconsiderou as acusações contra Posada Carriles.

"O que eu gostaria é de regressar e olhar este caso para poder dar-lhe resposta", expressou o secretário de Justiça, ao ser interrogado pelo congressista democrata William Delahunt sobre a libertação do terrorista.

"Por que você não tomou medidas para declarar Posada Carriles como terrorista, tendo em conta a enorme quantidade de informação, de domínio público, que existe hoje em dia?", perguntou-lhe Delahunt.

Gonzáles terminou por admitir que, de acordo com a Lei Patriota, teria podido considerar terrorista a Posada Carriles sem necessidade alguma de recorrer a um tribunal.

"O Promotor Geral, claramente incomodado, teve que confessar que a decisão de declarar Posada Carriles terrorista é exclusivamente sua", sublinhou o Granma após comentar que o controvertido membro do gabinete norte-americano se escondeu atrás da necessidade a mais informação.

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.Posada Carriles, acusado em julgamento público em Cuba

Havana, 14 mai (PL) A juventude cubana inicia hoje um julgamento político de dois dias contra o terrorista Luis Posada Carriles frente à negativa do governo dos Estados Unidos de julgá-lo por crimes de lesa humanidade.

Trata-se do primeiro processo deste tipo na Ilha contra Posada Carriles, quem foi libertado da prisão pelo governo de George W. Bush, apesar da solicitação de extradição feita pela Venezuela.

O nome de Posada Carriles, no entanto, apareceu em mais de uma oportunidade num julgamento similar realizado anos atrás neste país, para demonstrar as ações terroristas contra a ilha desde os Estados Unidos.

Mais de 3 mil pessoas perderam a vida em Cuba e outras 2 mil foram mutiladas em ações violentas organizadas desde o território norte-americano, desde 1959.

De acordo com o líder da União de Jovens Comunistas de Cuba (UJC), Julio Martínez, o objetivo do julgamento político é demonstrar para o mundo que Posada Carriles é "um dos piores terroristas do planeta".

Martínez adiantou que nesta demonstração  pública se evidenciará a cumplicidade do governo de George W. Bush com a máfia terrorista anti-cubana.

Assinalou que, para este processo, a UJC conta com a colaboração dos ministérios do Interior e de Relações Exteriores, a Promotoria Geral da República e o Tribunal Supremo Popular, entre outras instituições.

No julgamento, que se realizará hoje (segunda-feira) e amanhã, as testemunhas apresentarão provas sobre a culpabilidade do réu em atos violentos contra Cuba - precisou.

Posada Carriles é o autor confesso da explosão de um avião civil cubano em 1976 com 73 pessoas a bordo, e de uma corrente de atentados em Havana, em 1997, com saldo de um turista italiano morto, entre outras ações contra o país.

Ademais, é fugitivo da justiça venezuelana, por ter-se evadido de um cárcere da nação sul-americana em 1985, onde estava enclausurado enquanto era investigado pela sabotagem à aeronave cubana em Barbados.

Entre outras ações, em novembro de 2000, o presidente Fidel Castro denunciou a presença de Posada Carriles no Panamá junto a um comando que planejava assassinar o estadista no contexto da Cúpula Iberoamericana nessa nação.

Cuba exige justiça para este caso, depois que Posada foi exonerado do cárcere pela administração Bush, que ignorou o pedido de extradição de Venezuela para julgá-lo.

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Cresce no Brasil o repúdio à libertação de terrorista nos EUA

Brasília, 13 mai (PL) O repúdio frente à libertação do terrorista internacional Luis Posada Carriles pelo governo dos Estados Unidos cresceu hoje no Brasil com demonstrações em São Paulo e Rio de Janeiro.

No bairro paulista de Sumaré, 50 ativistas em representação de igual número de organizações que integram o Movimento Paulista de Solidariedade a Cuba celebraram uma Plenária.

Ali, acordaram apoiar a declaração de Cuba que responsabiliza o governo dos Estados Unidos por colocar em liberdade o terrorista internacional, e aprovaram uma moção de repúdio a essa manobra.

Em sua denúncia a essa ação de impunidade, acordaram divulgar o histórico criminoso de Posada Carriles contra Cuba em todos os centros de estudo, trabalho e comunidades onde o movimento atua.

Também coincidiram em celebrar um ato em massa de repúdio à libertação do criminoso, efetuar uma sessão solene na Câmara Municipal de São Paulo e protestar diante do Consulado estadunidense.

Ao mesmo tempo, no Rio de Janeiro, ocorreu um protesto em frente ao consulado norte-americano nessa cidade, onde se exigiu o encarceramento do maior terrorista do hemisfério e se recordaram seus crimes.

A demonstração contou com a participação de membros da Brigada Brasileira de Solidariedade, da Rede de Solidariedade com Cuba, da Associação Cultural José Martí e do Partido dos Trabalhadores.

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...O governo cubano denuncia libertação de terrorista nos EUA

Havana, 11 Mai (PL) O Governo cubano denunciou, hoje, com duros termos, a libertação nos Estados Unidos do conotado terrorista internacional Luis Posada Carriles.  

O Granma publica uma declaração oficial que denuncia a manipulação do caso Posada Carriles e a proteção que este assassino confesso recebe na União nortenha.

A Prensa Latina divulga, abaixo, o texto íntegro do documento:

DECLARAÇÃO DO GOVERNO REVOLUCIONÁRIO DE CUBA

.Nosso povo soube com indignação que na tarde do dia 8 de maio, a Juíza Kathleen Cardone decretou a libertação definitiva do terrorista Luis Posada Carriles e negou todas as acusações que o governo dos Estados Unidos havia feito contra o terrorista em 11 de janeiro por fraude e por mentir nos depoimentos realizados pelo Serviço de Imigração e Alfândegas do governo dos Estados Unidos para obter sua naturalização neste país.

Nesta ocasião, Cuba reafirma, com mais força ainda, a condenação do nosso povo por esta decisão, como afirmou a Declaração do Governo Revolucionário em 19 de abril de 2007, "é um insulto ao povo cubano e aos povos que perderam 73 de seus filhos com a queda, nas costas de Barbados, de um avião civil da Cubana de Aviação".

Em sua Declaração em 15 de janeiro, o Ministério de Relações Exteriores havia dito que esperava que "esta instrução de denúncia sobre acusações ao terrorista Posada Carriles por delitos de caráter migratório de menor importância, não se torne uma cortina de fumaça para deixá-lo impune pelo grave delito de terrorismo, em um pretexto para seguir ignorando o pedido de extradição do terrorista apresentada em 15 de junho de 2005 pelo governo da República Bolivariana da Venezuela por sua responsabilidade na explosão de um avião cubano e sobre isto não deu resposta ainda".

A seqüência dos fatos desde o momento em que Posada Carriles entrou no território norte-americano na embarcação Santrina, como denunciou oportunamente nosso Comandante em Chefe, demonstra com clareza que todas as ações empreendidas pelo governo estadunidense, desde esse momento correspondem a um plano aprovado pelo presidente Bush e projetado para criar, precisamente, uma "cortina de fumaça" para impedir que Posada Carriles fosse processado pelo que realmente é: um terrorista.

Para os Estados Unidos seria suficiente aplicar sua própria Lei Patriota e reconhecer que a libertação do terrorista "ameaça a segurança nacional dos Estados Unidos ou a segurança da comunidade ou de qualquer pessoa" para impedir sua libertação. Bastaria  que seu Serviço de Imigração e Alfândegas decretasse que a libertação de Posada Carriles se constituía em uma ameaça à comunidade e que seria perigoso se este fugisse, como diz claramente a Declaração do Governo Revolucionário em 19 de abril de 2007.

O governo norte-americano dispõe de todas as provas derivadas de sua velha relação com o terrorista e das que Cuba lhe forneceu em 1998 e recentemente.

A manipulação que conduziu a este desfecho, o amparo que o terrorista recebeu desde sua entrada no território norte-americano, sua acusação por delitos de menor importância, o vai-vem na custódia do terrorista de uma agência federal a outra e de um tribunal a outro, e, finalmente, a decisão da juíza Cardone em 8 de maio, mostra que o plano de Washington era, precisamente, impedir que este falasse das ações vandálicas que cometeu contra os povos cubano e venezuelano e contra outros povos de nossa a América quando atuava sob as ordens da CIA e, particularmente, do pai do atual Presidente dos Estados Unidos, que dirigiu essa agência de espionagem e subversão do governo norte-americano nos anos de 1975 e 1976, período em que as ações terroristas contra Cuba foram mais violentas e desumanas, e quando atuava como Vice-presidente dos Estados Unidos, durante a década de 1980, período em que se desenvolveu a guerra suja contra o povo nicaragüense.

Mas, possivelmente, o fato que explicitou que dito plano estava em marcha, foi a solicitação feita ao tribunal, pelo governo dos Estados Unidos, em 27 de abril, de que não aceitasse evidências, testemunhos e outras provas que ligassem Posada Carriles com a Agência Central de Inteligência, e a resposta do terrorista, quem argumentou ter atuado sob as ordens da CIA durante mais de 25 anos, o que mostra a função que desempenhou como agente desta agência nas ações do governo dos Estados Unidos contra a Nicarágua durante a década de 1980.

Os EUA, com a decisão de não nomear Posada Carriles como terrorista, não só violou sua própria legislação e o compromisso que supostamente adquiriu em sua autoproclamada "guerra contra o terrorismo", mas também suas obrigações internacionais.

O governo norte-americano tornou vulnerável, de maneira avessa, não só a resolução 1373 (2001) do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que ele mesmo promoveu, mas também os tratados sobre o terrorismo, de que faz parte, muito particularmente o Convênio Internacional para a Repressão dos Atentados Terroristas Cometidos com Bombas, que entrou em vigor em 23 de maio de 2001, e o Convênio para a Repressão de Atos Ilícitos contra a Segurança da Aviação Civil, que entrou em vigor em 26 de janeiro de 1973.

Sendo assim, o governo dos Estados Unidos deveria ter julgado Posada Carriles por terrorismo, ou ter aceito a solicitação de extradição feita legalmente pelo governo da República Bolivariana da Venezuela, que após quase dois anos de ter sido apresentada, segue sem resposta.

Independentemente de qualquer avaliação que mereça o veredicto da juíza Cardone, a mesma juíza que em uma veredicto anterior, de 6 de abril, concedeu a liberdade sob fiança ao terrorista, mesmo tendo reconhecido seu envolvimento, ou associação com alguns dos fatos mais infames do Século XX. Alguns destes fatos incluem a invasão da Bahía de Cochinos, o escândalo Irã-Contras, a queda do vôo 455 da Cubana de Aviação, as bombas de 1997 em centros turísticos de Havana e, segundo alguns teóricos da conspiração, no assassinato do Presidente John F. Kennedy, a total culpa pela liberdade de Posada Carriles e a total responsabilidade pelo que dela pude derivar, recai sobre o governo dos Estados Unidos.

Inclusive, a juíza Cardone, em sua sentença de 8 de maio, diz que "o centro deste caso não é (¼ ) o terrorismo. É a fraude migratória. O terrorismo e a decisão de se um indivíduo deve ser ou não classificado como terrorista, descansa na discrição do ramo executivo" e adiciona que não está disposta a dar solução ao que chama em seu juízo como "uma batata quente" para o governo norte-americano.

Do mesmo modo, o próprio veredicto da juíza, outrora, deixa claro o absurdo de ter sido processado por fraude e por mentir em um processo de naturalização, acusações que deveriam ter sido julgadas hoje, 11 de maio, a condenação máxima de que o terrorista teria sido credor ficaria entre seis e doze meses de prisão, que nem sequer teria completo.

A situação do governo dos Estados Unidos e este desfecho formam parte do compromisso permanente do atual inquilino da Casa Branca com a máfia terrorista cubano-americana de Miami, e tem um suspeito paralelo com a libertação do terrorista Orlando Bosch quando o pai do atual presidente dirigia o governo norte-americano.
Esta nova falta de vergonha é congruente com os atos de um governo que, em seu momento, negou-se a deportar Posada Carriles a Cuba ou à Venezuela, porque em nossos países, segundo eles, "seria torturado", enquanto mantém sua prisão em Guantânamo e mantém prisões secretas em vários ao longo do planeta, onde são cometidos os atos mais aberrantes e desumanos.

Para o povo cubano é inaceitável que seja concedida liberdade ao terrorista mais notório e sanguinário que já existiu neste hemisfério e permaneçam em cruel e injusta prisão cinco jovens cubanos cujo único delito foi o de lutar contra o terrorismo.
Não podemos deixar de lembrar que, em suas reflexões publicadas em 8 de maio, nosso Comandante em Chefe alertou, mais uma vez, que a impunidade estimula o terrorismo, e disse que "bastou a insólita libertação do conhecido terrorista, e de novo a morte visitou nossos lares".

O tempo do presidente Bush acabou. Perdeu a oportunidade de mostrar embora fora um ápice de dignidade, vergonha e ética. O clamor dos povos contra esta decisão não será detido. Quantos segredos que Posada Carriles conhece serão revelados, publicados mais tarde ou mais cedo e o governo norte-americano terá que responder por sua falsa moral e sua falta de vontade política para lutar sério contra o terrorismo.

Agora a Casa Branca tem que decidir o que fazer, ainda tem a opção, em cumprimento de suas obrigações internacionais, de prender Luis Posada Carriles e extraditá-lo à República Bolivariana da Venezuela para que responda por seus “crimes".

Havana, 9 de maio de 2007

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.Cuba denuncia libertação de Posada Carriles nos EUA

Havana, 9 mai (PL) O governo dos Estados Unidos retirou totalmente a máscara e consumou a impunidade ao exonerar de todas as acusações o terrorista internacional Luis Posada Carriles, denuncia hoje o jornal Granma.

•  Destacada preparação de Cuba para enfrentar ações terroristas

Ao comentar a sentença da juíza federal Kathleen Cardone, de El Paso, Texas, que desestimou ontem as acusações de fraude migratória contra Posada Carriles, o diário sublinha que "essa decisão já estava tomada há muito pela Casa Branca".

Com o título de "Libertado o terrorista, consuma-se a impunidade", o Granma afirma que a Promotoria, em representação do governo de George W. Bush, "jamais o acusou pelo que é, empregando subterfúgios legais para esconder a farsa judicial".

No próximo dia 11 de maio, o autor confesso da explosão de um avião cubano com 73 pessoas a bordo, em 1976, deveria responder diante de um tribunal, mas apenas por fraude migratória para os Estados Unidos.

No entanto, foi liberado sob fiança até que, na segunda-feira, recebeu luz verde para viver como um cidadão comum nesse país, ainda que contra ele pesem graves acusações e uma ordem de extradição solicitada pela Venezuela.

Em 1985, Posada Carriles fugiu de uma prisão venezuelano após o pagamento de 50 mil dólares, quando era processado por organizar a sabotagem ao avião civil cubano.

De acordo com o Granma, "para a administração norte-americana o fato de julgar este assassino era como julgar a si mesma, já que ele fez o trabalho sujo da CIA para tentar derrubar a Revolução cubana".

O jornal cita várias fontes, segundo as quais está pendente ainda a solicitação da Venezuela, feita em 2005, bem como a possibilidade de que um júri de Nova Jersey o julgue por sua participação em atentados terroristas contra hotéis havanenses em 1997.

"Mas tudo isso é um velho conto", sentencia o diário.

Granma recorda a posição assumida sobre este caso por importantes políticos nos Estados Unidos, como o representante democrata de Massachussets, William Delahunt, que denunciou a impunidade intrínseca à liberação do terrorista.

Delahunt, segundo expõe a fonte, enviou uma carta ao promotor geral norte-americano, Alberto Gonzáles, queixando-se de que a libertação do Sr. Posada põe na berlinda a determinação do governo de lutar contra o flagelo do terrorismo.

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Destacada preparação de Cuba para enfrentar ações terroristas

Havana, 9 mai (PL) “Cuba está em condições de enfrentar tecnicamente qualquer ato terrorista organizado, estruturado e financiado pelos grupos contra-revolucionários radicados nos Estados Unidos”, afirmou hoje um alto oficial do Ministério do Interior.

O tenente coronel Roberto Hernández, do Departamento de Delitos contra a Segurança do Estado, sublinhou que mais de 49 anos de agressões terroristas obrigaram a criar as condições técnicas necessárias para rechaçá-las.

Em declarações à Prensa Latina, indicou que a longa lista de ações contra a Revolução "forjaram não apenas um escudo ideológico, mas também especialistas capazes de detectar o mais sofisticado evento contra a segurança e tranqüilidade do país e dos cidadãos".

Num rápido reconto, Hernández explicou que os primeiros anos do processo revolucionário estiveram marcados por um terrorismo de Estado, já que foi precisamente o governo dos Estados Unidos que organizou, financiou e preparou apoiadores do regime do ex-ditador Fulgencio Batista para atacar Cuba.

Para o alto oficial da Segurança do Estado, a década de 70 caracterizou-se por infiltrações, bandidismo, atentados e sabotagens, cujo momento clímax foi a explosão de um avião civil com 73 pessoas a bordo na costa de Barbados.

Recordou que muitos dos recrutados para atuar contra Cuba participaram da Operação Condor na América Latina, um sangrento operativo levado a cabo pelas ditaduras militares do Cone Sul para eliminar seus opositores políticos.

"Tratava-se, entre outros, de Luis Posada Carriles, Orlando Bosh, Guillermo Nuevo Sampol, Gaspar Jiménez Escobedo e Alberto Hernández, livres e respaldados por Washington", apontou.

Assegurou que tanto o Ministério do Interior como as Forças Armadas Revolucionárias se prepararam e se adequaram às diferentes etapas e circunstâncias que rodeam as agressões terroristas contra o país, para aniquilá-las.

"A existência de técnicos e profissionais com elevada preparação e uma longa experiência permitiu a detecção e esclarecimento de todas as ações terroristas e a detenção de seus autores, dotados de inovadores meios e sofisticados modus operandi", indicou.

O oficial destacou que "para isso foi decisivo também a contribuição daqueles que desde o seio das próprias organizações terroristas alertam Cuba sobre os planos contra a Ilha, inclusive desde os Estados Unidos".

Mencionou, nesse sentido, os cinco antiterroristas cubanos condenados injustamente e o agente da Segurança do Estado Juan F. Fernández Gómez, que impediu a infiltração de um mercenário no território nacional com 1.900 gramas de explosivos.

No entanto, com todas as evidências possíveis, a Casa Branca nunca atuou para evitar e frear essas agressões nem para julgar seus responsáveis, apesar de estes terem provocado, com suas ações, mais de 3 mil vítimas, dentre elas 120 crianças - apontou.

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.Cuba denuncia ataque subversivo dos EUA nos 90

Havana, 7 Mai (PL) O ataque subversivo dos Estados Unidos contra Cuba nos anos 90 do século passado converteu-se em uma nova Operação Mangosta contra a Ilha, denuncia um especialista em um extenso artigo que o jornal Granma publica hoje.

A CIA realizou ações secretas nos anos 60 para tentar deter a Revolução cubana após a invasão pela Praia de Girón (Baía de Porcos) fracassar.

Manuel Hevia, Diretor do Centro de Investigações Históricas da Segurança do Estado, afirma em um extenso artigo que o inimigo utilizou a queda do campo socialista, especialmente da União Soviética, para recrudescer as ações anticuba.

Entre estas, estão aumento desde 1991 da capacidade operativa da Seção de Interesses Norte-americanos em Havana (SINA) para fortalecer suas possibilidades de espionagem e a preparação dos grupos contra-revolucionários internos.

Apenas entre 1998 e 2000, 540 funcionários americanos estiveram em Havana como visitantes, dos quais cerca de 30% foram identificados como agentes comprovados ou suspeitos dos serviços de inteligência de Washington.

Segundo o perito, a aprovação em 1992 da Lei Torricelli pelo governo do George Bush (pai) tentou acelerar a crise no território cubano após o colapso da União Soviética, multiplicando o bloqueio com a legislação.

A Torricelli proibiu o comércio com subsidiárias americanas em terceiros países e elevou o custo do transporte marítimo de mercadorias a Cuba, uma vez que os navios não podem tocar portos dos Estados Unidos.

Estas limitações econômicas impostas - afirma o articulista - não só pretendiam provocar a fome ou a escassez de medicamentos, transporte ou eletricidade, mas também criar um cenário interno para estimular a emigração para os EUA.

Entre 1987 e 1994, o governo de Washington só outorgou 7% dos 160 mil vistos acordados com Cuba, com o que estimulou a saída ilegal junto à Lei de Ajuste Cubano (1966), que brinda privilégios especiais aos emigrantes da Ilha.

De acordo com Hevia, entre 1994 e 1996 aumentaram as incursões terroristas, com participação direta do grupo paramilitar da Fundação Nacional Cubano-Americana (FNCA), e com propósito de afetar a indústria turística e afetar o ingresso de divisas.

Entretanto – assegura – a Revolução enfrentou as adversidades e, com Fidel Castro à frente, garantiu o nível de saúde e educação alcançado até esse momento e os recursos essenciais para o país sair do Período Especial.

Diante de tal derrota e em sinal de vingança - afirma o historiador - o clã fascista de Bush filho e seus aliados arremeteram contra cinco antiterroristas cubanos, que são mantidos presos há quase nove anos, enquanto são deixados livres assassinos confessos como Luis Posada Carriles.

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.Concluída I Convenção de Cubanos Residentes no Brasil

Rio de Janeiro, 6 mai (PL) Com as notas do Hino Nacional cubano e bandeiras em defesa do projeto revolucionário da Ilha, foi concluída hoje, aqui, a I Convenção da Associação Nacional de Cubanos Residentes no Brasil (ANCREB-José Martí).

A última sessão do fórum, de dois dias de duração, serviu para aperfeiçoar ainda mais essa entidade, ratificar seus objetivos, organizar suas próximas tarefas e eleger como nova coordenadora nacional Magda Torbisco, presidente da ANCREB-Rio de Janeiro.

O texto final exibiu os acordos da Convenção de fortalecer as bases ou capítulos estaduais e de marchar com unidade para defender Cuba com mais eficácia da crescente agressividade norte-americana.

Dessa maneira, os participantes desejaram uma rápida recuperação ao presidente Fidel Castro e exigiram a libertação dos cinco cubanos presos nos Estados Unidos por lutar contra o terrorismo.

Também exigiram que se condene o terrorista internacional Luis Posada Carriles por seus crimes.

O texto final reconhece o trabalho realizado pelo presidente anterior da ANCREB, Reynaldo Cué, falecido recentemente, e agradece o apoio dado a esta convenção por diplomatas e servidores públicos da Ilha e pelo movimento brasileiro de solidariedade a Cuba.

Por sua vez, a declaração fixou entre suas tarefas principais imediatas respaldar a delegação cubana que assistirá aos XV Jogos Esportivos Panamericanos, que terão lugar no Rio de Janeiro em julho.

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.Trabalhadores cubanos exigem prisão de Posada Carriles

Havana, 1 mai (PL) Uma multitudinária marcha dos trabalhadores cubanos exigiu hoje o fim da proteção dos Estados Unidos ao terrorista Luis Posada Carriles e seu imediato regresso à prisão.

Ao pronunciar as palavras centrais do ato, encabeçado pelo primeiro vice-presidente Raúl Castro, o secretário geral da Central de Trabalhadores de Cuba, Salvador Valdés, sublinhou a decisão do povo de defender e consolidar o socialismo.

Valdés referiu-se às reflexões do presidente Fidel Castro, difundidas hoje, nas quais Fidel assinalou a necessidade urgente de uma revolução energética para ajudar a salvar ao mundo do desastre ecológico.

O dirigente sindical recordou que o recém-liberado Posada Carriles tem uma ampla folha de serviços prestados a Washington, incluindo a explosão em pleno vôo de um avião cubano e sua participação nos assassinatos da Operação Condor.

Em nome dos trabalhadores e de todo o povo, pedimos que seus crimes não fiquem impunes e que seja julgado na Venezuela ou nos Estados Unidos - manifestou.

Agradeceu o respaldo internacional à campanha pela liberdade imediata dos cinco cubanos antiterroristas presos há mais de oito anos nos Estados Unidos, "verdadeiros bastiões da dignidade".

Valdés afirmou que Cuba se sente recompensada por sua luta ao ver outros povos projetados em uma verdadeira integração na Alternativa Bolivariana para as Américas (ALBA).

Igualmente, proclamou que os trabalhadores cubanos cumprirão com o aumento da produção e da eficiência, com o aproveitamento da jornada, a elevação da disciplina e o melhoramento das condições de vida e de trabalho.

Finalmente, expressou o desejo de todo o povo pela recuperação e muita saúde para Fidel Castro, "que nos guiou com sua proverbial sabedoria durante mais de 50 anos".

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.Fidel qualifica liberação de Posada como “incrível e humilhante”

Havana, 1 mai (PL) O presidente cubano, Fidel Castro, qualificou hoje como “incrível e humilhante” a liberação pelos Estados Unidos do terrorista Luis Posada Carriles.

Um artigo do mandátario publicado aqui afirmou que Posada é um monstro do terrorismo e censurou sua liberação, precisamente nos dias do 46º Aniversario da vitória do povo cubano frente à invasão de Playa Girón.

Fidel Castro considerou que o Primeiro de Maio era um  bom dia para fazer chegar aos trabalhadores e a todos os pobres do mundo suas reflexões sobre a necessidade de uma revolução energética, além do protesto pela proteção estadunidense a Posada.

Milhões de cubanos desfilaram hoje nas principais praças do país pedindo que Posada seja julgado por sua participação comprovada na explosão de um avião cubano em pleno vôo, em 1976, bem como em outros atos terroristas realizados na Ilha.

Paralelamente, exigiram a imediata libertação dos cinco antiterroristas cubanos presos nos Estados Unidos há mais de oito anos por tratar de evitar novas ações desse tipo contra o povo da nação antilhana.

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Harry Belafonte pede justiça no caso Posada Carriles

Havana, 27 abr (PL) O cantor e ator americano Harry Belafonte juntou sua assinatura às assinaturas de mais de 4 mil personalidades do mundo para pedir justiça no caso do notório criminoso Luis Posada Carriles.

O documento, veiculado em 16 de abril pela Rede de redes em Defesa da Humanidade e assinado por Harry, também conhecido produtor musical e cinematográfico, chama-se "Luis Posada Carriles deve ser julgado por seus crimes".

No texto se menciona que o terrorista de origem cubana "foi acusado e submetido a julgamento na Venezuela pelo atentado em 1976 contra um avião civil onde morreram 73 pessoas".

"Logo após escapar da prisão na Venezuela em 1982 – adiciona - trabalhou a serviço da CIA  na operação conhecida como Irã-Contras e na implementação da genocida “Operação Condor", de extermínio físico de opositores políticos latino-americanos.

O documento aponta que "preparou, depois, em 1997, uma série de atos terroristas contra os hotéis de Havana; em um deles morreu o jovem turista italiano Fabio di Celmo".

Do mesmo modo, "em março de 2005, Posada Carriles entrou ilegalmente nos Estados Unidos. Só depois de muitas denúncias públicas que revelavam a presença deste criminoso em seu território, o governo de George W. Bush procedeu a sua detenção e julgamento", demarcou.

Entretanto, as razões para sua detenção foram, explica o Documento, "por delitos migratórios e de falso testemunho, sem a menor alusão ao terrorismo".

A declaração adverte que "com o tratamento outorgado a Posada, as autoridades norte-americanas, pressionadas pelos grupos extremistas cubanos do sul da Flórida, puseram em absoluta evidência a falsidade de sua guerra contra o terrorismo".

"Ao mesmo tempo, como denunciaram numerosos foros internacionais e agências das Nações Unidas, cinco ativistas antiterrorista cubanos permanecem injustamente encarcerados nos Estados Unidos", afirmou o texto.

Entre os signatários do abaixo-assinado figuram os prêmios Nobel da Paz, Adolfo Pérez Esquivel e Rigoberta Menchú; Nadine Gordimer e Harold Pinter (Literatura), e Zhores Alfiorov (Física).

Relevantes artistas, como Danny Glover, María Rojo e Walter Salles, também aderiram ao documento.

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Personalidades espanholas somam-se à condenação de terrorista

Madri, 26 abr (PL) Ao todo 530 personalidades espanholas somaram-se até hoje ao abaixo-assinado que condena a libertação do terrorista internacional Luis Posada Carriles, já subscrito por 4.315 pessoas no mundo.

Entre os signatários espanhóis, encontram-se Alfonso Sastre, Manu Chao, Belém Gopegui, Pascual Serrano, Ramón Chao, Adolfo Sánchez Vázquez, Juan Madri, Carlos Fernández Liria, e Antonio Maira.

Também estão Santiago Alva Rico, Eva Forest, Maribel Permuy, Isaura Navarro, Vicente Romano, Higinio Pólo, Manuel Talens, Javier Couso, Reynaldo Carlos Varea, David Acera, Rebeca Acin Perez, e Víctor Alarcón Dez.

O documento segue circulando em diversos sites e nele se denuncia o governo dos Estados Unidos por proteger o mais notório terrorista do hemisfério ocidental e negar-se a julgá-lo por seus verdadeiros crimes.

Recorda que Posada Carriles foi submetido a julgamento na Venezuela pela explosão, em 1976, de um avião civil onde morreram 73 pessoas, e que fugiu da prisão para cometer mais crimes, como a tentativa de homicídio contra o presidente cubano, Fidel Castro, na Universidade do Panamá no ano 2000.

Os signatários exigem que o governo dos Estados Unidos cumpra suas obrigações internacionais e acuse Posada Carriles por seus crimes ou atenda ao pedido de extradição feito pela Venezuela, que não recebeu, até agora, resposta alguma.

A lista de signatários espanhóis segue crescendo, com a adesão de intelectuais e profissionais de diferentes ramos e setores, políticos, acadêmicos e professores de numerosas universidades, dirigentes sociais e do amplo movimento de solidariedade a Cuba.

Entre eles, estão Altea Prefeito, Belém Alemany, Miguel Angel Alfonso, Juan José Anaya, Alvaro Badía, Angel Baena, José Antonio Barroso, Ana Belém, Victor Manuel, Glória Berrocal, Joan Fábregas, Alicia Hermida, Jaime Losada, Angeles Mestre e centenas mais.

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Rigoberta Menchú exige que julguem Posada Carriles

Havana, 26 abr (PL) A Prêmio Nobel da Paz, Rigoberta Menchú, juntou-se aos mais de 4 mil intelectuais que lutam contras as manobras ilegais com as quais os Estados Unidos protegem o terrorista Posada Carriles.

Com ela, são cinco os laureados com esse prêmio que exigem o julgamento de Posada por seus crimes, ou que este seja extraditado a um governo com jurisdição para processá-lo, como é o caso da Venezuela, que solicitou sua extradição diversas vezes.

A lista inclui a romancista sul-africana  Nadine Gordimer e o dramaturgo britânico Harold Pinter (ambos Nobel de Literatura), Adolfo Pérez Esquivel (da Paz) e o cientista russo Zhores Alfiorov (de Física), deputado da Duma Estatal (Câmara Baixa) e que é considerado uma figura de notável contribuição nesse ramo, em disciplinas como a eletrônica quântica e equipamentos semicondutores.

A cada dia se somam novas assinaturas ao abaixo-assinado lançado em 16 de abril pela Rede de redes em defesa da humanidade, que mostra a trajetória de quem é considerado como "o mais notório terrorista do hemisfério ocidental".

Ontem, rubricaram o documento as ex-senadoras paraguaias Ligia Prieto e Elba Recalde e o poeta venezuelano Tarek William Saab, governador do estado do Anzoátegui, nas planícies orientais do Orinoco.

Posada Carriles, a quem as autoridades norte-americanas dão apoio especial, só foi detido após serem feitas várias "denúncias públicas que revelavam a presença do criminoso em seu território" - afirmaram os assinantes do documento.

Atualmente, o terrorista é processado unicamente por "delitos migratórios e falso testemunho, sem a menor alusão ao terrorismo", enquanto Washington trata de confundir a opinião pública internacional - afirma o texto.

“Posada Carriles é o autor da sabotagem de um avião da companhia aérea Cubana, em 1976, que explodiu na costa de Barbados e provocou a morte de 73 pessoas”.

Acusado e submetido a um julgamento, ainda em aberto na Venezuela, por esse crime, escapou em 1985 da prisão onde se encontrava preso e continuou trabalhando a serviço da CIA em operações como Irã-Contras e a "genocida Operação Condor", segundo precisa o documento.

É responsável, além disso, - acrescenta – por uma cadeia de atos terroristas contra os hotéis de Havana, em 1997, em um dos quais morreu o jovem italiano Fabio di Celmo;  e pela autoria do atentado ao presidente cubano, Fidel Castro, na Universidade do Panamá no ano 2000.

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Harold Pinter contra proteção de Washington a Posada Carriles

Havana, 23 abr (PL) O dramaturgo e teatrólogo britânico Harold Pinter, Prêmio Nobel de Literatura 2005, pronunciou-se hoje contra a proteção dos Estados Unidos a Luis Posada Carriles, "o terrorista mais notório do hemisfério ocidental".

Com uma obra que o gabarita como dramaturgo vivo mais importante da atualidade, Pinter aderiu ao abaixo-assinado veiculado, no dia 16 de abril, pela Rede de Redes em Defesa da Humanidade, sob o título "Luis Posada Carriles deve ser julgado por seus crimes".

Original e de talento afiado, o intelectual britânico é valorizado tanto por sua maestria literária como por um compromisso político expressado desde sua filiação ao movimento literário Angry Young Men (jovens irados), no final dos anos 60, e fielmente cultivado.

Nos anos 80, denunciou os abusos dos direitos humanos cometidos pelos países do Primeiro Mundo; é, hoje, um sistemático opositor à política exterior do presidente norte-americano, George W. Bush, e do premiê britânico, Tony Blair.

Fustigou, em especial, a invasão de Washington ao Iraque.

Junto a Pinter, o apelo - subscrito por mais três mil personalidades dos cinco continentes – foi respaldado pelo historiador e semiólogo Ignacio Ramonet, diretor do Le Monde Diplomatique, pelo escritor colombiano Fernando Rendón, diretor do Festival de Poesia de Medellín, e pelo pedagogo paraguaio e ativista dos direitos humanos Martín Almada, ambos ganhadores do Prêmio Nobel Alternativo (da Paz).

Posada Carriles foi posto em liberdade condicional ontem, após a sentença da V Corte Federal do Circuito de Apelações, em Nova Orleans, que se opôs à decisão anterior de mantê-lo encarcerado até o julgamento previsto para 11 de maio, por delitos menores de índole migratória.

Sua libertação desatou uma série de reações contrárias, diante das argúcias "pseudo-legais postas em jogo por Washginton" para amparar aquele que é qualificado por figuras de prestígio como "Osama Bin Laden americano".

O apelo da Rede de redes exige que as autoridades estadunidenses julguem-no por seus verdadeiros crimes, entre eles a explosão de um avião de uma companhia aérea civil cubana, sabotagem na qual morreram 73 pessoas.

Simultaneamente, destaca suas ligações com a CIA, ao serviço da qual trabalhou na operação Irã-Contras e na Operação Condor - em conivência com os regimes militares sul-americanos dos anos 70 - e os atos terroristas contra hotéis havanenses, em 1997.

Num deles, perdeu a vida o jovem turista italiano Fabio dei Celmo. No ano 2000, Posada preparou o projeto de atentado contra o presidente cubano, Fidel Castro, na Universidade do Panamá.

Depois de exigir que os Estados Unidos ponham fim às manobras pseudo-legais com que pretendem enganar a opinião pública internacional, o apelo destaca a falsidade moral de Washington em sua guerra contra o terrorismo.

“Em nome dela”, precisa, “torturam, encarceram e bombardeiam, enquanto "cinco ativistas antiterrorista cubanos permanecem injustamente encarcerados nessa nação, submetidos junto a seus familiares a um trato cruel e discriminatório".

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Posada Carriles: assasino confesso e protegido de Bush
Yurién Portelles

Havana, 20 abr (PL)
As palavras pronunciadas em 2001 por George W. Bush, de radical oposição ao terrorismo, que hoje "combate" no Iraque, se esfumaçaram no ar com a libertação de Luis Posada Carriles.

Seu próprio eco, seis anos depois, desmente um Bush que, supostamente indignado com os atentados às Torres Gêmeas, anunciou ao mundo que quem protegesse um terrorista também seria considerado como tal.

Na data desses atentados, já fazia um ano que Posada Carriles estava atrás das grades no Panamá, resultado de uma denúncia feita pelo presidente Fidel Castro sobre a presença de Carriles (com planos para assassinar Fidel) na Cúpula Ibero-americana, realizada nesse país.

Mas o histórico criminal de Posada Carriles havia começado muito antes, segundo suas próprias declarações públicas, nas quais confessou o atentado a um avião cubano em 1976, com 73 passageiros a bordo.

Em 1997, quando foram realizados atentados em instalações hoteleiras, resultando na morte de um turista italiano, Posada declarou a uma emissora de televisão em Miami que ele era o responsável por qualquer ato deste tipo sucedido na Ilha.

Seu cinismo, inclusive, o levou a lamentar que Di Celmo estivera "no lugar errado na hora errada" quando detonou o artefato que tirou sua vida, e, ainda mais, disse que dormia como um bebê, e que o FBI não se metia com ele.

O salvadorenho Ernesto Cruz León, processado em Havana por colocar as bombas nas instalações turísticas, confessou que foi contratado por Ramón Medina, um dos pseudônimos usados pelo próprio Posada Carriles.

Na Venezuela, onde era processado pelo crime de Barbados, Posada pagou 50 mil dólares para evitar a prisão em 1985, iniciando, então sua estada na América Central; se radicou em El Salvador, desde onde viajou ao Panamá para matar Fidel Castro.

Dessa nação ístmica, assim que a presidente Mireya Moscoso o indultou em 2004, foi a um lugar desconhecido até chegar, em abril de 2005, aos Estados Unidos.

As denúncias do presidente cubano de que o assassino ingressara no território norte-americano, através do jornal mexicano Por Esto, obrigaram o governo de Bush a colocá-lo atrás das grades, ainda que em um centro migratório.

Após dois anos de manobras, finalmente lhe foi concedida a liberdade sob fiança até 11 de maio, quando deverá apresentar-se perante um tribunal, acusado, porém, apenas por fraude para ingressar nos Estados Unidos e por mentir para fazê-lo.

A solicitação de extradição feita pela Venezuela a Washington, em virtude dos tratados bilaterais assinados por ambos os Estados, foi completamente desconsiderada.

JUSTIÇA CONTRA A FALTA DE VERGONHA - A notícia de sua liberdade agitou os habitantes da Ilha e de boa parte do mundo, que consideram que essa manobra vai contra tudo que está estabelecido no direito penal e internacional, já que se trata do autor de crimes contra a humanidade.

O jurista cubano Rodolfo Dávalos, advogado defensor dos cinco anti-terroristas cubanos presos nos Estados Unidos há mais de oito anos, qualificou a liberação do conotado assassino Luis Posada Carriles nesse país nórdico como anti-jurídica e imoral.

Essa medida poderia ser um truque para não julgá-lo, nem permitir que outro país o faça, de acordo com o presidente do Parlamento cubano, Ricardo Alarcón.

Enquanto isso, em Havana, iniciou-se uma vigília em homenagem às vítimas do terrorismo em Cuba, que somam 5 mil, entre mortos e mutilados; se anunciam marchas e protestos em vários pontos do globo para evidenciar esta nova falta de vergonha.

Inclusive nos próprios EUA, no dia 11 de maio se reunirão milhares de pessoas contra a decisão de Washington de soltar nas ruas o terrorista, que deverá, nesse mesmo dia, responder à justiça por perjúrio para entrar no país.

Até o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, ofereceu seu território para que seja julgado o assassino internacional, enquanto Hugo Chávez anunciou que insistirá no fato de que Posada Carriles deve ser extraditado a seu país, de cuja justiça é fugitivo.

O tamanho da indignação se comprova no jornal El Nuevo Herald, da Flórida (sudeste estadunidense).  Em uma pesquisa aberta com internautas, 64% dos entrevistados manifestaram a opinião de que esse terrorista deve ser encarcerado.

Uma das posturas mais contundentes de Washington nesse sentido foi a do legislador democrata Dennos Kucinich, que enviou uma carta ao Procurador Geral dos Estados Unidos, Alberto González, onde insiste na extradição de Posada Carriles para a Venezuela.

Falta que Bush preste atenção às reclamações, em consonância com sua auto-proclamada liderança na luta contra o terrorismo, seguindo as diretrizes de tratados internacionais, e deixe de proteger um terrorista.

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.DECLARAÇÃO DO GOVERNO REVOLUCIONÁRIO DE CUBA

Com a libertação de Posada o governo dos EUA quer comprar o silêncio do terrorista sobre seus crimes a serviço da CIA

Cuba condena a vergonhosa decisão de libertar o terrorista Luis Posada Carriles e aponta o governo dos Estados Unidos como o único responsável deste ato cruel e infame, que busca comprar o silêncio do terrorista sobre seus crimes a serviço da CIA, especialmente na época em que Bush pai foi seu Diretor Geral.

Com esta decisão, o governo norte-americano ignorou o clamor levantado em todo o mundo, inclusive dentro do território dos Estados Unidos, contra a impunidade e a manipulação política intrínsecas a este ato.

Esta decisão é um insulto ao povo cubano e aos povos que perderam 73 de seus filhos no abominável atentado de 1976 com a explosão, em frente à costa de Barbados, de um avião civil da Cubana de Aviação.

Esta decisão é um insulto ao próprio povo dos Estados Unidos, e é uma rotunda prova de que os EUA mentem na suposta "guerra contra o terrorismo" declarada pelo governo do Presidente George W. Bush.

Teria bastado que o governo dos Estados Unidos classificasse Luis Posada Carriles como terrorista para impedir sua libertação, e, em conformidade com a Secção 412 da Lei Patriota dos Estados Unidos, ter reconhecido que "sua libertação ameaça a segurança nacional dos Estados Unidos ou a segurança da comunidade ou de qualquer pessoa".

O governo dos Estados Unidos também poderia ter aplicado a regulamentação que permite que o Serviço de Imigração e Aduanas retenha um estrangeiro não admissível no território norte-americano e sujeito à deportação. Para isso, teria bastado que as autoridades norte-americanas tivessem determinado que Posada Carriles é um risco para a comunidade ou que libera-lo abarcaria o risco de que fugisse.

Por que o governo dos Estados Unidos permitiu que o terrorista ingressasse impunemente no território norte-americano, apesar dos chamados de alerta formulados pelo Presidente Fidel Castro?

Por que o governo norte-americano o protegeu durante os meses em que permaneceu ilegalmente em seu território?

Por que, tendo todos os elementos para isso, se limitou a acusá-lo, em 11 de janeiro, de delitos de menor pena, de caráter eminentemente migratório e não do que realmente é: um assassino?

Por que o soltam, quando a própria Juíza Kathleen Cardone, em seu ditame do dia 6 de abril que ordenou a libertação do terrorista reconheceu que ele é acusado "de ter estado envolvido em, ou de estar associado com alguns dos fatos mais infames do Século XX?"

Alguns destes fatos incluem a invasão da Baía dos Porcos, o escândalo Irã-Contras, a queda do vôo 455 da Cubana de Aviação, as bombas de 1997 em centros turísticos de Havana e, segundo alguns teóricos da conspiração, o assassinato do Presidente John F. Kennedy.

Por que agora o Serviço de Imigração e Aduanas do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos não utiliza os mecanismos que tem a sua disposição para manter o terrorista preso, com o indubitável argumento, já utilizado pela Promotoria Geral dos Estados Unidos em data tão próxima como o último dia 19 de março, de que, caso seja libertado, se corre o risco de que fuga?

Por que o governo dos Estados Unidos fez caso omisso da solicitação de extradição apresentada, com todos os requisitos de rigor, pelo governo da República Bolivariana da Venezuela?

Como é possível que se liberte hoje o mais notório terrorista que jamais existiu neste hemisfério enquanto permanecem em cruel prisão cinco jovens cubanos cujo único delito foi o de lutar contra o terrorismo?

Para Cuba, a resposta é clara. A libertação do terrorista foi articulada pela Casa Branca como compensação para que Posada Carriles não divulgue o que sabe, para que não fale dos inumeráveis segredos que guarda sobre seu prolongado período como agente dos serviços especiais norte-americanos, em que atuou na Operação Condor e na guerra suja contra Cuba, contra a Nicarágua e contra outros povos do mundo.

A plena responsabilidade pela libertação do terrorista e pelas conseqüências que dela derivem recai diretamente sobre o governo dos Estados Unidos e, muito particularmente, sobre o Presidente desse país.

Inclusive agora, após sua libertação, o governo dos Estados Unidos tem toda a informação e os mecanismos legais para voltar a prendê-lo. Falta apenas vontade política para lutar seriamente contra o terrorismo e recordar que, segundo o Presidente Bush, "se você dá refúgio a um terrorista, se apóia um terrorista, se alimenta um terrorista, você será tão culpado quanto os terroristas".

Havana, 19 de abril de 2007

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.Cuba condena libertação nos EUA do terrorista Posada Carriles

Havana, 20 abr (PL) Cuba condenou a libertação do terrorista Luis Posada Carriles e acusou o governo dos Estados Unidos de ignorar o clamor mundial contra a impunidade intrínseca a esta decisão, que caracteriza como insulto às vítimas de seus crimes.      

LEIA NA ÍNTEGRA: DECLARAÇÃO DO GOVERNO REVOLUCIONÁRIO DE CUBA

Em uma declaração, o governo da ilha afirma que a administração do presidente norte-americano, George W. Bush, é a única responsável por este ato a favor de Posada Carriles, que descreve como vergonhoso, cruel e infame.

A plena responsabilidade pela libertação do terrorista e pelas conseqüências que dela derivem recai diretamente sobre o governo dos Estados Unidos e, muito particularmente, sobre o Presidente desse país, sublinha o documento.

Precisa que com "este ato cruel e infame os EUA procuram comprar o silêncio do terrorista sobre seus crimes a serviço da CIA (Agência Central de Inteligência), especialmente na época em que Bush pai foi seu Diretor Geral".

Com esta decisão – denuncia -, o governo norte-americano ignorou o clamor levantado em todo o mundo, inclusive dentro do território dos Estados Unidos, contra a impunidade e a manipulação política intrínsecas a este ato.

Esta decisão é um insulto ao povo cubano e aos povos que perderam 73 de seus filhos no abominável atentado de 1976 com a queda, frente às costas de Barbados, de um avião civil da Cubana de Aviação - afirma a Declaração.

Esta decisão – sustenta – é um insulto ao próprio povo dos Estados Unidos, e é contraditória à suposta "guerra contra o terrorismo" declarada pelo governo do Presidente George W. Bush.

Para evitar a libertação de Posada Carriles, teria bastado que o governo dos Estados Unidos classificasse-o como terrorista - explicou.

Além disso, de acordo com a Seção 412 da Lei Patriota dos Estados Unidos, ter reconhecido que "sua libertação ameaça a segurança nacional dos Estados Unidos ou a segurança da comunidade ou de qualquer pessoa".

Depois de serem interrogados sobre as razões pelas quais as autoridades dos Estados Unidos protegem Posada Carriles, facilitando sua soltura ontem, a Declaração sustenta que para Cuba a resposta é clara.

A libertação do terrorista foi feita pela Casa Branca como compensação para que Posada não divulgue o que sabe, para que não fale dos inumeráveis segredos que guarda sobre seu prolongado período como agente dos serviços especiais norte-americanos.

Recorda que, nessa condição, Posada Carriles atuou na Operação Condor, posta em prática pelas ditaduras sul-americanas para liquidar seus opositores, e na guerra suja contra Cuba, Nicarágua e outros povos do mundo.

Adverte também que, "inclusive agora, depois de sua libertação, o governo dos Estados Unidos tem toda a informação e os mecanismos legais para prendê-lo novamente".

Falta apenas vontade política para lutar seriamente contra o terrorismo e lembrar que, segundo o Presidente Bush, "se você der refúgio a um terrorista, se apoiar um terrorista, se alimentar um terrorista, você será tão culpado como os terroristas", conclui.

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Gerard Depardieu e Kusturica: Posada Carriles deve ser julgado

Havana, 20 abr (PL) O ator francês Gerard Depardieu, um dos emblemas do cinema europeu, e o diretor sérvio Emir Kusturica assinaram hoje um apelo que exige o fim da proteção dos Estados Unidos a Luis Posada Carriles.

Veiculado na segunda-feira passada pela Rede de Redes em Defesa da Humanidade, o abaixo-assinado - subscrito já por 2.198 personalidades e instituições dos cinco continentes - exige que se acuse o "terrorista mais notório do hemisfério ocidental", por seus crimes.

Posada Carriles foi posto em liberdade condicional ontem, depois da sentença da V Corte Federal do Circuito de Apelações, em Nova Orleans, perante uma decisão anterior de mantê-lo encarcerado até o julgamento previsto para 11 de maio, por delitos menores de índole migratória.

Sua libertação desatou uma série de reações contrárias, diante das argúcias "pseudo-legais postas em jogo por Washginton" para amparar aquele que é qualificado por figuras de prestígio como "Osama Bin Laden americano".

Com essas manobras, pretende-se – argumentam - enganar a opinião pública internacional e esconder o papel gestor de Posada Carriles na explosão de um avião civil cubano na costa de Barbados, em 1976, na qual morreram 73 pessoas.

Desde o primeiro momento, o texto gerou uma adesão sem pausas, que cresce em ondas contínuas. Entre as novas adesões figuram as do poeta nicaragüense Ernesto Cardenal e do historiador Paul Estrade.

Este último é conhecido como estudioso do pensamento e da obra do prócer cubano José Martí e por suas indagações certeiras sobre temas latino-americanos, plasmadas em textos como A última guerra de independência: desde a perspectiva antilhana.

Também em ensaios como Betances, o camponês mais indócil de Porto Rico e As exigências de uma nova historiografía latino-americana na ótica de José Marti.

À lista de assinaturas, acrescentam-se a do catedrático e intelectual guatemalteco Alfonso Bauer - quem se confessa herdeiro de seu conterrâneo Manuel Galich -, um homem intimamente vinculado às demandas de seu país, cujas pulsações são parte dele mesmo.

Outras das vozes que se somaram são as do ensaísta brasileiro Theotônio dos Santos e as de mais de 150 escritores e pensadores norte-americanos.

Um grupo no qual se destacam os romancistas Gore Vidal, Alice Walker e Rusell Banks, o historiador Howard Zinn e o cientista político Noam Chomsky.

Da Espanha, assinaram 218 personalidades, até o momento. Cabe citar nomes como os do escritor e jornalista franco-hispano Ramón Chao, o dramaturgo Alfonso Sastre e o escritor, jornalista e roteirista de cinema Juan Madri.

Do Egito, assinou Samir Amin, um dos teóricos mais importantes de seu país, residente no Senegal e diretor do Fórum do Terceiro Mundo, uma associação internacional integrada por intelectuais da África, Ásia e América Latina, radicada em Dakar.

Chandra Muzaffar, presidente do International Movement for a Just World (ONG com sede em Malásia) e membro do International Commitee for the Peace Council, organização religiosa defensora do diálogo ecumênico também referendou o documento.

O apelo destaca os dois pesos para uma mesma medida com que os Estados Unidos sustentam uma guerra contra o terrorismo, em nome da qual torturam, seqüestram e bombardeiam, enquanto "cinco ativistas antiterrorista cubanos permanecem ‘injustamente encarcerados’".

A atitude dos Estados Unidos com relação a Posada Carriles - opinam os signatários - contrasta com as mortes geradas pelas agressões ao Iraque e ao Afeganistão e com as prisões arbitrárias em centros de tortura como Abu Ghraib e Guantânamo.